domingo, 30 de novembro de 2008
O KARMA DA TERRA
sábado, 29 de novembro de 2008
O TERRORISMO NO MUNDO ACTUAL

Hoje os actos terroristas são notícia nos meios de Comunicação Social que revelam ao mundo as imagens que chocam e causam repulsa, dor e indignação, pelo modo como actuam grupos ou organizações (políticas ou religiosas) reivindicando coisas que doutro modo não conseguem chamar a atenção.
É lamentável e a todos os títulos censurável esses actos violentos (quaisquer que sejam) praticados contra a vida de pessoas e bens, cujo terrorismo não deve ser visto apenas só com um olho e condenado sim em todas as suas formas de manifestação por todos os que pensam verdadeiramente nas origens do mal e desejam bani-lo para sempre do seio desta Civilização.

Enquanto existir tanta maldade e crueldade no coração dos homens jamais haverá paz na Terra e haverá sempre dor e guerra até ao dia em que todos entenderão que devem amar-se e respeitar-se uns aos outros bem como a todos os seres da Criação.
Pausa para reflexão!
Rui Palmela
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
O SOCIALISMO DEVE SER COMBATIDO?!!!

Vamos lá ver se entendo. Ouvi ontem uma entrevista numa conhecida Radio no meu país onde o tema em debate era sobre a crise financeira internacional e as medidas que os governos devem tomar para que não se instale o caos económico a nível mundial.
O entrevistado (de quem não fixei o nome) dizia que achava bem a intervenção dos Governos em todos os paises democráticos onde o sector privado está recorrendo à ajuda do Estado ficando este como garante da economia controlando as coisas temporariamente (não mais do que 1 ou 2 anos segundo o entrevistado) pois logo que a ‘Crise’ passe deve voltar tudo ao funcionamento normal sem a tal intervenção estatal e evitar-se assim uma tentativa de "Socialismo".
Não percebi bem este tipo de conversa (de algum pseudo-iluminado) que por um lado reconhece a grave crise do sistema capitalista a nível mundial, aplaudindo o papel dos Estados que tentam agora encontrar uma solução para evitar o caos e inspirar confiança na população, mas depois diz que assim que a crise esteja resolvida (o que duvido muito) deve voltar tudo ao normal... Ou seja, ao mesmo regabofe do sistema capitalista donde a própria crise se originou! Isto faz sentido?
E mais terminou dizendo que a intervenção do Estado no nosso país (Portugal) não deve durar mais do que o necessário para que não se caia na tentação do “Socialismo”, pois na opinião dele este deve ser combatido.
Enfim, cada ‘especialista’ tem seus próprios pontos de vista e eu vou observando os homens que se multiplicam agora em reuniões internacionais fazendo acordos politicos para arranjar uns milhões que sirvam principalmente para 'salvar' os Bancos e não propriamente as pequenas e médias empresas que estão fechando e o Desemprego aumentando, com milhares de familias em sérias dificuldades (da própria classe média) que já estão recorrendo a intituições de caridade, sendo um facto que o próprio Presidente da República (dr. Cavaco Silva) o reconhece publicamente dizendo que tem recebido inúmeras cartas ultimamente de pessoas pedindo ajuda.
No entanto, neste meu país, ouvi um dia destes o sr. 1º Ministro José Sócrates dizer que estava contente por ver os bancos recorrerem ao aval que o Estado faz para pedirem dinheiro lá fora e o aplicarem cá dentro para que tenham mais fluidez e possam assim ajudar as empresas e familias portuguesas. Mas tudo isto parece não ter passado de um discurso de “cosmética politica” que afinal não corresponde à verdade pois os bancos se retraiem cada vez mais nos empréstimos de dinheiro devido à crise e os que renegociam contratos com seus clientes, já em dificuldades, cobram juros elevadíssimos. É isto que não entendo!
Por fim, cá por mim, se o Socialismo (no verdadeiro sentido do termo) é sinónimo de maior Equidade e Justiça Social, de maior repartição da riqueza e direitos fundamentais de todos os cidadãos sem excepção, pois venha esse SOCIALISMO para Portugal e dure o tempo que fôr preciso e se faça aqui uma verdadeira Nação.
Pausa para reflexão!
Rui Palmela
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
QUE FAZER PARA MUDAR O MUNDO?

Hoje os poderosos da Terra começam a pressentir que esse império de Perversidade está chegando ao fim e tentam dalgum modo arranjar um sistema alternativo que não prejudique seus interesses pessoais, em vez de pensarem no bem comum e abdicarem de coisas que confiscaram para si contribuindo para agravamento das desigualdades sociais.
Não creio que haja politicos ou governantes neste Mundo que tenham pelos povos uma verdadeira vontade de servi-los com Justiça e Equidade de modo a que todos tenham uma vida melhor, e haja Paz e Amor na Humanidade. Quem domina julga e faz como pensa que está bem, e pede sempre sacrifícios aos que são mais sacrificados e nunca aos abastados e priveligiados que ficam indiferentes às dificuldades dos outros e vivem se locupletando no seu mundo fechado.
Estamos todos agora percebendo que tudo isso não é bom para ninguém e a única alternativa será mudarmos o curso das coisas e construirmos uma Sociedade melhor, com mais verdade e mais amor.
Para isso temos de mudar nossas mentalidades e comportamentos errados neste Planeta, que estão na origem do seu próprio desequilíbrio que poderá intensificar-se nos dias que correm e nem todo o dinheiro do mundo servirá para alguma coisa se nada fizermos para minorar a situação. De resto, os degelos já começaram e se aceleram de forma irreversivel, podendo aumentar o nível das águas do mar que inundarão zonas costeiras e cidades inteiras onde muita gente terá de se deslocar para qualquer lugar, aumentando mais a confusão e muitas outras coisas vão acontecer se nada for feito e pensarmos apenas na Crise Financeira Mundial que ocupa agora todos os cérebros dos homens do poder do século actual.
Por fim, seria bom que cada um de nós visse a vida de um modo diferente e corrigisse seus erros e desregramentos para evitar mais sofrimentos. Nada acontece por acaso e tudo é consequência do que temos semeado e se reflecte no tempo presente desde o passado.
Muita gente ignora que até mesmo o mal que causamos ao reino animal (e não é pouco) se reflecte na Sociedade onde vivemos, recebendo tudo na forma de guerras, doenças, sofrimentos e muitas calamidades que os orientais chamam de “ajustamentos kármicos” por dívidas acumuladas da (des)Humanidade que terá de pagar “até ao último ceitil” o reflexo de sua própria Degeneração.
Pausa para reflexão!
Rui Palmela
terça-feira, 25 de novembro de 2008
ENTREVISTA COM URBANO TAVARES RODRIGUES

Uma entrevista feita ao conhecido escritor Urbano Tavares Rodrigues, por uma revista brasileira que escolheu o tema sobre a Crise Financeira Internacional, reflecte o pensamento de um homem dos mais prestigiados do século XX nascido em Portugal. Segundo ele, os trabalhadores vão pagar a factura da crise que se atravessa e os movimentos populares, principalmente nos países da União Europeia e nos Estados Unidos da América, tendem a ganhar força.
"A única alternativa para o capitalismo senil, que ameaça conduzir a humanidade ao abismo, é o Socialismo", afirma o escritor e jornalista que se confessa ainda comunista, falando da grave crise que se atravessa desencadeada a partir do "Império estadunidense que já provoca efeitos perversos em todo o mundo".
De resto, "Esta crise é estrutural, e não cíclica como as anteriores. Do sistema financeiro, alastrou para a economia real, e dos Estados Unidos, passou à Europa e à Ásia Oriental... ela tende a agravar-se muito e o seu desfecho é por ora imprevisível", diz o escritor com uma certeza de que: "o neoliberalismo, glorificado como a ideologia definitiva que assinalaria “o fim da História”, fracassou. Hayek [Friedrich August von Hayek] é enterrado e Keynes [John Maynard Keynes] ressuscita".
Mais conclui Urbano, na tal entrevista, dizendo: "as medidas tomadas pelos governos do G-8, transformados em bombeiros do capital, são apenas paliativos. A recuperação das bolsas e do dólar geram a ilusão de que tudo vai voltar rapidamente à normalidade, entendida esta como um reflorescimento do capitalismo sob um novo figurino. Tal convicção é enganadora".
"A economia real nos EUA, no Japão e na União Européia vai continuar a afundar-se em proporções no momento imprevisíveis. Os despedimentos maciços em dezenas de gigantescas transnacionais, os apelos angustiados dos grandes da indústria automóvel e aeronáutica à ajuda estatal e o encerramento de milhares de empresas ligadas à construção e ao comércio funcionam como espelho da gravidade e complexidade de uma crise de muito longa duração".
"A situação é dilemática porque todas as saídas são, na aparência, más. As tentativas orientadas para a humanização do capitalismo (como é o caso de governos como o Lula, no Brasil; os Kirchner, na Argentina; Tabaré, no Uruguai) são perversas, por enganarem o povo com a cumplicidade de forças e partidos progressistas. Vão fracassar. Grandes sofrimentos – essa é outra certeza – esperam a humanidade no futuro próximo. Sofrimentos que serão diferentes de continente para continente, de país para país, como diferentes serão as características da luta dos povos contra o sistema que continuará a impor-lhes a sua dominação".
"A crise coloca os povos por ela atingidos, nomeadamente na Europa Ocidental, perante uma situação dilemática. A relação de forças, da Suécia à Itália, de Portugal à Grécia, não abre a possibilidade de que a crise actual desemboque em rupturas revolucionárias. Mas, simultaneamente, a transformação profunda das sociedades da União Européia, moldadas e oprimidas pelo capitalismo, não é possível pela via institucional, dita pacífica".
"A burguesia nunca entrega o poder sem uma confrontação final com as forças do progresso. Sejamos realistas. No caso português, fora do contexto de uma crise de proporções continentais, os partidos que representam o capital continuarão a vencer todas as eleições. A alternância no governo do PS e do PSD ilustra bem o controle que a classe dominante exerce sobre os mecanismos eleitorais da impropriamente chamada democracia representativa, que na prática funciona como ditadura da burguesia com máscara democrática".
"A crise do sistema financeiro mundial adquiriu as proporções de uma crise de civilização que atinge toda a humanidade. O seu desfecho é por ora imprevisível. A única certeza é a de que milhares de milhões de pessoas vão pagar a fatura da falência do capitalismo neoliberal e da ideologia a ele subjacente, enquanto os responsáveis pela crise pouco ou em nada serão afetados, no imediato, pelo naufrágio da monstruosa engrenagem por eles montada".
"O sistema mediático apresenta uma frente única na difusão da mentira, nas explicações falsas da crise e nos remédios propostos para resolvê-la, todos orientados para a preservação do capitalismo. No discurso de sociólogos, economistas, historiadores, ministros e parlamentares chamados à televisão para esclarecer a “massa ignorante” da população, o povo não aparece como personagem. Está ausente. Os porta-vozes e epígonos caseiros do grande capital, cúmplices do caos financeiro e social que alastra pelo mundo, desprezam os trabalhadores. O panorama social da crise não é iluminado pela mídia, porque isso seria perigoso para os senhores da finanças".
Por fim, Urbano Tavares Rodrigues diz ainda sobre a eleição de Barack Obama o seguinte:
"É positivo que o povo estadunidense tenha optado por Obama, um presidente negro, com um discurso muito diferente do de seu adversário republicano. Mas não participo da euforia gerada em nível mundial pela vitória de Barack Obama. É um grande orador e um político hábil e inteligente. Mas aparece-me também como o produto de uma gigantesca e milionária campanha de marketing eleitoral. Não esqueçamos que Obama foi o candidato das Finança, dos grandes grupos transnacionais. As suas primeiras iniciativas não justificam o entusiasmo que por aí vai. Para chefe de gabinete na Casa Branca, designou já um falcão, sionista, ex-voluntário na guerra do Golfo, um belicista inflamado".
"Obama afirma pretender “ganhar” a guerra do Afeganistão, defende uma política agressiva contra o Irão, afirma que manterá o bloqueio a Cuba. O vice Joe Binden antecipou uma evidência ao afirmar que as primeiras medidas do futuro presidente serão “muito impopulares”. Alguns dos assessores são republicanos de direita e clintonianos conservadores. A designação de Madeleine Albright como sua representante na Conferência dos 20 (G-20) é inquietante".
"Temo que Obama seja uma grande decepção para a humanidade progressista"... conclui o escritor.
Esperemos que não, essa é a última esperança que o mundo aguarda para uma mudança ou melhor ordem mundial para que haja uma Nova Era Universal. Muitas coisas terão de acabar e o esforço terá de ser feito por todos os países sem excepção, se queremos ainda algum futuro para esta Civilização. Isto sou eu que penso e digo!
Pausa para reflexão!
Rui Palmela
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
QUAL EDUCAÇÃO EM QUE VIVEMOS?

Por um cidadão do país irmão, de nome Acid:
"Na semana passada estava jantando, a TV do estabelecimento estava ligada e acabei assistindo a Malhação e a novela das 6. O que mais me impressionou foi a actuação afetada dos actores (todos eles!), que mais parecia que estavam entupidos de cocaína até o tampo, todos agitados, com movimentos exagerados e falando alto. Pela homogeneidade das actuações (não importando se era actor consagrado ou novato) cheguei à conclusão de que se trata de algo planejado, estudado, para atrair a atenção de um certo público, de uma certa faixa etária.
Nossos jovens (e não tão jovens assim) já não conseguem fixar a atenção em algo "normal" (boring) e precisam cada vez de mais e mais estímulo, assim como precisam de música cada vez mais alta e barulhenta para "agitar" nas festas, ou de outros estimulantes que não o álcool ou mesmo os hormônios sexuais, tendo que apelar para drogas de todo tipo. Acho que para muitos eu pareço um velho falando, e talvez esteja me sentindo velho, mesmo.
Valores como honra, lealdade e decência, que ainda eram ensinados na minha geração, já foram para o brejo. Revendo os desenhos da minha infância encontro dezenas de valores morais e olha que cresci na saudosa e politicamente incorreta década de 80, onde "Os Trapalhões" faziam piada com negros e nordestinos e "TV Pirata" consagrava Tonhão e Zeca Bordoada.
Mas o triste mesmo é perceber que a coisa vai ficar cada vez pior. E nem é coisa de velho ranzinza que tem lembranças distorcidas do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça. É um facto constatado por qualquer um que a educação brasileira (diria até mundial) vai de mal a pior.
Minha avó estudou em escola pública, e teve uma excelente formação. Aprendia francês, latim, piano, era incentivada à poesia, às redacções, bordado, enfim, ela teve a preparação de um ser humano integral. Minha mãe já não teve acesso a uma boa escola pública fundamental, mas beneficiou-se de uma excelente formação técnica no nível superior.
Já eu, que estudei a maior parte da vida em escola particular, tive um ensino que foi uma piada na escola pública. E a faculdade é um desmantelo só. Ou seja, através de gerações, ficou evidente o descaso do Estado para com o ensino, que é uma das coisas mais importantes garantidas pela Constituição brasileira. Constituição esta que é cada vez menos mencionada, pois não é interessante que o povo saiba que tem direitos, acabaram com aulas de Educação Moral e Cívica... qualquer coisa que possa trazer uma luz de consciência e questionamento a esse mundo de trevas em que nós vivemos”...
Faço minhas as suas palavras, caro Acid, pois aqui em Portugal a Educação também não é a melhor, a começar pela própria Ministra que tem pretendido apenas apresentar números à Comunidade Europeia com alunos ‘burros’ que passaram a ter bom aproveitamento. Tudo em nome de politicas economicistas em que ela passou a prejudicar os próprios professores como bodes expiatórios dum sistema que está mal há muito em Portugal, agravando-se ainda mais nos últimos meses pela sua teimosia de aplicar um modelo de avaliação que os docentes não aceitam e ela nunca quis lhes dar razão. Agora já vai reconhecendo seus erros mas continua fazendo um "braço de ferro" com os sindicatos porque lhe falta estaleca ou educação democrática para resolver a situação.
Pausa para reflexão!
Rui Palmela
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
SUBSÍDIO DESEMPREGO É DEMAIS?
