
Tudo o que tem um princípio tem um fim, tudo o que nasce morre um dia, todas as civilizações cairam quando atingiram seu auge e esta certamente não será excepção.
As ‘crises’ precedem sempre derradeiros acontecimentos que se multiplicam nos nossos tempos e a queda do Capitalismo (tal como do Comunismo) parece estar a desencadear-se no século actual, apesar das grandes ‘injecções’ de dinheiro que os governos estão fazendo aos Bancos para salvar a situação, resultante aliás de tanta ganância e ambição.
“A culpa é dos pobres”, afirmaram alguns analistas e economistas que arranjam sempre para estas crises as suas próprias justificações, isentando quase de culpas os verdadeiros responsáveis que criaram o próprio 'monstro' que agora se volta contra si devido a desvios e escândalos financeiros de tanto dinheiro em "paraisos fiscais" e enriquecimentos pessoais, além dos pagamentos faraónicos dos grandes gestores e tantos prevaricadores da Economia mundial que agora assistem ao desmoronamento de tudo como um baralho de cartas que afecta principalmente as populações e os mais desgraçados dos paises subdesenvolvidos.
O sistema faliu, de facto, pela falta de sustentabilidade e sobretudo pela falta de honestidade dos homens que o geriram durante décadas, incentivando ao consumo e gastos dos cidadãos que recorreram ao crédito fácil para comprar tudo o que desejavam (casa, automóvel, mobilias, viagens de férias, etc.) e os governos pouco controlaram a situação apesar de saberem que havia excessos e a maior parte das pessoas sobrevive com baixos salários, tendo perdido poder de compra agravado pelo desemprego que gera mais pobreza no seio de cada Nação, onde uma minoria abastada subsiste sempre e pouco se importa que os outros passem mal, mas agora já pressente também o perigo de vir a perder suas riquezas acumuladas com a queda do Capitalismo na presente geração.
Curiosamente, já dizia Karl Marx no ano de 1867, in Das Kapital, o seguinte: "Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado". Qualquer semelhança não é mera coincidência...
É claro que estão a envidar esforços para tentar salvar a situação, mas as coisas tendem a se complicar cada vez mais e poderão haver grandes agitações sociais, agravadas de resto por acontecimentos ou desastres naturais que se adivinham nos tempos actuais (como os degelos, as alterações climáticas, etc.) que obrigarão os governos a tomar medidas drásticas onde não haverá mais lugar à “Democracia” ou qualquer sistema de Liberdade antes de se iniciar (das ‘cinzas’) uma Nova Era de Humanidade. Até lá, todos vão tendo a esperança de que é possivel continuar com esta forma de Civilização, mas creio que ela está chegando ao fim pelos erros e excessos cometidos há várias décadas, estando o mundo a precisar agora duma grande Transformação.
Pausa para reflexão!
Rui Palmela