quinta-feira, 21 de maio de 2009

A EDUCAÇÃO SEXUAL NAS ESCOLAS


Portugal é hoje um dos paises com maior índice de infectados de HIV - Sida e o segundo com maior número de grávidas em idade escolar (o primeiro é Inglaterra onde um certo ministro britânico chegou a aconselhar o sexo oral às jovens para não engravidarem), pretendendo-se agora distribuir preservativos em todos os estabelecimentos de ensino e estabelecer a obrigatoriedade da “Educação Sexual” escolar.

Este assunto veio de novo à ribalta após acontecimentos gravados numa escola em Espinho, onde uma professora de história tinha conversas pouco próprias com os alunos a respeito de sexualidade duma forma que os pais, alertados sobre o assunto, não gostavam e já tinham feito queixa da professora que no entanto continuou por mais dois anos a fazer a mesma coisa até que alguém resolveu gravar as conversas na aula que chegaram à televisão. A professora está hoje suspensa e a aluna arrisca-se a um castigo por ter feito chegar ao conhecimento público aquilo que os responsáveis da Educação gostariam que não se conhecesse.

Claro que são casos isolados e tenho ouvido muitos professores condenarem aquela colega pelo seu comportamento que não faz jus à classe docente à qual pertence, dividindo-se no entanto as opiniões entre os próprios alunos que apoiam a “s’tora” e outros não, havendo até um abaixo assinado a seu favor.

Àparte tudo isto, e sobre a Educação Sexual nas escolas, é a própria Igreja Católica que se divide com padres concordando com a nova disciplina obrigatória e outros dizendo que devia ser facultativa, tal como as aulas de “Religião e Moral” antigamente que hoje talvez dessem melhor contributo sobre a questão sexual nos jovens em Portugal.

Entretanto o governo opta pela distribuição de preservativos nas escolas para que os alunos possam utilizá-los à vontade em suas relações sexuais, precavendo-se contra a Sida e gravidezes indesejadas, enquanto a hepatite B e C vai aumentando nos jovens e adultos que adquirem a doença noutras formas de contágio, como por exemplo a partilha de ‘charros’, saliva, copos e garrafas de bebidas, etc.

Enfim, a Educação Sexual nas escolas é deveras importante mas terá de ser feita de forma mais abrangente por professores com formação especializada para o efeito, não excluindo o papel dos próprios pais em casa, sem o que não haverá aproveitamento da nova disciplina que merece de facto muita atenção.

Rui Palmela

AS EMOÇÕES PERTURBADORAS


O homem que se candidata a uma existência feliz, tem a obrigação de vigiar as suas emoções perturbadoras, a fim de evitar desarmonias e desgaste de energia pessoal perfeitamente dispensáveis, na economia do seu processo de evolução.

As emoções perturbadoras decorrem do excesso de auto-estima ou do apego em demasia aos bens materiais e pessoas (inclusive a familia), limitado à sua visão da vida e do mundo onde deseja alcançar seus objectivos nem sempre concretizáveis.

O excesso de consideração que o indivíduo se concede, leva-o à irritação, ao ciúme, à agressividade, toda vez que os acontecimentos se dão diferentes do que ele espera ou supõe merecer na vida, culpando até outros de seus próprios revezes ou insucessos.

O excesso de apego ou zelo pelo seu bem-estar, que nem sempre consegue, leva-o à instabilidade emocional, buscando segurança material pelo trabalho que deseja sempre bem remunerado ou lucro fácil pela ganância e ambição que lhe dá a ilusão da posse e a impressão de situar-se acima do seu próximo.

O orgulho intoxica-o, levando-o à pressuposição de ser credenciado superior a ocupar uma situação privilegiada e ser alguém especial, merecedor de homenagens e honrarias, em detrimento dos demais. (A sociedade competitiva forma pessoas desta natureza que não olham a meios para atingir seus fins).

Qualquer ocorrência que se apresente contraditória aos planos demasiado ambiciosos, gerados pelo ego insano ou doentio, leva a que as emoções perturbadoras se instalem e se originem desequilíbrios interiores, excepto se resolve digerir a situação e mudar sua paisagem mental.

Superar tais emoções que têm raízes profundas noutras vidas, no seu passado espiritual, eis o grande desafio de todo o ser humano.

Assim, cumpre que se envidem todos os esforços para o auto-descobrimento e a aplicação das energias em combater a desarmonia e infelicidade que predominam em nossa natureza humana.

(Texto adaptado da Obra “Momentos de Felicidade” de Divaldo P. Franco)

sábado, 16 de maio de 2009

OS CONSELHOS DO SR. DOUTOR


Vai sendo habitual a leviandade natural com que alguns 'psicólogos' falam de sexo de forma banal em programas de Televisão, revelando claramente alguns disturbios de ordem mental ou emocional, disfarçados sob a capa de doutores do saber, que revelam pouca consciência de ser, quando emitem opiniões pessoais (pouco dignas ou responsáveis) exteriorizando aquilo que têm dentro de si e não passa despercebido aos olhos de quem vê alguns sinais de 'demência' ou pouca decência humana nos que deviam ser bons exemplos na ética de sua profissão onde não raras vezes caiem em contradição.

Isto vem a propósito daquilo que ouvi um dia destes da boca de um senhor psicólogo (dr. Quintino Aires), convidado habitual do programa “Você na TV” de Manuel Luis Gocha, quando aconselhava toda a gente a frequentar casas de “Sex-shop” (sendo ele próprio um apreciador e frequentador) justificando que “é bom as pessoas verem e aprenderem” coisas que talvez desconhecem e que podem ser uma ‘solução’ para casamentos infelizes (como ele diz) por falta de estímulo sexual na relação entre o casal (deve ser o caso dele), pronunciando-se assim de forma pessoal (mais do que profissional) com falta de bom senso ou sensatez que devia ter perante as câmaras de televisão.

Claro que o "sr. doutor" pode dizer o que quiser e pensa sobre sexualidade, aconselhando todo o mundo com alguma leviandade, questionando até a minha própria sanidade mental ou moralidade ao censurá-lo, julgando talvez que sou mais uma das pessoas recalcadas ou reprimidas, cheia de preconceitos ou problemas de ordem sexual como aquelas que lhe aparecem no consultório a pedir conselhos ou orientações para serem ‘tratadas’ à sua maneira, mas talvez um entendido em fisiognomonia pudesse descobrir-lhe no rosto traços de quem precisa cuidar melhor de si mesmo, do seu interior, e controlar alguns impulsos ou gostos pessoais pouco próprios de resto para quem lida com crianças e jovens nas suas relações profissionais.

Por fim, creio que nenhum antro imoral ou casas de “Sex-shop” é solução para ensinar pessoas a viverem felizes no seu casamento quando falta o amor, o respeito mútuo e a compreensão. Penso que o ‘sr. doutor’ devia saber aconselhar melhor outras coisas...

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A GRIPE PORCINA FOI ERRO HUMANO?


A Organização Mundial de Saúde avança a tese de que a “gripe A” (oriunda dos porcos) foi originada acidentalmente num laboratório de pesquisas onde foram manipulados virus que dalgum modo chegaram ao homem ou aos porcos, segundo defende um cientista australiano.

Confrontado com uma pergunta sobre o assunto, um responsável da DGS em Portugal respondeu que talvez haja outra explicação que não essa, pois os casos da gripe porcina surgiram primeiro no México e este país não possui este tipo de laboratórios, segundo disse, aventando outra hipótese de algo que poderia ter começado nas rações dos próprios animais, tal como aconteceu com a chamada doença das “vacas loucas” que foi causada pelos seres humanos ao darem substâncias impróprias ao gado bovino que desenvolveu a “BSE” que passou ao homem que comeu a carne dos animais.

É evidente que o homem é a única espécie neste Planeta causadora de tantos males e problemas para si mesmo e para todas as criaturas que explora para a sua degenerada forma de alimentação, tendo-se tornado sim o pior carnívoro da Natureza que mata e devora até às entranhas milhões de seres da Criação. E para isso não olha a meios para atingir seus fins, para conseguir lucros à custa de tantos seres vivos criados para consumo, muitos adoecendo seja pelas rações que consomem ou pelos espaços exíguos onde vivem e desenvolvem virus ou bactérias que se transmitem ao homem que recebe aquilo que merece pelos seus erros, incúria e degeneração.

Assim, se esta “gripe porcina” ou mexicana (denominada “Gripe A” por pressão dos suinicultores mais preocupados com a quebra das vendas de carne de porco do que com a saude das populações), pode tornar-se numa grave pandemia mundial podendo mesmo atingir 1/3 da Civilização, tal como prevê a O.M.S., tenho de concluir que a Natureza faz sua justiça como fará certamente em relação a tantas outras coisas que o homem tem causado para sua própria destruição.

É a colheita conforme a semeadura...

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

sexta-feira, 8 de maio de 2009

REVOLTA E INDIGNAÇÃO


Este é mais um exemplo de coragem de um jornalista brasileiro da RBS TV, com seu direito à revolta e indignação, que aponta o dedo aos políticos desonestos do seu país que não são diferentes dos nossos aqui em Portugal, onde abunda a impunidade e corrupção, nunca lhes acontecendo nada a não ser mais uns votos de popularidade para continuarem nos cargos de deputados ou governantes que se locupletam com os dinheiros da Nação.

Nisto somos irmãos...

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

terça-feira, 5 de maio de 2009

A POLIGAMIA EM PORTUGAL?


Ouvi num programa de rádio nacional (o RCP) uma conversa com um senhor doutor (de que não me lembro o nome) que defendia politicamente uma "discussão séria" sobre a Poligamia em Portugal, sendo ele favorável à autorização dos casamentos poligâmicos (um homem poder casar com várias mulheres e uma mulher poder casar com vários homens).

O ilustre convidado, convicto de suas razões sobre o assunto, alegava que a Poligamia já era uma prática muito antiga que ainda hoje é muito comum em vários paises islâmicos (ele inveja isso pelos vistos) e que no seu entender devia ser oficializada em Portugal. Mais referia ainda que foi Stº. Agostinho (um romano convertido ao Cristianismo) que combateu as práticas poligâmicas por questões que o senhor doutor não acha válidas talvez e por isso defende que devam ser recuperadas essas mesmas práticas no século actual.

Não sei se o senhor doutor é casado e concorda que sua espôsa seja repartida com outros homens ou sua filha (no caso de ter) venha a conhecer diversos maridos ao mesmo tempo, engravidando de todos eles, constituindo assim uma grande ‘familia’ de que se orgulhe com toda a liberdade do seu ser, pois se é verdade que a poligamia faz parte da cultura muçulmana (talvez porque Maomé teve 16 mulheres) todos sabemos que a mulher do Islão não tem os mesmos direitos que os homens e não pode sequer prevaricar como as mulheres ocidentais, sob pena de sofrer uma condenação à morte por apedrejamento se fôr apanhada em adultério ou infidelidades conjugais. No mundo árabe, a Poligamia faz parte da cultura desses povos (veja-se o caso dos haréns de mulheres reservado ao seu soberano - O Rajá ou Marajá, que bem conhecemos das histórias de mil e uma noites.

Sinceramente, penso que há algo de errado neste senhor doutor que revela uma grande falta de bom senso e cai em contradição nas próprias palavras, afirmando ainda que somos seres poligâmicos e não monogâmicos, justificando talvez a tese de que deviamos todos ser filhos de vários pais ou nossas mães tivessem vários maridos...

Enfim, creio que a grande Crise de valores em que vivemos está fazendo vir ao de cima muitas ideias e pensamentos degradantes de pessoas que revelam o que têm nas suas cabeças e não raras vezes conseguem induzir muita gente em erro, tendo espaço aberto para o fazerem nos órgãos de Comunicação Social onde são convidados para dar suas opiniões favoráveis à Degeneração total.

Penso que é preciso estarmos atentos e sobretudo andarmos mais conscientes a estes e outros ‘sinais’ dos tempos que indicam cada vez mais a profetizada queda da Civilização que está chegando ao fim ou cairá decerto como outras cairam devido a tantas formas de Degradação.

Creio que a Sociedade Actual se vê representada na Estátua que simboliza a queda dos Impérios, referida na bíblia, para que surja uma Nova Humanidade eleita naturalmente pela qualidade, onde não se confunda mais liberdade com libertinagem e não se repita os mesmos erros e desregramentos do passado que estão levando o homem à destruição pelos seus inúmeros ‘pecados’ de transgressão.

O sr. ‘doutor’ talvez veja isto doutra forma...

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

domingo, 3 de maio de 2009

CARNE DE PORCO, SIM OU NÃO?


Há milhares de anos, Moisés, depois de ter libertado o povo israelita da escravidão do Egipto rumo à Terra Prometida, teria criado várias regras de ordem social entre as quais as de saúde onde proibia a carne de porco por alguma razão. Das duas uma; ou ele foi inspirado por Deus sobre a nocividade das carnes vermelhas e suas gorduras que hoje bem conhecemos, ou já conhecia o quanto prejudicial era a carne de porco no seu tempo já que tinha recebido uma educação esmerada desde menino junto do Faraó desde que foi encontrado dentro duma cesta no rio onde se banhava a filha do grande monarca do Egipto.

Huberto Rodden, filósofo e grande espiritualista brasileiro do século XX, percursor da teologia da Libertação, autor de vários livros de auto-conhecimento e auto-realização, estudioso dos fundamentos das Religiões ocidentais e orientais, dá uma explicação cabal e científica para o facto de Moisés ter proibido o consumo de carne de porco ao seu povo, porquanto era e é considerado um alimento ‘imundo’ por ter grande quantidade de germes aeróbios e aneróbios, acrescentando ainda o facto do fósforo da carne suina (ou outra) não ter qualquer afinidade orgânica com o fósforo contido no cérebro humano, contaminando este, dificultando assim um verdadeiro discernimento ou equidade mental e desenvolvimento espiritual.

Logo, faz sentido que a carne de porco tenha sido proibida por Moisés no seu tempo, sabendo-se hoje que é de facto a mais nociva de todas as carnes pelas suas características, embora se tenha tornado a mais consumida no século actual, em especial no mundo ocidental já que os paises islâmicos a evitam por ser condenada pela própria Religião. Porém isso não faz os muçulmanos terem mais santidade que os cristãos nem estes são melhores do que aqueles por falarem de outro Deus e comerem muito porco à refeição.

De resto, foi mesmo Jesus Cristo que condenava o sacrifício de animais (seja quais forem) e até mesmo o seu apóstolo Paulo aconselhava não comer carne de qualquer espécie, por ser contrária à condição humana cujo aparelho digestivo não é de um necrófago ou carnívoro, tão pouco de um “omnivoro” como os porcos, mas sim de um frugívoro-vegetariano que infelizmente foi adulterado ao longo dos séculos até à presente geração. Por isso a Sociedade sofre hoje o reflexo de tanta degeneração.

Efectivamente, o ser humano tornou-se o animal que mais carne consome em toda a Terra, mais do que todos os carnívoros da Natureza juntos, devorando até ás entranhas milhares de seres vivos cujo destino seria de viver e não servir de refeição do ser dito ‘superior’ que afinal não sabe comportar-se como tal e devia ser a tal “imagem e semelhança” de Deus que disse: “Não matarás!”, mas esse mandamento foi desrespeitado até hoje pelos seres ditos 'racionais' que se matam uns aos outros e também os animais.

O homem tornou-se de facto uma espécie violenta, ávida de sangue, a mais perigosa e predadora da Terra inteira, terrivelmente carniceira, que todos os dias mata e esfola milhões de seres vivos no mundo inteiro, criados ou não em cativeiro, para servirem de alimentação.

Esta não é seguramente uma Civilização evoluida e avançada no século XXI, pois precisa ainda “saber comer para saber viver” e nisso terá de haver uma grande Renovação que decerto será feita à medida que virão novas almas e consciências ao Mundo (fala-se das crianças indigo e cristal) que decerto formarão a Nova Humanidade que surgirá pela qualidade depois desta sofrer uma necessária transformação para um novo Ciclo de Evolução. Entretanto já existem milhões de pessoas vegetarianas a mostrar um novo caminho, uma nova direcção.

Por isso, creio que a carne de porco ou outra qualquer deixará de ser consumida nos tempos que correm nem que seja pela força das circunstâncias devido a doenças dos animais e pandemias mundiais que obrigarão a repensar melhor os hábitos de alimentação, pois uma Nova Sociedade se regerá por princípios e valores mais elevados, diferentes dos que se rege actualmente, porquanto haverá mais sapiência e corência e não mais desregramento, sendo a alimentação actual a causa principal de tanto mal e sofrimento.

Deus tinha razão quando no Princípio disse ao homem: “Eis que vos dou toda a erva que dá semente (cereais, vegetais, legumes, leguminosas) e toda a árvore em que há fruto de árvore que dá semente (frutos diversos, oleagniosas, etc.) ser-vos-á para mantimento”... (Génesis – 1: 29)

A Igreja Católica não percebeu esta orientação e por isso tem tantos padres, bispos e cardeais apreciadores de fausta comida, justificando os “pecados da gula” utilizando as palavras de Jesus que teria dito que: “o que condena o homem não é (tanto) o que entra pela boca mas o que dela sai”, deturpando sim esta afirmação que tinha outro sentido que não aquele que leva tantos cristãos a consumir muitos alimentos nocivos à saúde do corpo e da mente, pois Jesus não teria sido tão imprudente a ponto de dizer algo que condenaria tanta gente ao sofrimento pelos erros e maus hábitos de alimentação.

Aliás, é mesmo a Organização Mundial de Saúde que desaconselha cada vez mais o consumo de carnes vermelhas (porco ou outras), as gorduras animais, as bebidas alcoólicas, o tabaco, e apela ao consumo de mais cereais e vegetais, legumes e frutas, água pura natural, que afinal é tudo aquilo que foi destinado ao homem logo desde o princípio para que vivesse e evoluisse de acordo com a sua humana e verdadeira condição.

Isto nada tem a ver com Religião, mas sim com Saúde e qualidade de vida das pessoa num Mundo que se quer melhor, onde todos devemos viver e deixar viver outros seres da Criação. Tão simples como isso...

Pausa para reflexão!

Rui Palmela
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