domingo, 14 de janeiro de 2007

POR QUEM DOBRAM OS SINOS?




A PROPÓSITO DO PLANETA TERRA

Carta dirigida em 1987 ao Jornal "o Incrível", por uma leitora que formulava uma pergunta ao responsável da Secção "A Vista da Pirâmide" que deu a respetiva resposta que hoje publico neste Blog:

Perguntou a leitora:

“Como se adquire a experiência e os vastos conhecimentos que o Professor parece ter para se colocar à disposição dos leitores desse Jornal? O Professor Kheops parece ser muito velho e vivido. O que pensa deste Mundo em que vivemos e como profetiza o futuro da Humanidade?”

Resposta do responsável:

"Começamos por dizer-lhe que somos realmente vividos mas não muito velhos, e a vontade de nos expormos neste jornal para dialogar com os seus leitores decorre do aprendizado e da experiência que tivemos oportunidade de conhecer através de uma vida muito diversificada, em vários países e 4 continentes. Mas não nos aventuraremos, jamais, a profetizar o futuro da Humanidade.

Nossa idade não nos permite afligirmo-nos muito com o futuro. Não pensamos muito em nós.

Pensamos
nos jovens descuidados sobre quem pende a espada de Dâmocles do Inferno Nuclear, com seus reactores e suas bombas diabólicas.

Pensamos nos filhos a quem vão envenenando a água, o mar, os rios e o ar, de que precisarão para beber, para pescar e para respirar.

Pensamos
nos netos que terão de viver (se ainda houver Vida no Planeta) em cidades superpovoadas, gastando suas horas de lazer em transportes, cada vez mais distantes entre o lar e o emprego (se houver emprego), respirando um ar poluído, envenenado, sofrendo de enfisema pulmonar, de cancro, e contraindo as várias Sidas (Aids) que ainda vêm por aí, se quiserem “fazer amor”.

Pensamos na próxima geração, que tentará sobreviver num crescendo de risco, de medo, de violência, em magalópoles insanas, barulhentas, sujas, desumanas no relacionamento, salvando-se do rapto para cair no assalto, perante as hordas cada vez maiores e mais agressivas de criminosos sem escrúpulos que roubam e matam, já não só para sobreviverem ao desemprego e à fome, mas para possuírem a droga inevitável e tudo aquilo que a Televisão, em criativas campanhas de publicidade, lhes vende, lhes insinua como garantia de prazer e felicidade, e de possuir todos os bens anunciados, como os ricos possuem.

Pensamos nas filhas das nossas filhas que serão vítimas de violações e de estupros que, praticamente, não serão puníveis por uma justiça tardia, mal aparelhada, e por um sistema prisional que deixa fugir seus criminosos, porque já não terá lugar para eles, ou se vende em troca de dinheiro compensador dos magros salários, impulsionadores da corrupção.

Pensamos no Mundo de amanhã, sem Deus (que as religiões não conseguiram ainda fazer despertar no Homem), sem ideologia (porque nem o capitalismo, o socialismo ou o comunismo, serviram até agora como sistemas políticos humanos); um Mundo sem Fé e sem Lei, quando os mitos do crescimento, da globalização, da produção e da tecnologia, pseudo-salvadores e milagreiros, deixarem cair o seu véu cruel e suicida e a Economia revelar claramente a sua impossibilidade de adaptação, de acompanhamento e de solução para uma Sociedade em mutação, demasiado apressada e inflacionada.

Pensamos na grande crise de energia que os reactores nucleares não resolveram e a Terra exaurida não terá como dar, em carvão e petróleo, quando houver a grande corrida, atrasada, à Energia Eólica e Solar, porque o petróleo (gerador de cobiça e guerras pelas grandes Potências) terá acabado.

Pensamos nas grandes áreas incultiváveis, porque o solo não foi, em tempo, reciclado e os fertilizantes já não o conseguem renovar; quando as multidões esfomeadas do Terceiro Mundo correrem para a Europa (CEE) e América do Norte em busca dos alimentos que estas já não podem acolher e alimentar, porque já se exauriram demais em sua febre de consumo, de supérfluo e de luxo.

Pensamos no futuro trágico do Homem, cada vez procurando mais nas drogas o lucro fácil e assassino dos nossos filhos, vendendo (ou oferecendo inicialmente) o Haxixe, a Heroína, a Cocaína, às nossas crianças, aos jovens carentes da compreensão e do amor que não soubemos dar-lhes, aos nossos adolescentes tristes e desencantados com uma Sociedade que não entendem ou não aceitam; vazia de valores, de segurança, de afecto e aceitando o escape, o “Nirvana”, a “viagem”, a “transcendência”, nos psicotrópicos e alucinogénios que lhes prometem, por algum tempo, a fuga de uma vida estúpida, e sem sentido; vida onde nem mesmo a liberdade sexual, disparada pelo sistema como um escape estudado, já os motiva. Poderíamos falar-lhes de CONSCIÊNCIA CÓSMICA, através da meditação, mas não nos compreenderiam em sua angústia criada pelas desumanas realidades de uma “selva” Darwiniana, que permite apenas a sobrevivência dos mais aptos e favorecidos.

Pensamos nos jovens de amanhã, sendo “enquadrados” e “consumidos”, como o foram os “Hippies” revoltados e os jovens idealistas de 1968, contestatários do sistema, através de outras fugas e escapes que os Governantes lhes permitirão descobrir.

Horroriza-nos a Pedofilia, a pornografia entre crianças, fomentada para o lucro dos realizadores de filmes e vídeos; a fome que impele os “sitiados” a comer os cadáveres e os feridos (ainda vivos). Vejam o Jornal DP de 09/02/87, se isto lhes parece ficção; e a mãe arménia, soterrada, alimentando a filha com o sangue dos seus pulsos cortados).

E isto, afinal, já é tudo de hoje. Lemos no jornal, vemos na TV, ao jantar, enquanto fazemos “projectos” para amanhã.

Mas, se tudo isto é de hoje, leitora, haverá amanhã? E se houver, como será? Valerá a pena?

Vamos deixar que o “Inferno” de hoje se transforme no Apocalipse futuro? Vamos continuar a vender armas, para ficarmos ricos? Ou são para diminuir a população do Terceiro Mundo, que nos ameaça? Como é que um único país (nem dizemos o nome) se permite consumir 2/3 dos alimentos da Terra, enquanto todos os outros consomem 1/3 apenas?

Não perguntem por quem os sinos dobram” (se os ouvirem): eles dobram por nós! Os vivos! Os adormecidos! Os sem esperança! Os que olhamos os nossos filhos e netos sem futuro! Por aqueles, como nós, que precisam do Planeta – não só para viver agora nossas experiências, mas para nossas vidas futuras! Ou teremos de reencarnar noutros planetas habitáveis, humanos, (?) civilizados?…

Leitora, não somos Profetas. Nem optimistas nem pessimistas. O que dizemos é só um pesadelo. Temos o direito de evitar que ele se realize e possamos sonhar. E nesse sonho vislumbramos, apenas, o transe doloroso da transição para o 3.º milénio, onde o fulgor da ocorrência da Era de Aquário (bem distante ainda) é o de uma Nova Aurora, com um HOMEM NOVO, um MUNDO NOVO, o advento da Esperança, da Paz, da Fraternidade e do Amor, agora simplesmente nos parecendo inconcebíveis à mísera lagarta que somos, incapazes de nos crermos como uma colorida e livre borboleta do futuro".


(Carta dirigida por uma leitora de Estarreja ao Jornal “o Incrível” em 1987. A questão posta por ela e a resposta dada pelo responsável da Secção “A Vista da Pirâmide” não foram publicadas, por determinação da Redacção do Jornal que as considerou inoportunas e chocantes).

OS "CROP CIRCLES"


Surgiram nos últimos anos, da noite para o dia, em vários campos de trigo no Mundo, em especial no Sul de Inglaterra, Itália, Alemanha, Bélgica, etc., várias centenas de figuras (mais conhecidas por Pictogramas) perfeitamente desenhadas no solo com simbolismos de grande significado esotérico que não se sabe bem como foram feitas nem quem as fez . Tal fenómeno ficou sendo conhecido como os "Crop Circles".

Entre várias explicações, as mais credíveis são as que têm a ver com Extraterrestres uma vez que existe um vídeo com imagens captadas por uma das câmaras de vigilância colocadas em algumas searas na Inglaterra onde o fenómeno atingiu maiores proporções. Nesse vídeo, que pessoalmente já vi num colóquio de Ovnilogia em Lisboa aperesentado pelo conhecido Paulo Cosmelli, vê-se claramente 3 Ovnis a desenhar um enorme Pictograma em apenas 7 segundos, em movimentos fantásticos de voos rasantes sem tocarem o solo, vendo-se apenas o trigo a tombar estantaneamente como se levasse um 'sopro' em cada passagem. Estas imagens foram analisadas pelo Dr. James Dilletoso, Director do Departamento de óptica do Jet Prop. Laboratory da NASA. O relatório da análise foi conclusivo: Não há fraude no filme analisado.

Entretanto, o fenómeno não merece especial atenção por parte dos governos desses países apesar de alguns personagens famosos terem visitado o local, principalmente o Príncipe D.Carlos de Inglaterra com uma visita guiada pelo Engº Collin Andrews (o maior investigador inglês deste assunto). Parece haver um complot internacional de acobertamento liderado pelos EUA que tudo fazem para desacreditar algo que tenha a ver com OVNIS e ET's no nosso Planeta e só as organizações particulares de Ovnilogia se interessam em dar divulgação aos acontecimentos.

Ver assunto e imagens aqui:

sábado, 6 de janeiro de 2007

A QUESTÃO DO ABORTO


Sobre este assunto bastante polémico e sobre as razões que muitos defenderam para a despenalização do aborto em Portugal, gostaria de dizer antes de mais que não achava bem que algumas mulheres portuguesas tivessem de responder em Tribunal pelos abortos que fizeram. Afinal eu também não gostaria de ver a minha mãe sentada no banco dos réus respondendo por ter abortado uma ou outra vez por alguma razão em que tivesse de tomar essa dificil decisão. Além do mais a falta de informação e meios de utilizar a pílula naquele tempo contribuiram em muito para tantas mulheres recorrerem a essa prática abortiva quando engravidavam sem o desejarem.

Porém, hoje não se coloca mais essa questão, porquanto há imensa informação a este respeito e existem milhões de anti-concepcionais ao alcance de qualquer jovem que começa logo a tomar a pílula aos 12 ou 13 anos de idade para suas experiências sexuais, bem prematuras de resto nos liberalismos e emancipações dos dias actuais.

Ora, muito mais experiência têm as mulheres adultas que só engravidam por descuido ou porque desejam (excepto nos casos de violação), não sendo isso motivo para alterar a lei anterior que também permitia o aborto no caso de mal-formação do feto ou gravidez de risco que implicasse a morte para a gestante. Entretanto a nova lei foi aprovada e os abortos passaram a ser autorizados até às 10 semanas sem penalizações, pouco importando que essa "pena de morte" aplicada a fetos e embriões passe a vigorar no meu país que até foi pioneiro na abolição da Pena de Morte no Mundo. Até parece contradição, mas é assim a chamada "Democracia" que não é melhor do que as ditaduras em relação a esta questão. Essas pelo menos proibem a prática abortiva de seres indefesos na barriga da mãe e condenam sim os criminosos ou criminosas que o façam.



Enfim termino deixando aqui um texto de José Antonio Saraiva, que diz sobre a campanha pelo Aborto o seguinte:

"A atracção pela morte é um dos sinais da decadência. Portugal deveria estar, neste momento, a discutir o quê? Seguramente, o modo de combater o envelhecimento da população. Um país velho é um país mais doente. Um país mais pessimista. Um país menos alegre. Um país menos produtivo. Um país menos viável – porque aquilo que paga as pensões dos idosos são os impostos dos que trabalham.

Era esta, portanto, uma das questões que Portugal deveria estar a debater e a tentar resolver. Como? Obviamente, promovendo os nascimentos. Facilitando a vida às mães solteiras e às mães separadas. Incentivando as empresas a apoiar as empregadas com filhos, concedendo facilidades e criando infantários. Estabelecendo condições especiais para as famílias numerosas. Difundindo a ideia de que o país precisa de crianças – e que as crianças são uma fonte de alegria, energia e optimismo.Um sinal de saúde. Em lugar disto, porém, discute-se o aborto.

Discutem-se os casamentos de homossexuais (por natureza estéreis). Debate-se a eutanásia. Promove-se uma cultura da morte. Dir-se-á, no caso do aborto, que está apenas em causa a rejeição dos julgamentos e das condenações de mulheres pela prática do aborto – e a possibilidade de as que querem abortar o poderem fazer em boas condições, em clínicas do Estado. Só por hipocrisia se pode colocar a questão assim. Todos já perceberam que o que está em causa é uma campanha.

O que está em curso é uma desculpabilização do aborto, para não dizer uma promoção do aborto. Tal como há uma parada do 'orgulho gay', os militantes pró-aborto defendem o orgulho em abortar. Quem já não viu mulheres exibindo triunfalmente t-shirts com a frase «Eu abortei»?Ora, dêem-se as voltas que se derem, toda a gente concorda numa coisa: o aborto, mesmo praticado em clínicas de luxo, é uma coisa má. Que deixa traumas para toda a vida. E que, sendo assim, deve ser evitada a todo o custo. A posição do Estado não pode ser, pois, a de desculpabilizar e facilitar o aborto – tem de ser a oposta. Não pode ser a de transmitir a ideia de que um aborto é uma coisa sem importância, que se pode fazer quase sem pensar – tem de ser a oposta. O Estado não deve passar à sociedade a ideia de que se pode abortar à vontade, porque é mais fácil, mais cómodo e deixou de ser crime.

Levada pela ilusão de que a vulgarização do aborto é o futuro, e que a sua defesa corresponde a uma posição de esquerda, muita gente encara o tema com ligeireza e deixa-se ir na corrente. Mas eu pergunto: será que a esquerda quer ficar associada a uma cultura da morte? Será que a esquerda, ao defender o aborto, a adopção por homossexuais, a liberalização das drogas, a eutanásia, quer ficar ligada ao lado mais obscuro da vida? No ponto em que o mundo ocidental e o país se encontram, com a população a envelhecer de ano para ano e o pessimismo a ganhar terreno, não seria mais normal que a esquerda se batesse pela vida, pelo apoio aos nascimentos e às mulheres sozinhas com filhos, pelo rejuvenescimento da sociedade, pelo optimismo, pela crença no futuro? Não seria mais normal que a esquerda, em lugar de ajudar as mulheres e os casais que querem abortar, incentivasse aqueles que têm a coragem de decidir ter filhos?"

Subscrevo inteiramente estas palavras, isento de qualquer partidarismo político ou posição doutrinária de qualquer Religião.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela
Related Posts with Thumbnails