Como cidadão atento ao que se passa no mundo e no meu país, tenho verificado a maior crise que este atravessa a vários níveis, sendo facto que mais do que económica ou financeira ela é de ordem moral e espiritual, sem valores éticos numa classe política que nos governa desde o 25 de Abril de 1974.
Na
verdade os portugueses acreditaram na chamada “Democracia” que traria para
todos a justiça, a igualdade, a liberdade, a paz e harmonia que não havia,
porém o povo se sente hoje cada vez mais desiludido e revoltado com uma classe
politica prepotente, autista e negligente, sem qualquer respeito ou
sensibilidade social, pois engana as pessoas para chegar ao poder onde faz o
contrário do que promete sabendo que nunca são responsabilizados porque reina a
IMPUNIDADE em Portugal.
Para
cúmulo do que se passa no meu país, o governo da ‘maioria’ resolveu agora
sortear carros de luxo para os portugueses cada vez mais pobres que já não
conseguem pagar suas dividas nem têm dinheiro para comer mas ficam assim mais
resignados talvez porque são ‘recompensados’ com um carrão se colaborarem no
combate na “fuga ao fisco” não das grandes empresas mas sim dos pequenos e
médios comerciantes que agora têm de passar facturas por tudo o que vendem, nem
que seja um simples parafuso, uma anilha, um penso rápido, uma garrafa de água,
um bolo ou um café.
É
desta forma que o governo alicia os portugueses a se tornarem fiscais de
Finanças premiando uma “factura da sorte” todas as semanas com carros de alta
gama comprados com o dinheiro dos contribuintes ou do bolso dos portugueses que
se sentem cada vez mais espoliados, explorados e sacrificados. O método parece
ser o mesmo dos paises terceiro mundistas onde os governos são corruptos e não
admira que Portugal esteja classificado na mesma lista a nível internacional
sendo uma vergonha para esta Nação.
Talvez
esteja na hora do povo dizer ‘Basta’ aos políticos que a todos desonraram e
enganaram e se locupletam no poder onde se vão justificando, sorrindo e falando
através dos meios de comunicação. “Quem os ouve não os leva presos”, dizia
minha avó que bem conhecia a habilidade desta gente que se especializou na arte
de falar e iludir a maior parte população.
Tudo
se repete do mesmo modo e nunca é demais lembrar o que já dizia no seu tempo o
grande escritor Guerra Junqueiro sobre um "povo imbecilizado e resignado,
burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes
de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois
que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas" perante uma classe
burguesa "politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem
do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados
na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da
violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a
indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no
Limoeiro"... (do livro Pátria)
Grande
Guerra Junqueiro, o povo português sabe hoje que tinhas razão!
Pausa
para reflexão!
Rui
M. Palmela
