domingo, 30 de março de 2008

UM APELO DE RAJENDA PACHAURI DA ONU


 

O Dr. Rajenda Pachauri, chefe do IPCC da ONU, apelou ao não consumo de carne para evitar maiores prejuizos no Planeta devido ao grande dispêndio de energia e recursos na sua produção que agravam a questão das alterações climáticas.

Não comer carne, andar de bicicleta, e sermos frugais, pode ajudar a travar o aquecimento global, diz o chefe do painel científico para as questões do meio ambiente.

O relatório de 2007 sobre Mudanças Climáticas, emitido no ano passado, destaca a importância de uma mudança nos nossos hábitos de vida, razão que levou Rajenda a dizer numa conferência de imprensa em Paris que: “o IPCC tinha receio de dizer isto anteriormente, mas agora tem de dizê-lo a toda a gente".

Uma alimentação vegetariana pode ajudar a combater os problemas do clima e seus impactos nos tempos que correm, disse o economista que faz um apelo para as pessoas em todo o mundo controlarem mais os seus impulsos carnívoros.

Estudos têm demonstrado que a produção de 1 Kg de carne bovina, por exemplo, provoca o equivalente a 36,4 Kg de emissões de dióxido de carbono, tanto como um carro europeu a cada 250 Km. Doutro modo, os estudos indicam também que milhares de litros de água potável (cada vez mais escassa no Planeta) são necessários para produzir carne e obriga também aos desmatamentos de florestas para cultivar campos para o gado, mais do que as áreas necessárias para o consumo directo de cereais e vegetais para o ser humano.

Na lista das várias maneiras de contribuir para a luta contra o aquecimento global, Pachauri elogiou todos os que já optaram há muito por uma alimentação vegetariana e dão assim o seu melhor contributo para o meio ambiente.

Também aconselha que em vez de percorrermos de carro uma distância de 500 metros, deviamos ir a pé ou numa bicicleta que fará uma enorme diferença, além de ser bom para a saúde.

Outras mudanças de atitude em nossas vidas é não comprarmos coisas supérfluas. Ele exortou os consumidores a comprar apenas o que realmente precisam.

Desde o prémio Nobel que recebeu para o IPCC, tal como Al Gore, o actual chefe daquele Departamento científico para as questões climática, faz soar o alarme sobre os perigos do aquecimento global.

"As imagens são bastante sombrias, se a raça humana não fizer nada, as alterações climáticas terão impactos graves", disse Pachauri, ao mesmo tempo ficando animado com o resultado das negociações no combate às alterações climáticas em Bali, com a perspectiva de que uma nova administração em Washington possa se interessar muito mais do que a actual administração Bush.

A reunião em Bali foi definir o quadro de um acordo global sobre a forma de reduzir a produção de dióxido de carbono e outros gases gerados pela actividade humana que estão levando às alterações climáticas. Pachauri também vê motivos para algum optimismo pelo facto de, pela primeira vez, as nações do mundo interiro começaram a reunir-se sobre a questão do aquecimento global.

Em 2007, o IPCC publicou um relatório maciço sobre a realidade e os riscos das alterações climáticas, a sua 4ª avaliação em 18 anos. Pachauri disse mesmo que era demasiado tarde para Washington ractificar o Protocolo de Quioto, o único tratado internacional que impõe cortes nas emissões de CO2.

Na verdade, os Estados Unidos da América são o único país industrializado que não tem compromissos com a redução dos gases de efeito de Estufa, pois o presidente George W. Bush disse sempre que “os interesses económicos do povo norte-americano estão acima dos problemas do meio ambiente”... sendo o seu país o mais poluidor do Mundo.

Enfim, que a nova administração da Casa Branca no próximo ano saiba interpretar melhor os sinais dos tempos e promova reuniões a nível global para todos se unirem no combate ao maior problema da Humanidade cujas consequências nefastas nos próximos anos podem trazer as maiores guerras e calamidades à Humanidade no século actual.

Por isso, é importante mudarmos nossos comportamentos e hábitos de consumo diário, começando pela própria alimentação.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela


sexta-feira, 28 de março de 2008

A VIOLÊNCIA E A ALIMENTAÇÃO



Há uns tempos atrás perguntaram-me o que é que eu pensava sobre a escalada da violência em França quando milhares de jovens incendiaram carros, partiram montras, etc., e também noutros paises da Europa onde o rastilho pegou fogo na altura por simpatia e tantos jovens manifestaram nas ruas a sua raiva, extravasando de modo violento as suas idéias e convicções pessoais exigindo direitos por esse modo. Infelizmente só nos apercebemos do problema da violência quando as coisas atingem proporções preocupantes e se tornam noticia nos órgãos de comunicação social com bens e pessoas atingidas.

Quais os verdadeiros motivos afinal dos comportamentos violentos na Sociedade onde vivemos, cada vez mais dividida por profundas diferenças e desigualdades sociais?

Talvez o problema seja muito mais profundo do que as razões que todos apresentam para explicar a violência no Mundo que normalmente julgam estar ligada apenas a questões políticas, económicas, étnicas, religiosas, ou outras, mas estou certo que tudo melhoraria bastante se os seres humanos passassem a ter uma alimentação mais sã e verdadeira, de acordo com a sua humana condição, sem carnes e bebidas alcoólicas, pois isso tornaria as pessoas melhores, mais pacíficas e felizes e decerto traria grandes benefícios para toda a Civilização. Aliás, Albert Einstein dizia isso memo do seguinte modo: «A maneira vegetariana de viver, por seu efeito puramente físico no temperamento humano, exerceria uma influência benéfica sobre toda a Humanidade»... e Tolstoi, o grande escritor russo, dizia que: “Se toda a Humanidade fosse vegetariana eram impossíveis as guerras”.

Na verdade a violência está intimamente associada a uma degenerada forma de alimentação que torna os jovens e adultos violentos que teriam melhores comportamentos (e até melhores discernimentos) se fossem melhores seus alimentos. Para provar tudo isso, há uns anos atrás foi feita uma experiência numa cadeia de alta segurança nos EUA (em Alameda - Califórnia) onde se encontravam os indivíduos mais perigosos e violentos, a “nata do crime”, que tinham sido condenados a muitos anos de prisão e alguns a prisão perpétua.



Nessa experiência feita pelo Institute of Biosocial Research, com o apoio da Comissão para Controle do Crime e Prevenção da Violência, foi suprimida completamente a carne da alimentação e bebidas alcoólicas, passando a ser-lhes fornecida comida vegetariana ou macrobiótica á base de cereais integrais, legumes e leguminosas, vegetais e frutos. De início a reacção foi geral e exigiam todos a alimentação normal, porém como não lhes era dado mais nada, passaram a comer o que lhes era fornecido. Ao fim de algumas semanas os resultados foram surpreendentes dentro da cadeia, tendo mesmo decrescido cenas de violência que eram quase diárias entre grupos de presos. Passaram e ser mais receptivos, mais comunicativos, mais tolerantes uns com os outros, a revelar mais controle de emoções e de impulsividade. Alguns quiseram mesmo continuar a praticar a alimentação macrobiótica e seguiram uma nova filosofia de vida na prisão até ao fim da pena, tendo melhores comportamentos e discernimentos.

Houve, pois, uma comprovação científica de que a alimentação carnívora gera comportamentos violentos nos indivíduos mais predispostos a isso, e que a violência humana poderia ser controlada na Sociedade se desde o princípio houvesse uma Educação Alimentar em que não se consumisse produtos cárneos nocivos à condição humana (física, psíquica mental ou espiritualmente), porquanto o homem não é carnívoro e degenerou há muito de sua verdadeira condição, pagando caro por tudo isso sob a forma de guerras, doenças, violência, degradação nesta sua forma de civilização.

Há que mudar tudo isto, começando pela própria alimentação.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

terça-feira, 25 de março de 2008

A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS


Milhares de portugueses assistiram, estupefactos, a um vídeo colocado na Internet com imagens de violência dentro duma sala de aulas entre uma professora e uma aluna. O acontecimento tornou-se conhecido rapidamente e de imediato passou em todos os canais de televisão, chocando toda a gente pelo insólito da situação.

Tudo se passou na Escola Secundária Carolina Michaelis no Porto, onde uma jovem de 15 anos se envolveu com a professora por causa do telemóvel que a mesma lhe tinha tirado. A aluna não admitiu isso e ficou irada exigindo a devolução do objecto numa luta feroz com a professora perante a turma inteira que assistia galhofando com a situação, tendo um aluno filmando tudo com o seu telemóvel e colocado na Internet.

Em face disso, se tomou maior consciência do que se passa nas Escolas do país onde a violência e a falta de disciplina tem vindo a acentuar-se cada vez mais nos últimos anos, de tal modo que o Procurador-Geral da Repùblica já conhecia e tinha vindo a alertar para este facto, afirmando que o vídeo polémico foi apenas uma pequena confirmação daquilo que infelizmente lhe veio dar razão. Aliás, ele revelou mesmo que existem casos mais graves de alunos apanhados com pistolas de calibre de guerra (6.35 e 9 mm), além de facas nas salas de aulas, com que têm ameaçado os professores.

A verdade é que não se tem tomado medidas sérias sobre este assunto e pelos vistos a Ministra da Educação anda mais preocupada com outras coisas como por exemplo o sistema de avaliação dos professores que tem provocado grande descontentamento por parte destes, cujas consequências agravam ainda mais o Ensino pela desmotivação e pela falta de segurança dentro das próprias escolas.

Entretanto, a aluna da Escola Carolina Michaelis, bem como o aluno que filmou o sucedido e outros implicados no caso, foram condenados a cumprir algumas horas de serviço publico que já cumpriram, tendo a professora pedido (ao que se diz) sua aposentação antecipada por ter ficado sem qualquer vontade de continuar a lecionar.

Entretanto, os casos de violência continuam nas escolas, embora não totalmente conhecidos e só alguns acabam sendo referidos nos orgãos de comunicação social quando algum professor vai parar ao hospital.


Fica aqui mais esta questão.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

quarta-feira, 19 de março de 2008

TIBETE, CHINA E VIOLÊNCIA


As recentes manifestações um pouco por todo o mundo a favor do Tibete e seu povo que foi invadido pela República Popular da China em 1949, tem vindo a tornar-se notícia internacional com imagens de violência e mortes nos confrontos com a policia chinesa.

O primeiro ministro chinês Wen Jiabao, acusa mesmo o Dalai-Lama de ser responsável pela situação dizendo que tem provas de que S.S. (na clandestinidade) inspira a revolta e insurreição dos budistas, em especial daquela região. Porém, circula na Internet uma foto polémica que prova o contrário e compromete o governo chinês que parece estar mentindo ao mundo pelas acusações que faz ao lider tibetano, porquanto uma agência britânica fez publicar recentemente esta imagem de soldados com mantos budistas debaixo do braço que, das duas uma, ou os retiraram aos monges detidos e os deixaram despidos, ou a finalidade é outra que dispensa meus comentários:




De resto, o Dalai Lama nega todas as acusações de que é alvo e já ameaçou mesmo demitir-se do seu cargo no exílio se a violência (dos próprios budistas) continuar. Na verdade, penso que essa seria a melhor decisão para mostrar ao mundo (e ao seu povo) que não deseja lutas sangrentas nem confrontos, com vítimas ou violências de parte a parte, para mostrar que tem razão.

Afinal, ele é um homem de Paz, um lider espiritual que sabe perfeitamente que nenhum governo ou posição de liderança é maior e mais importante do que a Luz do Mundo ou do Conhecimento da Verdade que deve iluminar toda a Humanidade. E para isso basta apenas fazer como Buda ou Cristo e não como os homens amantes do Poder que dominam tudo isto.

No entanto, acho bem que haja movimentos de solidariedade por toda a parte a favor do povo do Tibete, tal como se fez por Timor, sendo que a própria Comunidade Internacional devia pronunciar-se e persuadir o governo chinês de respeitar mais os Direitos Humanos, em particular dos tibetanos, pois devem ser livres de manifestar-se e ter suas crenças e Religião. Mas infelizmente o Mundo Ocidental, mais “cristão”, pouco se importa com a situação. Essa é a verdade!

Entretanto, os Tibetanos são actualmente uma minoria devido ao grande afluxo de chineses no seu país e são frequentemente presos e torturados de forma arbitrária, devido à sua prática religiosa e a qualquer espécie de resistência ou manifestação contra a ocupação chinesa.

Wen Jiabao, diz, no entanto, que a região do Tibete desde a sua "libertação pacífica" (com um milhão de mortes?), avançou e desenvolveu-se. Mas o facto é que «mais de 6.000 mosteiros foram demolidos e 80% dos tibetanos que vivem no Tibete são analfabetos, além de serem alvo de discriminação, sem acesso aos cuidados de saúde e educação», é o que se diz numa certa petição! E mais se revela num parágrafo da mesma que... «o ecosistema do planalto tibetano tem vindo a ser devastado pelo Governo chinês e o “tecto do mundo” é hoje palco da produção de armas nucleares, factor de risco para todo o planeta»...

Gostaria de acreditar que isto não é verdade, e para prová-lo o governo chinês devia mostrar à Humanidade que a ocupação que fez ao Tibete teve outro propósito que não este de que é acusado.

Por fim, o Dalai Lama devia pronunciar-se e dizer se pensa a mesma coisa ou tem algum conhecimento sobre esta questão.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

segunda-feira, 17 de março de 2008

EDIR, O "PASTOR" DOS POBRES...


Têm surgido, nos últimos tempos, muitos pregadores da "Palavra do Senhor" que falam alto para as multidões e conseguem atrair sobre eles as maiores atenções. Um nome bem conhecido é Edir Macedo, bispo primaz da Igreja Universal do Reino de Deus, que é hoje detentor de grande fortuna conseguida à custa dos ‘dízimos’ de milhares de pessoas, bem como da venda de seus imensos livros publicados em vários países e dos quais parece ter enorme êxito com alguns que se tornaram “best seller”.

Nascido numa família católica praticante, frequentou terreiros de Umbanda antes de se tornar evangélico, tendo-se filiado na Igreja Nova Vida nos anos sessenta e mais tarde fundou a sua própria IURD no ano de 1977, iniciando assim uma nova "Cruzada do Caminho Eterno".

Acusado de "charlatanismo, curandeirismo e estelionato" esteve preso por infracção às leis brasileiras, tendo o Ministério Público acusado este ‘Pastor' por "importação fraudulenta de equipamentos e uso de documento público falso" de que resultou um processo aberto pela Justiça Federal.

Recitando textos bíblicos do Velho Testamento, da lei mosaica que instituia a obrigação do pagamento do dízimo, muitos são os pregadores que hoje falam em nome de Jesus Cristo que abomina tudo isto e condena estes 'pastores' que convencem tantas ‘ovelhas’ a doarem 10% dos seus bens ou rendimentos mensais para suas Igrejas, induzindo a ideia de que as pessoas serão castigadas se nada doarem.

No Brasil, autêntico ninho deste tipo de acontecimentos nos dias que correm, a imprensa brasileira vai fazendo duras críticas e denunciando a riqueza material destes pastores evangélicos que enriquecem facilmente com o dinheiro acumulado de cada 'Pregação' (coisa que nunca aconteceu com Jesus e seus discípulos), sendo Edir Macedo bem conhecido pelas suas mansões de Luxo, proprietário do grupo de Comunicações Record, Rede Família, Record News, Line Records, 37 estações de rádio Rede Aleluia e um parque gráfico Universal Produções, visto assim como o maior empresário religioso do Brasil, país onde a pobreza, a fome e a miséria é ainda uma realidade na vida de milhões de pessoas, havendo inúmeras crianças que vivem nas lixeiras à procura de comida e coisas para vender e poderem sobreviver.

Enquanto isso, este e outros 'Pastores' do "reino do Dízimo" (assim são conhecidos pela sua ânsia de dinheiro), conseguem arrastar multidões que os seguem iludidos por curas e milagres prometidos, sendo fácil iludir ou enganar pessoas fragilizadas pela vida dificil do dia a dia, carentes e sem esperança no amanhã, precisando de acreditar em algo que os governos não conseguem oferecer. Perante esta crise do 'vazio', os negociantes da "Palavra de Deus" avançam e proliferam por todo o lado, confiscando 10% dos já parcos rendimentos das pessoas que entregam de boa fé seu dinheiro para seus mentores espirituais que acabam vivendo no Luxo e no Fausto, tal como se verifica também na Igreja Católica Romana, a dos Mormons ou outra, cuja riqueza material no entanto é distribuida em parte pela Comunidade nas várias acções sociais que realizam.

As críticas devem ser feitas sim quando existem excessos nos seus líderes que usufruem de privilégios exagerados que nunca teriam numa vida de trabalho honesto e moralmente correcto. Nestes casos, penso que deveria haver uma investigação séria por parte dos governos de cada país que deviam actuar de conformidade com a lei contra os que se aproveitam da fé, ignorância e ingenuidade das pessoas, pelo uso (ou abuso) da palavra do "Senhor". Mas, como neste aspecto ninguém está isento ou “limpo de pecado”... é mais dificil exigir moralidade no combate à desonestidade e à Corrupção.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

Nota: Já agora, se tiver curiosidade, veja a mansão de luxo do "Pastor dos Pobres" neste link: http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=235384

domingo, 16 de março de 2008

REPENSANDO O CONSUMO DE CARNE



Cada vez mais é imperioso uma séria mudança no consumo de carne que milhões de seres humanos apreciam ainda no seu dia a dia achando que é imprescindível para uma boa alimentação.

O abate de milhões de animais diariamente, além de ser contrário à evolução do homem no verdadeiro sentido da vida como espécie pensante, obriga a que haja um grande consumo de energia na Industria da morte, além dos gastos de água exorbitante numa quantidade sempre crescente de milho, soja e outros grãos em áreas que levam à destruição de muitas florestas no mundo, especialmente no Brasil onde o presidente Lula da Silva já anunciou medidas emergenciais para refrear os desmatamentos e queimadas da floresta Amazónia que está sendo destruida para repasto e plantio de cereais para animais. Ali, nos últimos cinco meses mais de 2.000 quilômetros quadrados foram perdidos.

Segundo Mark Bittman, um estudioso na matéria, o total mundial de fornecimento de carne foi de 71 milhões de toneladas em 1961, sendo que em 2007 a produção aumentou para 284 milhões de toneladas, esperando-se que o consumo mundial de carne dobre até 2050 se nada fôr feito para alterar este “crescimento implacável da produção de gado”, como diz Henning Steingield. Isto já não não falando das 50 milhões de toneladas diárias de excrementos que se produzem actualmente.

Há mesmo quem diga que a produção de gado gera cerca de um quinto dos gases responsáveis pelo efeito estufa no mundo, superando o transporte. Exagerada ou não, esta afirmação é feita pela United Nations’ Food and Agricultural Organization, não por mim.

Doutro modo, um estudo feito no ano passado pelo Instituto Nacional de Ciências da Criação de Gado e Áreas de Pastagem do Japão, estimou que 1 Kg de carne bovina é responsável pela quantia de dióxido de carbono equivalente à emitida pelo carro popular europeu a cada 250 quilômetros, e queima energia suficiente para manter acessa uma lâmpada de 100 watts por aproximadamente 20 dias.

Por fim, o impacto ambiental de se produzir tanto grão para alimentar os animais, é profundo, e a agricultura nos Estados Unidos contribui para quase três quartos de todos os problemas da qualidade de água dos rios e riachos nacionais, como afirma a Environmental Protection Agency. Embora aproximadamente 800 milhões de pessoas no planeta sofram de fome ou desnutrição, a maior parte do milho e da soja plantados no mundo inteiro alimenta o gado, porcos e galinhas. Ou seja, cerca de duas ou cinco vezes mais grãos são necessário para produzir a mesma quantidade de calorias através da criação de gado do que o consumo directo desses mesmos grãos pela população.

Enfim, perante tudo isto o que pode ser feito? Não há uma resposta simples, mas uma mudança de mentalidade e hábitos de vida seria o mais acertado nos dias que correm, aprimorando práticas agrárias também.

Pessoalmente, creio que a alimentação do futuro vai ser vegetariana, nem que seja por força das circuntâncias. A verdade é que os americanos e europeus comem cada vez mais carne e isso é a causa de tantos problemas de saúde nas últimas décadas, não só com o aumento de doenças cardiovasculares, como de cancer e até do Alzheimer e Esclerose Multipla.

A soja será o maior substituto de proteina animal, com grande vantagem em relação à carne, pois que a mesma quantidade tem o dobro de proteinas de excelente qualidade e não tem colesterol, hormonas, vacinas, antibióticos, etc., nem qualquer doença animal.

O bem-estar dos animais é também uma grande preocupação hoje em dia, pois já existem muito mais pessoas que amam os animais e deixaram de consumi-los na forma de refeição. O mundo seria um local bem melhor se toda a humanidade fosse vegetariana como dizia Albert Esinstein e Leon Tolstoi. Gandhi, também dizia que “o grau de cultura e de civilização de um povo, conhece-se pela forma como se alimenta e trata seus próprios animais”...

Vale a pena tentar, sensibilizando as pessoas do mundo inteiro para uma dieta mais saudável. Todos ganhariamos com isso, menos os produtores de gado, claro. A mudança de hábitos alimentares e de comportamentos é urgente e talvez um maior esclarecimento sobre as consequências do consumo de carne associado ao desflorestamento, poluição, mudanças climáticas, problemas de saúde, e crueldade com os animais, encoraje o acto de preferir cada vez mais proteinas vegetais.

O Sr. Rosegrant do Instituto de Pesquisa de Política Alimentar diz mesmo que devia haver “uma forte campanha política para a redução do consumo de carne” (tal como se faz contra o tabagismo e alcoolismo), “enfatizando a saúde pessoal, compaixão pelos animais e compaixão pelos pobres e pelo Planeta”.

Fica aqui mais esta questão,

Pausa para reflexão!

Rui Palmela
*
Nota: clicar na imagem em cima e ver se deve ou não continuar a comer carne.

sábado, 15 de março de 2008

SABIA QUE...




Para produzir um 1 Kg de carne é preciso 100 vezes mais água do que para produzir 1 Kg de trigo, e que para produzir um bife são necessários 2.000 litros de água? Para se produzir meia dose de frango são necessários 1.550 litros de água?

Sabia que a produção de proteína animal requer 11 vezes mais energia de combustíveis fósseis do que a produção de proteína vegetal?  Sabia também que 45% da produção mundial de cereais é para alimentação de gado e pelo menos 2/3 da produção de soja é para rações?

Sabia que 1 Ha de soja produz 17 vezes mais proteínas do que a carne de vaca produzida na mesma superfície? Ou seja, enquanto um animal bovino alimenta apenas 100 pessoas consumidoras de seu cadáver, a soja e os cereais produzidos na mesma superfície alimentaria 3.000 de seres humanos que  que contribuiriam assim também para reduzir o impacto ambiental causado pela alimentação  animal.

Sabia também que um litro de óleo contamina cerca de 1 milhão de litros de água, o equivalente ao consumo de uma pessoa no período de 14 anos?

Sabia que para o fabrico de fraldas de papel, são abatidas anualmente mais de mil milhões de árvores e que bastava que todos os países reciclassem metade do papel que consomem para que 40 mil quilómetros quadrados de terras fossem libertados do cultivo de árvores de crescimento rápido como o eucalipto?

Sabia que para a produção de uma tonelada de papel utilizam-se 5.000 kw/hora de energia eléctrica, enquanto que para a reciclagem dessa mesma quantidade, os números reduzem para 2.500 kw/hora, além de que a poluição do ar é reduzida para 95%?

Sabia que actualmente 84% do lixo doméstico pode ser reciclado e que Portugal recicla pouco e/ou apenas 13% de vidro é reciclado enquanto a Suiça reclica 55%? - Cada garrafa de vidro reciclada dá uma economia de energia equivalente a uma lâmpada de 100W ligada durante 4 horas.

Por fim, sabia que o consumo de energia nas cidades faz aumentar a temperatura em cerca de 2 a 3 graus centígrados em relação à temperatura do meio circundante e que a Indústria não é o sector de maior consumo de energia, mas sim os Transportes ou circulação automóvel? - Doutro modo, um automóvel desafinado por exemplo, emite também o dobro de substâncias poluentes e poucas pessoas se preocupam com isso quando vêm os canos de escape de seus veículos libertarem fumo negro. Os veículos a gasóleo são os mais poluidores e por isso deveriam pagar o combustível mais caro em dobro do que as restantes viaturas, mas infelizmente tal não acontece. É o contrário!

Fica aqui mais esta questão,

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

*
Nota: clicar na imagem acima e ver video
Related Posts with Thumbnails