Não há médicos perfeitos nem a Medicina Convencional é eficaz no tratamento das doenças que nenhuma base cientifica pode oferecer segurança absoluta.
Começo assim este meu artigo a propósito do caso de Safira, a menina de 11 anos que aos 4 tinha um cancro renal e os pais sofreram com a ditadura da Medicina Convencional que obriga a fazer tratamentos considerados únicos para ‘salvar’ a vida (ou acelerar a morte dos doentes) rejeitando outros alternativos que por serem diferentes não são reconhecidos (ainda) oficialmente em Portugal, contrariamente ao que já acontece em vários paises da Europa civilizada onde a Homeopatia tem seu próprio espaço.
Na grande reportagem feita pela SIC, o país ficou conhecendo a verdade de factos que devem ser analisados e discutidos abertamente em prol da saúde pública e liberdade dos portugueses em escolher tratamentos não convencionais se o desejarem, desde que haja a devida informação que infelizmente tem sido sonegada por interesses inconfessáveis dos que dominam e se julgam no direito de limitar ou condicionar os cidadãos à Medicina Oficial, tal como fizeram com os pais de Safira que tiveram a coragem de enfrentar o ‘sistema’ e mostrar que havia outros meios de combater a doença da menina por processos naturais, tendo de sair do país para não lhe tirarem a filha segundo ameaças judiciais.
Decepcionou-me por fim as opiniões do Dr. Gentil Martins, médico cirurgião de grande reputação que respeito pela sua honrosa profissão, mas tal como o director clínico do IPO mostraram ambos profundo desconhecimento (ou preconceito) sobre o que se pode fazer através da Homeopatia quando se confia nos seus métodos menos agressivos, diferentes da Quimioterapia que agrava muitas vezes o estado de saude dos doentes (podendo acelerar a morte na maior parte dos casos) quando são sujeitos a esse tratamento.
De resto, há provas e testemunhos mais do que suficientes de pessoas que estavam desenganadas pela Medicina Convencional e encontraram a cura de suas doenças pela Medicina Natural. A Safira é mais um caso que se pode juntar a tantos outros que são conhecidos mas não interessam à Medicina Oficial.
Lembro especialmente o caso do Dr. Anthony Satillaro, médico norte-americano que tinha um cancro maligno na próstata e já estava desenganado pela Medicina Convencional que lhe dava apenas 6 meses de vida. O dito médico, Director de uma clinica ou hospital privado em Filadélfia, acabou por ser tratado e curado pelo Prof. Mishio Kushi da Macrobiótica. Ele contou depois toda a experiência vivida em seu livro “Recalled by Life” onde publicou toda a história devidamente documentada. Este médico chegou mesmo a vir a Portugal na companhia do Prof. Kushi para dar testemunho de seu caso numa palestra na Fundação Gulbenkian que se realizou por volta de 1983. Na altura foram feitos convites a várias entidades oficiais para estarem presentes, nomeadamente o Instituto Português de Oncologia (IPO), a Ordem dos Médicos, Hospital de Stª Maria, etc. e NINGUÉM compareceu. Isto é muito elucidativo! Que verdades temem conhecer?
Por outro lado, o próprio Dr. Indiveri Colucci, médico italiano que trabalhou muitos anos em Portugal e fez curas milagrosas pela Naturoptia na sua clínica em Paço de Arcos - Lisboa, foi muito incomodado e perseguido pela Ordem dos Médicos que tudo fazia para que ele não exercesse a medicina no país e queriam fechar-lhe a clínica, processando-o em Tribunal. Porém, valeram-lhe todas as provas e testemunhos dados pelas pessoas que se curaram pelos seus métodos, muitas delas já desenganadas pela Medicina Convencional.
O dr. Colucci faleceu com 108 anos de idade, tendo trabalhado até essa altura, prestando um grande serviço de Saúde a milhares de pessoas no nosso país, merecendo por isso uma justa homenagem que nunca lhe foi feita. Faço-a eu recordando-o aqui neste texto, pois muitos desconhecem quem foi esse brilhante médico naturista cujo sonho era ver oficializada a Medicina Natural em Portugal e criar uma Escola de Naturopatia que nunca chegou a ver concretizado.
Rui Palmela


