terça-feira, 27 de dezembro de 2011

ATÉ AS ANDORINHAS CHORAM A MORTE DE KIM JONG-IL?


Não escreveria nada sobre a morte do ditador denominado de “Querido Lider” pelo povo da Coreia do Norte, se não fosse o facto de terem acontecido algumas coisas estranhas durante os 11 dias de luto decretados pelas autoridades.

Não me refiro ao conpungimento generalizado (falso ou não) no rosto do povo que mostrou sua dor ou seria castigado decerto se não a mostrasse em honra do ditador, mas sim a alguns fenómenos como o ruido estranho de um lago gelado que rachou após sua morte e um brilho que foi observado numa montanha considerada sagrada no país. Por fim,  um bando de andorinhas surgiu e pousou nas árvores junto ao local onde se homenageava o falecido lider norte-coreano. É o endeusamento total ou culto da personalidade caracterizado pelos ditadores do mundo.

Não me cabe ajuizar o regime politico do país onde parece que o povo vive feliz ou em auto-suficiência debaixo duma ditadura militar com um exército poderoso que o mundo teme, mas sim tentar perceber o significado do sucedido quanto ao bando de andorinhas que surgiu por coincidência no local onde milhares de pessoas homenageavam Kim Jong-il, pousando nas árvores onde permaneceram quietas, facto que foi observado e amplamente divulgado pela imprensa oficial que aproveitou o acontecimento para mostrar ao mundo que até mesmo os pássaros (e as crianças) se juntam no luto do povo norte-coreano que por mais que tentem mostrar seu pesar eu não vejo lágrimas nos seus rostos. 

Uma coisa é certa: enquanto milhares de pássaros cairam mortos do céu durante o ano de 2011 em várias partes do mundo, estes pelo contrário se aninharam para descansar naquele lugar...

Cada um tire sua ilação.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A QUEM SERVEM AS GREVES NO MEU PAÍS?



Tenho vindo a assistir ultimamente a várias greves no país que estão revoltando cada vez mais as pessoas, únicas prejudicadas, quando se vêm confrontadas com falta de transportes ou serviços de saúde, além do enorme prejuizo causado nas empresas (já de si em sérias dificuldades) que todos temos de pagar de nossos bolsos cada vez mais esvaziados pelas medidas de austeridade impostas por um governo que cumpre determinações exteriores devido aos empréstimos de milhares de milhões necessários a um país endividado que luta com sérias dificuldades para sair da situação e os Sindicatos parece estarem servindo interesses contrários áqueles que representam.

Por isso, devia haver um Referendo para que o povo se pronuncie a respeito das greves em situações de Emergência Nacional, para que sejam permitidas ou não, e até sejam responsabilizados os Sindicatos (ou quem os representa) pelos danos causados ao país por cada dia de greve decretado. Só assim se poderá saber a opinião da população que se está indignando cada vez mais contra essas greves (gerais ou sectoriais) que não trazem nenhuns benefícios aos trabalhadores e até agravam os interesses nacionais. A quem servem elas então?

Pausa para reflexão!

Rui Palmela 

domingo, 11 de dezembro de 2011

AS CIMEIRAS DOS HOMENS QUE MANDAM NO MUNDO




Tenho acompanhado com muita atenção tudo o que se passa neste Mundo pelos noticiários de televisão e verifico que os homens não se entendem ainda em pleno século XXI para resolução dos problemas engendrados pela nossa Civilização.

As cimeiras no fim para nada servem a não ser para protelar os problemas da Humanidade, sobrepondo-se sempre os interesses politicos ou económicos dos que mandam no Mundo julgando que podem viver nele por mais tempo deste modo sem acontecer uma Catástrofe Global ou o tal "Apocalipse" bíblico ou o “Juizo Final” anunciado que podia ser evitado se não houvesse tanta ganância e ambição por parte dos paises mais poderosos do Planeta que ainda não aprenderam que não há futuro se não pararem de agredi-lo em suas entranhas (pela extração desenfreada do petróleo) e contaminação dos mares e atmosfera da Terra com tanta poluição que se acumula dia e noite sem cessar, não havendo ainda um acordo consensual na Cimeira do Clima que se realizou na África do Sul...

Do mesmo modo, a Europa tem mostrado pouca inteligência e falta de solidariedade na Crise que está passando e se originando em várias paises onde se estão tomando medidas de Austeridade que afecta sempre os mais pobres e desfavorecidos da nossa Sociedade, ficando os mais ricos e abastados com seus interesses calculistas e egoistas salvaguardados, enquanto os lideres politicos escolhidos pelo povo acabam traindo suas promessas nas eleições e continuam tendo  privilégios que eles cortam ás populações.

E assim vai o mundo (cada vez mais imundo) precisando urgentemente de grandes mudanças e transformações que obrigarão a parar para pensar e seguir outras direcções...

Creio, pois que a Mãe-Terra ou o “Pai Universo” vão agir tal como vislumbraram os profetas do passado que os cientistas do presente já começam a dar razão pelo que está acontecendo no mundo onde se adivinham piores dias ou mesmo o fim desta forma de Civilização.  De resto nenhuma outra afectou tanto o Planeta que já começa a dar sinais de não suportar mais loucuras do homem que se tornou na pior espécie que se destrói  a si mesma sofrendo o reflexo de sua própria Degeneração.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

TUDO VALE EM NOME DO NATAL...





Óbidos, uma vila de Portugal que nesta altura do ano é classificada também de “Vila Natal”, foi inaugurado recentemente  um bar de 24 metros quadrados e 400 blocos de gelo com uma temperatura ambiente de 4 ou 5º negativos, onde os clientes (inclusive crianças) bebem sua bebida favorita em copos de gelo (que presumo seja sumo de laranja) em vez de chavenas de chá quente. Porém os adultos consomem bebida forte (Vodka e Ginjinha) para se ‘aquecerem’ lá dentro...

É mais uma forma ardilosa de aliciar e iniciar muitos jovens no consumo de bebidas alcoólicas no meu país que está classificado como o 3º no mundo com o problema do Alcoolismo.

Tudo vale em nome do Natal...

Rui Palmela

domingo, 4 de dezembro de 2011

OS NAUFRAGADOS DE CAXINAS




Foram recebidos com muita alegria os 6 pescadores de Caxinas que tinham desaparecido durante 3 dias e já não havia quaisquer esperanças de serem encontrados vivos depois do barco “Virgem do Sameiro” ter desaparecido ou deixado de contactar em alto mar.

Uma busca aérea feita pelas autoridades portuguesas finalmete foi bem sucedida ao fim de 72 horas em que foram encontrados à deriva numa balsa donde foram salvos por um helicóptero que os localizou a 12 milhas ou cerca de 22 Km do Cabo Mondego, tendo seguido para o hospital de Leiria onde apenas um ficou internado devido ao seu estado de saúde.

Os familiares e amigos festejaram com alegria o desfecho deste trágico acontecimento de um naufrágio que podia ter sido pior.

Curiosamente os 6 pescadores falam que viram golfinhos que os acompanharam durante essas longas horas à deriva pelo mar e quiçá os ajudaram a aproximar-se da costa portuguesa onde seriam encontrados... Isso faz-me lembrar várias outras histórias  com essas maravilhosas criaturas aquáticas que ajudaram homens naufragados e pescadores em  dificuldades. Aliás, uma vez aconteceu com meu próprio filho no Rio Sado quando seu barco de recreio avariou e ficou à deriva, tendo surgido um golfinho roaz que o levou até à margem...

Mas voltando aos pescadores de Caxinas, achei interessante também o facto de dizerem que rezaram muito à “Nª Srª de Fátima” pedindo ajuda nessas horas de aflição e sentem que foram salvos devido a ela que os protegeu até serem encontrados ao 3 º dia quando já estavam desesperados.

Fica aqui esta história que acabou em bem e cada um tire sua própria conclusão.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

sábado, 3 de dezembro de 2011

CARTA ABERTA DE UM CIDADÃO ALEMÃO E RESPOSTA DE UM CIDADÃO GREGO



Um cidadão alemão escreveu uma “carta aberta” aos gregos, censurando-os pelas suas dívidas e seu modo de vida. E um grego de nome Georgios P. Psomas respondeu-lhe de imediato pondo os pontos nos iis.

As cartas foram publicadas na revista Stern e datam desde o ano 2010. Merecem ser lidas, sobretudo por todos aqueles que têm tratado os gregos como culpados da Crise na Zona Euro.

Carta do cidadão alemão:
“Caros gregos,

Desde 1981 pertencemos à mesma família.
Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.

Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo. Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos.

O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós. No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo.

Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.

Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.

Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!
Walter Wuelleenweber

Resposta do cidadão Grego

“Caro Walter,

Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.

O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!… não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.

Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.

A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.

Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRECTO.

Estimado Walter,

Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.

Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:

1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;

2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.

3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.

4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoações inteiras, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.

5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., etc.).

6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.

Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o. Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.

Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as quais têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.

Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por aí vos vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia? Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.

Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que só jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.

E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também são devedores da Grécia:

EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!

Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nossos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres. E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.

Cordialmente,

Georgios Psomás






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