quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

TORDO CANTA E ENCANTA

MAIS UMA VERDADE INCONVENINENTE...


O Presidente da Caritas Portuguesa, Prof. Eugénio da Fonseca, disse uma verdade ‘inconveniente’ de que os salários dos Ministros e Gestores devem ser reduzidos para ajudar a combater a crise e o déficit do Estado.

Eu acrescento à ideia dele uma outra que é ver também os salários reduzidos dos Deputados da AR onde foi aprovado recentemente o Orçamento que contempla uma verba de 191 milhões de euros para suas despesas durante o ano 2010.

Efectivamente o exemplo deve vir de cima, dos que pedem sacrifícios ao Povo quando este é sempre o mesmo sacrificado pelas medidas das más gestões e desgovernações de seus eleitos. Esta é a verdade conveniente que todos devemos dizer abertamente!

De resto, aproveito para contar aqui uma pequena história passada comigo quando eu estava no activo como funcionário de finanças em Setúbal, no tempo em que era 1º Ministro o Durão Barroso (hoje a ganhar maior salário na CE) e eu lancei na altura um repto ao governo desafiando todos os seus membros a abdicarem dos aumentos de seus salários, tal como eu abdicaria do meu e ninguém me respondeu.

Isto é um exemplo demonstrativo de que os que mais ganham são os que menos sacrifícios fazem para reduzir custos da Nação e sacrificam os outros enquanto se locupletam com privilégios e mordomias, estejam no governo ou na oposição.

Aliás, todos vimos como se entenderam bem os Partidos, da Esquerda à Direita, num ano de crise em que foram gastos 91 milhões de euros em 3 eleições seguidas e não abdicaram desse dinheiro que poderia servir para subsídios de Desemprego e ajudar empresas em sérias dificuldades que tiveram de fechar por não puderem mais continuar. Enquanto isso, os lideres partidários ou Deputados da Nação não abdicaram do ‘direito’ de receberem tanto dinheiro que gastaram inutilmente nas 3 campanhas eleitorais, enquanto se agravavam os problemas sociais.

Esta foi a maior falta de ética politica que todos assistimos num país que está batendo no fundo e o povo começa a estar farto e cansado de tanta contradição. Por isso, aplaudo a ideia do Presidente da Caritas Portuguesa ao defender que o exemplo deve vir de cima nos sacrifícios necessários para levantarmos a Nação.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

POR SOLIDARIEDADE HUMANA


Por solidariedade humana repasso neste meu Blog uma petição contra a pena capital no Uganda onde o parlamento está se preparando para aprovar uma nova lei que punirá os homossexuais com sentenças de prisão e até de morte.

As críticas internacionais levaram o presidente daquele país a pedir uma revisão da lei, mas os mais conservadores e extremistas contestam e querem levar por diante a sua aprovação que na prática se converterá numa perseguição feroz a seres humanos que por serem gays ficam com suas vidas em perigo.

O Reverendo Canon Gideon Byamugisha é um dos muitos que se manifestam contra esta lei desumana que "Está violando a nossa cultura, tradição e valores religiosos que não apoiam intolerância, injustiça, ódio e violência. Nós precisamos de leis para proteger as pessoas, não para perseguí-las, humilhá-las, ridicularizá-las e matá-las"...

Concordo plenamente com as palavras do Reverendo Gideon e apesar de eu ter minha posição contra os casamentos gay e 'paradas' da imoralidade, não posso estar de acordo com uma lei (no Uganda ou em qualquer parte do Mundo) que persiga e condene pessoas só por serem homossexuais. Por isso já assinei a petição e deixo aqui o endereço para todos os que pretendam assinar: http://www.avaaz.org/po/uganda_rights_3/?vl

Rui Palmela

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

ESTÁ NA HORA DE ACORDAR PORTUGAL!


Muitas coisas vão mal nos 'sonhos' de Portugal, onde dominam homens sem Deus (e sem moral) que 'navegam' contra o vento, impelidos por ideias e pensamentos contrários ao verdadeiro sentido da vida numa Sociedade que se quer mais justa, próspera e evoluida, mas agrava sua queda ou ruina final pelos caminhos que está a tomar.

Por isso, é preciso 'acordar' e mudar de rumo antes que naufrague irremediavelmente para sempre, corrigindo erros que estão na origem de suas 'crises' e pesadelos não só de ordem económica ou financeira mas sobretudo de valores éticos nos quais devia assentar o “Estado de Direito” de qualquer país com ideologias de liberdade, de justiça, igualdade, fraternidade, que infelizmente degeneram para a libertinagem, perversidade, imoralidade, impunidade, e tudo o mais que adensa o espírito e a mente dos homens com sua falta de identidade.

Não é este o país que perfilho desgovernado por gente doente de alma e coração que já não enxerga a realidade da vida e dos tempos que vivemos, todos apontando uma pseudo ‘solução’, mas já nada fazem além de discutir e todos ralham mas ninguém tem razão.

Não sei, por isso, o que pretendia dizer Fernando Pessoa com sua frase: “Cumpriram-se os mares, o Império se desfez; Senhor, falta cumprir-se Portugal”... o do V Império, não económico e sim social, de “capital espiritual”, que devia orientar o Mundo no século actual.

Gostaria sim de ver este meu país tornar-se num exemplo de Verdade e Virtudes numa Consciência Universal, que recuperasse sua Alma Ancestral, retomando o Caminho para a Luz desligando-se das ‘trevas’ em que vive sujeitando-se ao ‘Monstro’ do capital que divide o mundo e produz injustiças e desigualdade social, alimentando-se das dificuldades de um povo que sofre e a quem são pedidos mais sacrifícios para benefício dos ‘sugadores’ que só pensam em lucros fabulosos, sua riqueza, luxo e ambição pessoal.

Está na hora de acordar e retomar o caminho certo da Libertação, dobrando o "cabo da Boa Esperança" para o "Mundo Novo" e uma Nova Civilização.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela
Nota: clicar na imagem acima

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

PRESIDENTE DA AMI SENTE INDIGNAÇÃO

"Temos 40% de pobres..."

O presidente da AMI, Dr. Fernando Nobre, criticou a posição das associações patronais que se têm manifestado contra aumentos no salário mínimo nacional para 450€ mensais.

Na sua intervenção no III Congresso Nacional de Economistas, Fernando Nobre considerou "completamente intolerável" que se viva com salários baixos que nem dão para pagar uma renda de casa e pessoas "com pensões de 300 euros ou menos por mês", contrastando com aquelas reformas chorudas de ministros, deputados e gestores públicos que chocam e escandalizam a maioria dos portugueses que trabalharam a vida inteira para o país e hoje passam sérias dificuldades.

Numa intervenção que arrancou aplausos aos vários economistas presentes, Fernando Nobre disse mesmo que não podia tolerar "que exista quem viva com 450 euros por mês" e denunciou que a pobreza no país está acima dos 40% e não apenas nos 18% como apontam os dados oficiais. E explicou porquê.

O presidente da AMI, visivelmente emocionado e indignado com o que se passa no país apontou o dedo também à classe empregadora e seus abusos, dizendo que "não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal".

"Nada mais vai ficar na mesma", criticou ele garantindo que "a sociedade não vai aceitar que tudo fique na mesma", e citou uma frase de Sofia Mello Brayner que dizia: "Nada é mais triste que um ser humano mais acomodado". Depois, virando-se para os mais jovens desafiou-os: "Não se deixem acomodar. Sejam críticos, exigentes. A vossa geração será a primeira com menos do que os vossos pais".

Fernando Nobre concluiria seu discurso apontando o dedo aos que "acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros/mês, enquanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros...

"Isto não é um Estado viável! Sejamos mais humanos, inteligentes e sensíveis"... concluiu.

Para corroborar toda esta indignação do Dr. Fernando Nobre, bastaria colocar aqui uma extensa lista de figuras públicas bem conhecidas com salários e reformas faraónicas que revelam bem as profundas desigualdades sociais na "Res-pública" portuguesa:

Um dos maiores exemplos é o do próprio governador do Banco de Portugal, Vitor Constâncio, aquele que aconselha sempre o governo a subir impostos e congelar salários, mas ele ganha 272.628,00/ano, ou seja quase 18.200 euros por mês.

Os Vice-governadores do mesmo Banco ganham um pouco 'menos', ou seja: António Pereira Marta - 244.174,00; José Martins de Matos - 237.198,00; José Silveira Godinho - 273.700,00; Vítor Rodrigues Pessoa - 276.983,00; Manuel Ramos Sebastião - 227.233,00. Alguns destes senhores acumulam o seu salário com pensões elevadas chegando a totalizar 316.084,00 euros e 413.250,00 anuais.

Como estes senhores, existem outros que acumulam reformas de 18.000,00/mês e pensões como deputados da AR que escandalizam pela diferença das baixas reformas da maioria dos portugueses que para consegui-la tiveram de trabalhar até à velhice e hoje nem chega para os remédios na farmácia.

Enfim, tudo isto se passa num país à beira-mar plantado que em muitos aspectos piorou após a “Revolução dos Cravos” de 25-4-1974, pois passou a ser um ‘paraíso' apenas para a classe politica dominante que se governa a si mesma com o dinheiro do Povo cada vez mais infeliz e decepcionado com esta gente indiferente à miséria e pobreza que vai contrastando cada vez mais com a riqueza, luxo e vaidade pessoal dos que tomaram para si Portugal...

Fernando Nobre tem razão ao dizer o que pensa e exprimir sua própria INDIGNAÇÃO. Eu também!

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

ESCULTURA VALE MILHÕES?


É um facto incontestável que o homem moderno enlouqueceu ou perdeu a visão da vida esquecendo princípios e valores fundamentais que deviam ser os fundamentos dos tempos actuais.

Num tempo de crise económica que tantos paises atravessam no século XXI, com tantas dificuldades de gente a passar mal, há quem disponha ainda de milhões para comprar quadros ou esculturas para suas colecções pessoais.

A imagem acima mostra uma escultura de bronze de um artista suiço, Alberto Giacometti, que foi leiloada em Londres no dia 3-2-2010 por 74 milhões de euros, batendo um novo recorde mundial.

É uma afronta à moral que se desmorona cada vez mais no século actual num mundo onde a riqueza material está mal dividida ou nas mãos de gente demente que não sabe o que fazer ao dinheiro e pouco se importa com a miséria e a fome que grassa cada vez mais (vergonhosamente) no seio da nossa Civilização. Uns tendo demais, outros tendo de menos, é este o quadro da nossa Sociedade que perdeu há muito o senso da moral e da razão.

Claro que a arte é valiosa e seus artistas devem ser bem pagos como outros o são em sua profissão, mas a verdade é que tudo isto é abominável e só existe porque não há moralidade nem integridade no homem que esquece a pobreza no mundo e desperdiça milhões em objectos que para nada servem e se tornam lixo que ficará enterrado como tantos tesouros do passado como restos duma civilização. Penso que a Humanidade actual ainda não percebeu nem aprendeu essa lição.

O mundo está carecendo de facto duma grande mudança nas mentalidades, em especial nos que têm poder e nada fazem para torná-lo melhor, com mais verdade e mais amor. Por isso, sou dos que acredita na Mensagem dos Profetas e na Justiça Divina que será feita nos tempos que correm, tal como foi anunciada desde tempos que já lá vão.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

POLÉMICA SOBRE A O.M.S. E GRIPE A


Um deputado alemão acusa a Organização Mundial da Saúde de ter ligações perigosas com laboratórios sobre a questão da gripe A.

A polémica sobre a actuação da OMS em todo o processo da famigerada "pandemia do lucro" compromete a credibilidade daquele organismo internacional que parece ter cedido aos grandes interesses da industria farmacêutica que facturou biliões com a venda de vacinas e Tamiflu para combater o famigerado vírus “H1N1” que afinal se revelou menos agressivo e mortífero do que o da gripe comum ou sazonal.

De resto, circularam pela Internet vários artigos e depoimentos de pessoas idóneas que sempre se manifestaram contra esta “Pandemia do Medo” que a O.M.S. ajudou a propalar sem motivos que justificassem tanto alarde (como na Gripe das Aves) levando à produção em série de um número exorbitante de vacinas para satisfazer encomendas a nível mundial que os governos agora não sabem o que fazer com elas.

O alemão Wolfand Wodarg, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, afirma mesmo que o virus H1N1 não é responsável pela maior pandemia mas sim pelo "maior escândalo do século", acusando a O. M. S. de ter "relações impróprias" com a indústria que veio a beneficiar da venda de tantas vacinas que se tornaram perigosas para muitas mulheres grávidas que perderam seus filhos depois de terem sido vacinadas, apesar de nunca ter sido reconhecido uma relação causa/efeito.

As acusações contra a OMS recaem sobre os especialistas consultores daquele organismo que terão ligações a laboratórios, entre eles o holandês Albert Osterhaus, da Erasmus University em Roterdão, que ficou conhecido no seu país como o "senhor gripe". Nenhum dado concreto sobre o grande jogo de interesses foi ainda tornado público mas a OMS já se vai defendendo dizendo que apenas se limitou a dar “aconselhamento independente aos Estados-membros", justificando que... "A política e resposta da OMS para a pandemia de gripe A não foi influenciada de forma imprópria pela indústria farmacêutica" e diz que "olha para o conflito de interesses dos seus peritos de forma muito séria".

Para o Director-Geral da Saúde português, Dr. Francisco George, a OMS não está em causa e continua convencido de que a ‘pandemia’ veio para ficar e que nunca é demais a vacinação para a evitar. Enquanto isso, a Ministra da Saúde, Drª Ana Jorge, está a negociar em segredo (que toda a gente já sabe) com o laboratório Glaxo Smithline para a devolução de parte dos 6 milhões de vacinas encomendadas, tal como a Espanha e Alemanha.

Enfim, quem já ganhou com o negócio e enriqueceu com ele decerto não vai abrir mão dele e é a própria Organização Mundial de Saúde que sai mal vista no meio de toda esta situação pela sua grande participação.

Ponto final, pausa para reflexão!

Rui Palmela
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