terça-feira, 31 de julho de 2007

IRAQUE, UM PAIS DESTRUIDO!


Mais de 8 milhões de iraquianos ficaram passando sérias dificuldades de sobrevivência com falta de comida, água potável, medicamentos, abrigos, etc., devido ao resultado de uma guerra devastadora que os militares norte-americanos e seus aliados fizeram e causaram mais mortes e sofrimentos ao povo do Iraque do que o ditador Sadam Hussein quando ali governava.

Entretanto a própria O.N.U. não levantou a voz ao verdadeiro culpado de tudo isso, George W. Bush, que deveria ser julgado e condenado pelo crime de invasão e destruição de um país, à semelhança dos criminosos de guerra que foram condenados por atentados contra a Humanidade. De resto, tem sido este homem o verdadeiro fomentador do Terrorismo no Mundo que acicatou mais ódios e desejos de vingança do que todos os Presidentes norte-americanos juntos.

Entretanto, vai sorrindo para as câmaras de televisão quando é entrevistado, dizendo que tomou as medidas certas apesar de toda a gente já saber que ele mentiu e forjou uma guerra com base em informações falsas cujos propósitos nada tinham a ver com armas de destruição massiva (que nunca foram encontradas) e todos os paises que participaram na invasão sentem que foram enganados por um homem cheio de ganância e ambição. O petróleo era afinal a sua única e verdadeira intenção.

O Iraque é hoje um país devastado, onde as pessoas vão vivendo no seu dia a dia, sem grandes esperanças no amanhã, pois acreditavam que tudo ficasse melhor depois da queda de Sadam. Verificam agora que não e o mundo sabe quem é o responsável pela situação. De resto, figuras públicas da vida politica norte-americana acusam o seu próprio Presidente de ter tornado o mundo pior num recuo de 50 anos, devido às políticas externas de George Bush. Esta acusação partiu da própria Hilary Clinton, candidata presidencial que cedeu a Obama a primazia conta ver o sr. "embuste" fora da governação.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

domingo, 29 de julho de 2007

A RAZÃO DE NÃO SE COMER CARNE

 

Bastaria tão somente as pessoas verem o espectáculo tétrico diário nos Matadouros de seus paises, com tantos animais sofrendo e agonizando na industria da morte de tantos cadáveres mutilados, desventrados, retalhados, com rios de sangue e visceras espalhadas pelo chão, para reflectir sobre este modo desumano e errado de alimentação. Mas os apreciadores de carne até preferiam nem ver e continuar a consumir retalhos de animais dizendo que foram feitos para serem comidos e não ouviriam a voz da razão.

Felizmente, muitas são as pessoas hoje em todo o mundo que já aboliram completamente o consumo de carne e se sentem bem de saúde e de óptima disposição. Só nos Estados Unidos, por exemplo, mais de 10 milhões de pessoas se consideram vegetarianas (a população de Portugal), contribuindo assim para um Mundo Novo com uma nova forma de Civilização.

Na verdade, o ser humano só será livre um dia de suas doenças e sofrimentos desnecessários, quando respeitar as leis da vida, da Natureza e da Ordem Universal, vivendo mais de acordo com a sua humana condição e não contrubuir para matança de nenhum animal. Grandes figuras da nossa História cultivaram, de resto, esses princípios éticos, filosóficos, morais e espirituais, falando também da verdadeira alimentação. Foram eles:

PITÁGORAS, o grande filósofo grego, que disse um dia: «Queridos companheiros, não profaneis os vossos corpos com alimentos pecaminosos. Nós temos o milho, temos maçãs que curvam os galhos com seu peso e uvas crescendo nos vinhedos. Há ervas de sabor doce e legumes que podem ser cozidos e abrandados no fogo, nem se nos nega o leite ou mel perfumado com menta. A terra proporciona um suprimento exuberante de riquezas, de alimentos inocentes e oferece-nos banquetes que não envolvem derramamento de sangue ou matança; somente as feras satisfazem sua fome com a carne...»

PLUTARCO, o autor romano, vai mais longe ao dizer: «Podeis realmente perguntar que motivo tinha Pitágoras para se abster de carne. De minha parte, não entendo através de que acidente e em que estado de espírito foi que a primeira pessoa sujou a sua boca com sangue e levou seus lábios em direcção à carne de uma criatura morta, pôs mesas de corpos de animais despedaçados e ousou chamar-lhe de alimento e nutrição às partes que pouco antes haviam bramido e chorado, movimentavam-se e viviam. Como poderiam os olhos suportar a matança em que as gargantas eram perfuradas, a pele esfolada e os membros arrancados?... Certamente não são leões e lobos que comemos para defesa pessoal; pelo contrário, ignoramos estes e chacinamos criaturas dóceis e inofensivas sem presas ou dentes para nos atacar. Por um pouco de carne lhes tiramos o sol, a luz e a duração de suas vidas em evolução»...

LEONARDO D’AVINCI, o grande pintor, inventor, escultor e poeta renascentista, dizia a este respeito: «Aquele que não dá valor à vida, desrespeitando-a, não a merece». Os seus livros e anotações estão cheios de passagens que mostram a sua compaixão por todas as criaturas e lamentava que ... «um número incontável de animais terão seus filhos arrancados, rasgados, barbaramente trucidados», dizendo ainda que os homens consumidores de carne dos animais são «locais do seu próprio sepultamento»... e concluiria dizendo: "CHEGARÁ O DIA EM QUE O HOMEM CONHECERÁ O ÍNTIMO DOS ANIMAIS. NESSE DIA UM CRIME CONTRA UM ANIMAL SERÁ CONSIDERADO UM CRIME CONTRA A PRÓPRIA HUMANIDADE.

JEAN JACQUES ROUSSEAU, filósofo francês, defensor da Ordem Natural, referia que uma dieta vegetariana produziria uma pessoa mais pacífica e compassiva, observando na Natureza fenómenos de comportamento em que os animais carnívoros são mais cruéis e violentos, voluntariosos, enquanto os herbívoros são mais dóceis, pacíficos, e graciosos. Talvez por isso...

LEON TOLSTOY dizia que «Se toda a Humanidade fosse vegetariana, eram impossíveis as guerras»... Acreditava este escritor russo que ao deixar de matar animais, o homem beneficiaria não só em questões de saúde física e psíquica, mas também de ordem económica e social, e sobretudo temperamental. Tolstoy deixou o desporto da caça em 1885, e refutou o pacifismo da alimentação vegetariana, escrevendo no seu ensaio “O Primeiro Passo” o seguinte: «O consumo de carne é simplesmente imoral, visto que envolve a execução de um acto contrário à conduta humana: Matar!». – Aliás, “Não Matarás!” é um dos 10 Mandamentos bíblicos que os homens mais têm transgredido desde tempos imemoriais, nos campos de batalha, guerras, atentados terroristas, etc., sendo ainda um grande chacinador de animais. É preciso inverter esta situação.

Doutro modo, é o próprio ALBERT EINSTEIN (Pai da Era Atómica) que conclui dizendo: «A maneira vegetariana de viver, por seu efeito puramente físico no temperamento humano, exerceria uma influência benéfica sobre toda a Humanidade»... Palavra de cientista!

ADAM SMITH, um grande economista, proclamou mesmo a vantagem duma alimentação vegetariana, sem carnes, dizendo: «Pode-se, de facto, pôr em dúvida se a carne nos açougues é, dalguma maneira, necessária à vida. Grãos (cereais) e outros legumes, juntamente com leite, queijo, manteiga ou mel, propiciam uma dieta mais saudável e revigorante. Em nenhum lugar o decoro impõe que alguma pessoa deva comer carne».

BENJAMIM FRANKLIN, escritor e inventor, viria também um dia a tornar-se vegetariano (aos 16 anos de idade) dizendo que do alimento vegetal «resultou maior progresso, maior clareza de pensamento e mais rápida compreensão»... Isto quer dizer que muitos dos “insucessos escolares” dos nossos jovens seriam reduzidos se alterassem simplesmente o seu modo errado de alimentação, hoje com tanta carne e coca-cola e bebidas alcoólicas nas discotecas no seu modo de ‘diversão’.

O POETA SHELLEY, era um vegetariano convicto que escreveu num ensaio sobre a “Defesa da Dieta Natural” o seguinte: «Que o defensor da alimentação animal seja forçado a uma experiência da conveniência da mesma e rasgue um cordeiro vivo com seus dentes e, mergulhando sua cabeça nos órgãos vitais deste, mate sua sede com sangue quente e fumegante do animal... então, e só então, ele teria alguma lógica». Shelley tornou-se vegetariano quando estudava na Universidade de Oxford e, juntamente com Harriet (sua espôsa), adoptaram esta dieta logo após o casamento. Num dos seus poemas, o “Queen Mab”, ele até descreveu um mundo utópico onde as pessoas não matariam mais quaisquer animais para se alimentar. E assim será um dia, creio eu...

RICHARD WAGNER, por exemplo, (o grande compositor), exprimia a este respeito que «toda a vida é sagrada» e que «uma dieta vegetariana poderia salvar a humanidade das suas tendências violentas e destruidoras, retornando assim ao Paraíso há muito perdido». Aliás, não será possivel um Mundo de Paz, sem guerras e sem doenças, com uma Humanidade que vive e se comporta contra a Natureza, destruindo-a, desrespeitando a vida dos próprios seres com suas inúmeras incongruências.

DAVID THOREAU , dizia também num dos seus livros (“Walden”), o seguinte: «Não é uma vergonha que o homem se tenha tornado um animal carnívoro, predador de outros seres? É verdade que ele pode viver, e vive, em grande medida, da captura e abate de animais; mas isto é uma forma miserável e desumana de tratar os seres inferiores e será considerado um benfeitor da sua raça aquele que ensinar as pessoas a se restringirem a uma dieta sã, simples, inocente, benigna e coerente».

GANDHI, o apóstolo indiano da Não-Violência, pacifista e humanista do século XX, também era vegetariano e dizia: «É necessário que se corrija o erro de que o vegetarianismo nos tenha tornado fracos de mente, passivos ou inertes na acção. Não considero a alimentação carnívora necessária a qualquer etapa de vida do ser humano. Considero a alimentação cárnea inadequada à nossa espécie. Erramos ao copiar o mundo animal irraciona, os carnívoros se somos superiores a eles. Sinto que o progresso espiritual da Humanidade requer que paremos de matar os nossos companheiros neste Mundo, os animais, só para satisfazer alguns dos nossos desêjos corpóreos»... O Mahatma Gandhi (grande alma), sintetizava sua ideia nesta questão: «O grau de cultura e de civilização dum povo conhece-se pela forma como se alimenta e trata os seus próprios animais»...

Enfim, poderia enumerar aqui muitas mais personalidades humanas que defendem o princípio de que o ser humano não é um carnívoro ou um “omnívoro” que devora milhões de cadáveres de animais durante a vida, mas sim um omni-vegetariano que degenerou há muito de sua condição e se tornou na espécie mais violenta, perigosa e predadora do Planeta, por causa de seu modo errado de alimentação.

Para terminar, cito um poema de GEORGE BERNARD SHAW que toca na consciência de muitos ‘crentes’ em Deus (cristãos e não cristãos) que ainda não entenderam a importância fundamental da alimentação pura e natural, para um progresso mais justo e humano na Humanidade Actual que ainda está longe de ser perfeita e transgride as Leis da Vida, da Natureza e da Ordem Universal. Por isso Bernard Shaw se exprimia assim:

“Oramos aos domingos para que possamos ter a luz
Que guie nossas passadas na trilha que partilhamos
Estamos saturados de guerra, o conflito não nos seduz
Mesmo assim é dos mortos que nos fartamos”...



Fica aqui esta dissertação sobre a questão da alimentação.

Pausa para Reflexão!

RUI PALMELA

quarta-feira, 11 de julho de 2007

A SEDE NO MUNDO


A água suja mata milhares de pessoas todos os dias, maioritariamente crianças, onde a pobreza extrema domina. Mais de 1 bilião de pessoas não têm acesso a infra-estruturas de saneamento. Essas condições roubam: saúde, energia e dignidade.

É este o grande paradoxo do século actual, onde se desperdiça tanta água nuns lados (tal como a comida) e falta noutros onde tanta gente passa mal.

De resto, prevê-se mesmo que dentro de poucos anos a água potável falte a uma grande parte da Humanidade e as guerras sucederão numa luta pela sobrevivência que levará a grandes conflitos ou agitações sociais, podendo haver racionamento do precioso líquido sem o qual não podemos viver.

As previsões de excassez são já uma preocupação à escala global onde as campanhas para poupança de água vai mobilizando muita gente que pensa na situação, mas são os governos que deviam legislar sobre um problema que é de todos limitando consumos em piscinas pessoais, estações termais, fontes públicas, lavagens de automóveis, etc. pois aí já se pouparia muitos milhões de m3 de água potável que é desperdiçada diariamente.

Claro que se podem criar centrais de dessalinização e utilizar a água do mar se as coisas se complicarem aceleradamente, mas para isso deviam começar-se já essas obras de instalação nos paises onde a água é abundantemente utilizada nas industrias onde se podia poupar água potável e não esperar que se complique a situação.

Para terminar, é de considerar também a grande quantidade de água potável utilizada todos os anos no combate aos incêndios, grande parte (senão a maioria) de origem criminosa, cujos responsáveis deviam ser punidos severamente como nos crimes e atentados contra a Humanidade.

É a minha opinião!

Pausa para reflexão!
Rui Palmela




EM TEMPO:


Arrancou esta semana (Abril/2009) em Portugal um projecto pioneiro de solidariedade.

A água embalada Earth Water é o único produto no mundo com o selo do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), revertendo os seus lucros a favor do programa de ajuda de água daquela instituição. A nível nacional, a Earth Water é um projecto que conta com a colaboração da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTF Partners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo. Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem de Earth Water diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programa de ajuda de água da ACNUR», apresentando, mais abaixo, o slogan «A água que vale água». Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de água potável.

Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por um dia. http://earth-water.org/ "Todos os dias morrem seis mil pessoas devido à falta de água potável e destas, 80% são crianças. A cada 15 segundos morre uma criança devido a uma doença relacionada com a água. Com a criação da Earth Water pretende fazer-se a diferença e melhorar estas estatísticas assustadoras. Ao desenvolver o conceito "You Never Drink Alone" pretende-se criar solução para a falta de água mundial.

AJUDE! DIVULGUE!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

A ANOREXIA NERVOSA


A anorexia nervosa é um transtorno alimentar originado pela busca implacável de emagrecimento forçado das pessoas gordas (ou que se acham gordas), recorrendo a estratégias que levam quase à completa negação de alimentos para perda de peso.

As pessoas com este tipo de comportamento apresentam um certo medo de engordar, mesmo estando extremamente magras. Olham-se ao espelho numa obsessão constante de ver se há mais alguma parte do seu corpo com sinais de gordura que tenha de ser eliminada e chegam a fazer exercícios físicos regulares desnecessários a par de uma dieta perigosa com riscos de saúde que pode levar à morte por desnutrição. É um problema gravíssimo que afecta principalmente jovens adolescentes e mulheres adultas, sendo 90% entre a faixa dos 12 aos 20 anos, e os restantes 10% para idades acima destas.

A preocupação com o peso e a forma corporal leva tantas vezes a jovem ou mulher a iniciar uma dieta progressivamente selectiva, em que se evita o máximo de alimentos calóricos. Casos há em que não raras vezes recorrem ao vômito depois de terem comido, e mesmo praticam o jejum absoluto numa atitude impensada e perigosa para a sua saúde. Tudo por vaidade!

Esta pessoas normalmente isolam-se da família e dos amigos, ficando cada vez mais tristes, irritadas e ansiosas. Gradualmente perdem o apetite por completo, sentem-se fracas e sem disposição para trabalhar, perdem a auto-estima e dificilmente admitem estar com problemas, não aceitando conselhos ou ajudas de ninguém. A família às vezes demora a perceber que algo está errado, e assim as pessoas com anorexia nervosa podem não receber nenhum tratamento médico a tempo, até ao dia em que sejam levadas para o hospital num estado deplorável, perigosamente magras e desnutridas. Muitas morrem apesar dos esforços de as recuperar.

É assim este Mundo cheio de contrastes, uns comendo demais pelo “pecado da gula”, pouco se importando com seus corpos deformados pela obesidade; outros comendo de menos por vaidade desejando estar elegantes (até demais) nem que seja à custa da saúde que perdem por esse processo; e por fim os que morrem de fome por nada terem para comer mesmo que o desejem. Este é o caso de milhões de pessoas no Mundo onde em cada 3 segundos (um estalar de dedos) sucumbe uma criança com falta de alimentos.

É preciso alterar todas estas loucuras na Civilização, falando abertamente para toda a gente de modo a que se despertem as consciências e se melhore a situação. Algo tem que ser feito, de facto, e talvez o que falta mesmo é mais Amor, mais Verdade, mais Equidade, mais Comunhão.

Pausa para reflexão!
Rui Palmela
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