segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A QUEDA DO CAPITALISMO


Tudo o que tem um princípio tem um fim, tudo o que nasce morre um dia, todas as civilizações cairam quando atingiram seu auge e esta certamente não será excepção.

As ‘crises’ precedem sempre derradeiros acontecimentos que se multiplicam nos nossos tempos e a queda do Capitalismo (tal como do Comunismo) parece estar a desencadear-se no século actual, apesar das grandes ‘injecções’ de dinheiro que os governos estão fazendo aos Bancos para salvar a situação, resultante aliás de tanta ganância e ambição.

“A culpa é dos pobres”, afirmaram alguns analistas e economistas que arranjam sempre para estas crises as suas próprias justificações, isentando quase de culpas os verdadeiros responsáveis que criaram o próprio 'monstro' que agora se volta contra si devido a desvios e escândalos financeiros de tanto dinheiro em "paraisos fiscais" e enriquecimentos pessoais, além dos pagamentos faraónicos dos grandes gestores e tantos prevaricadores da Economia mundial que agora assistem ao desmoronamento de tudo como um baralho de cartas que afecta principalmente as populações e os mais desgraçados dos paises subdesenvolvidos.

O sistema faliu, de facto, pela falta de sustentabilidade e sobretudo pela falta de honestidade dos homens que o geriram durante décadas, incentivando ao consumo e gastos dos cidadãos que recorreram ao crédito fácil para comprar tudo o que desejavam (casa, automóvel, mobilias, viagens de férias, etc.) e os governos pouco controlaram a situação apesar de saberem que havia excessos e a maior parte das pessoas sobrevive com baixos salários, tendo perdido poder de compra agravado pelo desemprego que gera mais pobreza no seio de cada Nação, onde uma minoria abastada subsiste sempre e pouco se importa que os outros passem mal, mas agora já pressente também o perigo de vir a perder suas riquezas acumuladas com a queda do Capitalismo na presente geração.

Curiosamente, já dizia Karl Marx no ano de 1867, in Das Kapital, o seguinte: "Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado". Qualquer semelhança não é mera coincidência...

É claro que estão a envidar esforços para tentar salvar a situação, mas as coisas tendem a se complicar cada vez mais e poderão haver grandes agitações sociais, agravadas de resto por acontecimentos ou desastres naturais que se adivinham nos tempos actuais (como os degelos, as alterações climáticas, etc.) que obrigarão os governos a tomar medidas drásticas onde não haverá mais lugar à “Democracia” ou qualquer sistema de Liberdade antes de se iniciar (das ‘cinzas’) uma Nova Era de Humanidade. Até lá, todos vão tendo a esperança de que é possivel continuar com esta forma de Civilização, mas creio que ela está chegando ao fim pelos erros e excessos cometidos há várias décadas, estando o mundo a precisar agora duma grande Transformação.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

domingo, 21 de setembro de 2008

PORTUGAL, UM PARAISO CRIMINAL?


Há quem me censure por eu dizer mal do meu país quando falo do que está mal dentro dele. Paciência, isto é ser livre e honesto para dizer o que penso, tal como acontece com outros cidadãos de países onde a liberdade de expressão e de opinião ainda faz parte da sua Constituição.

O que acontece em Portugal é preocupante e deve ser conhecido por fazer parte da Comunidade Europeia ou desta grande Aldeia Global. Penso que é bom dizer ao mundo o que se passa com a “Democracia” e a Justiça (ou falta dela) no meu país onde, de resto, a maioria dos portugueses estão ficando fartos da situação criada por um governo que se preocupa mais com politicas economicistas do que a Criminalidade, alterando leis para colocar fora das prisões muitos criminosos que davam despesa e agora andam à solta fazendo assaltos quase diários, muitos sendo apanhados em flagrante pela policia que os leva a Tribunal mas são libertados de seguida pelos juizes que se limitam a cumprir a lei aprovada pelos deputados da maioria.

O povo sente cada vez mais revolta e indignação e já fala em milicias populares para fazer justiça por mãos próprias, já que a outra não funciona. A população de Estarreja, por exemplo, já se reuniu para esse fim mas a GNR local conseguiu convencer as pessoas a não fazerem isso por ser ilegal e prometeu que faria mais patrolhamento na povoação. Devia ser assim no país inteiro.

Entretanto alguém escreveu sobre a Justiça portuguesa o seguinte:

- Processo Casa Pia: nada
- Processo Apito Dourado: nada
- Assassinatos de seguranças na noite: nada
- Caso Maddie: nada (com direito a humilhação no estrangeiro...)
- Caso Freeport: nada
- Caso dos sobreiros PP: nada
- Caso BCP: nada
- Caso Vale e Azevedo: nada
- Operação Furacão: nada

Mas uma senhora que roubou um frasco de champo num hipermercado foi apanhada e o Estado português gastou 700 euros para lhe levantar um processo, apesar da pessoa ter pedido desculpa e se prontificar a pagar o produto.

Também prendeu-se um jovem que fez um download de música, o primeiro português a ser condenado à prisão por pirataria musical na Internet. O Indivíduo poderá passar entre 60 a 90 dias atrás das grades por ter cometido este ‘crime’ de fazer um download e partilhado música ilegalmente! O processo foi instaurado pela Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) e a Audiogest.

Enfim, muito mais havia para dizer sobre a justiça no meu país que se tornou num "Paraiso Criminal", com leis brandas para criminosos que matam pessoas, roubam carros à mão armada (carjacking), assaltam ourivesarias, caixas multibanco, postos de gasolina, etc., mas são soltos de seguida quando apanhados e levados a Tribunal, saindo primeiro que os agentes policiais que ficam fazendo seus relatórios enquanto os transgressores levam apenas termo de residência, aguardando em liberdade até serem julgados e condenados. Muitos vão fazer a mesma coisa e o povo já começa a perder a paciência com toda esta situação.

Entretanto, na Assembleia da República, discute-se a aprovação do "casamento" de pessoas do mesmo sexo...

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ALCOOLISMO MATA MAIS DO QUE TABAGISMO?


É verdade, segundo estudos da U.C. morreram 12.600 portugueses no ano de 2005, vítimas de doenças associadas ao consumo de bebibas alcoólicas, enquanto o Tabaco matou cerca de 4.700 pessoas. Isto já não falando dos acidentes de viação que ocorrem grande parte por uma condução feita sobre o efeito do alcool e excesso de velocidade.

Como se tal não bastasse, a RTP 1 tem vindo a dedicar ultimamente seu programa matinal à “Festa das Vindimas” onde se faz grande promoção do consumo de vinho como parte da nossa cultura, sendo um facto que anualmente são produzidos mais de 700 milhões de hectolitros (hectolitro = 100 litros), sendo a maioria consumidos pelos portugueses que exportam menos de metade para o estrangeiro. Penso que o programa televisivo visto por milhões de pessoas está fazendo grande publicidade ao alcool e assim prestando um mau serviço público embora se advirta que se deve beber com moderação, mas não passa de puro engano essa admoestação. O primeiro copo de vinho é como o primeiro cigarro fumado, um leva ao problema do tabagismo e outro ao problema do alcoolismo. Muitos resistem, outros não.

Quem bate palmas e ficam todos contentes com tudo isto são os vinicultores que se estão nas tintas para as desgraças que ocorrem todos os dias nas estradas do país e em muitas casas de familia, por causa disso. O alcoolismo é um problema real e não virtual, pelo que deveria ser combatido e não estimulado por programas de rádio e TV que propagam falsos conceitos de cultura ancestral em Portugal, que afinal até está classificado como um dos paises do mundo onde mais se bebe.

Por fim, é um facto que tem vindo a aumentar o consumo de bebidas alcoólicas por parte da camada jovem que se inicia cada vez mais cedo, logo desde as escolas até às Universidades, com o mau exemplo dos estudantes nas suas festas de final de curso patrocinadas por grandes empresas de cerveja.

Fica aqui mais esta dissertação,

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

domingo, 14 de setembro de 2008

O "CERN", EXPERIÊNCIA DO SÉCULO


Os cientistas do século XXI querem saber como se formou o Universo e para isso resolveram construir uma Máquina gigantesca complexa, um acelerador de partículas com 27 Km de perímetro a 100 metros de profundidade entre a França e Suiça, que visa reproduzir condições como as que deram origem à grande explosão cósmica (o “Big Bang”), num túnel onde se podem gerar temperaturas 100 vezes superiores às do Sol.

Penso que será uma loucura total esta dos homens do século actual que pretendem confirmar a existência da “Particula de Deus” ou obter conhecimento duma forma que poderá originar a maior hecatombe ou processo de destruição no Mundo onde já nada de bom se espera com esta forma de Civilização.

Há mesmo quem diga que esta experiência pode ser o princípio do “fim do Mundo” numa visão mais alarmista e catastrofista, podendo desencadear-se reacções em cadeia difíceis de controlar se algo correr mal e os homens com sua ciência nada poderem fazer para o evitar.

Não sei porquê mas não vejo com bons olhos uma experiência desta natureza que deveria ser levada primeiro a um debate público a nível mundial e só deveria ser realizada se reunisse um consenso geral, coisa que não acontece dentro da própria comunidade científica onde existe tanta discordância, uns a favor e outros contra, cada um apresentando seus próprios argumentos que deveriam ser conhecidos por toda a População.
Ver aqui vídeo de uma entrevista com dos cientistas do CERN e suas declarações que decerto suscitam nossas legítimas preocupações:



Por fim, quem poderá garantir ou assegurar que esta experiência não comporta riscos para a Humanidade inteira e/ou ponha em causa a integridade do Planeta onde vivemos?

É este pois o “CERN” da questão...

Pausa para reflexão!

Rui Palmela
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