domingo, 10 de outubro de 2010

OS TRABALHADORES DA LUZ



Pelo significado especial deste dia 10-10-2010, deixo aqui este meu artigo tirado do meu outro Blog "Mistérios Desvendados" a fim de irradiar luz aos corações de toda a gente.

Na verdade, a Internet é de facto um poderoso meio de comunicação no mundo actual que aproxima pessoas de toda a parte que vão criando laços de amor e amizade à medida que vão se identificando umas com as outras partilhando mensagens, fotos, videos, imagens, crescendo assim um grande "Exército de Fraternidade" idealizando um mundo melhor. Muitos são os que já conhecendo bem o mundo informático tiram partido dele e fazem maravilhas, montando pps ou criando videos lindos ofertando aos outros aquilo que pode ser alimento para a alma e faz bem ao coração.

Clicando na imagem acima poderá ver um bom exemplo disso ou nesta em baixo que jamais esquecerá a mensagem de Luz e Amor que é também uma poderosa Oração. Clique numa e noutra e faça uma "pausa para reflexão"!




É este o papel dos Trabalhadores da Luz...
Rui Palmela

sábado, 9 de outubro de 2010

OSKAR SCHINDLER - VALE A PENA RECORDAR


Oskar Schindler foi um homem célebre pela sua audácia e coragem de ter salvo mais de 1.200 judeus do Holocausto, tal como Irena Sendler falecida no dia 12 de Maio de 2008, com 98 anos de idade, conhecida também pela sua bravura de ter salvo mais de 2.500 crianças no gueto de Varsóvia, não esquecendo também Nicholas Winton que resgatou 669 crianças dos campos de concentração nazi na antiga Tchecoslováquia.

Também Aristides de Sousa Mendes (o “Schindler portugês”) e o brasileiro Luis Martins Souza Dantas, ambos diplomatas em França no tempo da 2ª Guerra Mundial, salvaram dezenas de milhares de judeus perseguidos pelos Nazis ao conceder vistos de suas Embaixadas para seus paises.

Todos merecem ser recordados, em especial Oskar Schindler que era um rico empresário alemão que chegou a fazer parte do Exército Nazi e aproveitou esse facto para proteger muitos judeus colocados em suas fábricas. Morreu pobre num hospital em Hildesheim no dia 9 de outubro de 1974, com 66 anos de idade. Foi enterrado no cemitério cristão no Monte Sião em Jerusalém com honras de herói e é visitado ainda hoje por muitos judeus que foram salvos por ele e lhe prestam homenagem todos os anos.

A sua história foi contada num livro por Thomas Keneally e, posteriormente filmado por Steven Spielberg em “A Lista de Schindler” ,considerado pela crítica uma “obra-prima”, apontado entre os dez melhores filmes da história de Hollywood, vencedor de um Óscar em 1994. O ponto alto do filme mostra Schindler tentando salvar o máximo de seus empregados judeus e suas familias, usando para isso toda a sua fortuna. 

''Aquele que salva uma pessoa, salva o mundo inteiro'', foi a frase usada na campanha do filme. Ela não deixa de ser verdade, tendo em vista o número de pessoas que estão hoje vivas entre sobreviventes e seus descendentes, graças à lista do industrial alemão.

Pessoalmente já vi o filme e chorei, fazendo aqui hoje este artigo em sua memória que mereceria até o título de “Um anjo na Terra” que vale a pena recordar...

Rui Palmela

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A REPUBLICA, O REGICIDIO E O PANTEÃO NACIONAL



Faz hoje 100 anos  que se comemora a implantação da República em Portugal que foi o resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português que destituiu a Monarquia Constitucional no dia 5 de Outubro de 1910 para dar ao povo direitos, liberdades e garantias de uma vida melhor, porém 100 anos depois e após a queda do “Estado Novo” (o regime salazarista) em 25 de Abril de 1974, o Povo continua à espera de melhores dias e verifica-se que os ‘donos’ da “Democracia” são neo-liberais numa “República Burguesa” onde os politicos enriquecem como a Realeza e falam de Igualdade e Justiça Social.

Mas recuando 100 anos atrás, vale a pena conhecer um pouco da história como tudo começou no Regicídio (assasinato do Rei) no dia 1 de Fevereiro de 1908 na Praça do Comércio (ou Terreiro do Paço em Lisboa) que marcou profundamente a história da Monarquia no país, uma vez que dele resultou a morte do Rei D.Carlos e do seu filho herdeiro, o Príncipe D.Luís Filipe, terminando assim 750 anos de dominio real desde a Fundação de Portugal.

O atentado ficou a dever-se ao progressivo desgaste do sistema político português na época em que, tal como agora, havia uma alternância de dois partidos no Poder: o Progressista e o Regenerador, fazendo lembrar o Socialista e o Social-Democrata.

O Rei, como árbitro do sistema político (tal como o Presidente da República hoje) havia designado João Franco para o lugar de Presidente do Conselho de Ministros, chefe do Governo. Este, dissidente do Partido Regenerador, solicitou ao Rei o encerramento do Parlamento para poder implementar uma série de medidas com vista à moralização da vida política. Com esta medida acirrou-se toda a oposição, não só a republicana (bastante activa em Lisboa), mas também a monárquica, liderada pelos políticos rivais de Franco.

O Rei tornou-se então no alvo de todas as críticas, que acusavam Franco de governar em Ditadura. A questão dos Adiantamentos à Casa Real (regularização de dívidas régias ao Estado) e a assinatura do Decreto de 30 de Janeiro de 1908, que previa a expulsão sumária para as colónias dos envolvidos numa intentona republicana ocorrida dois dias antes, precipitaram os acontecimentos.

O Rei, a Rainha e o Príncipe Real encontravam-se na altura em Vila Viçosa, no Alentejo, onde costumavam passar uma temporada de caça no inverno. Os acontecimentos acima descritos levaram D. Carlos a antecipar o regresso a Lisboa, tomando o comboio na estação de Vila Viçosa, na manhã do dia 1 de Fevereiro. A comitiva régia chegou ao Barreiro ao final da tarde, onde tomou o vapor com destino ao Terreiro do Paço, onde desembarcaram por volta das 17 horas da tarde. Apesar do clima de grande tensão, o rei optou por seguir em carruagem aberta, com uma reduzida escolta, para demonstrar alguma normalidade.

Enquanto saudava a multidão presente na Praça, a carruagem foi atacada por vários disparos. Um tiro de carabina atravessou o pescoço do Rei, matando-o imediatamente. Seguiram-se vários disparos, e o Príncipe Real conseguiu ainda alvejar um dos atacantes, sendo em seguida atingido na face por um outro disparo.

O infante D.Manuel é também atingido num braço. Dois dos regicidas, Manuel Buíça, professor primário expulso do Exército e Alfredo Costa, empregado do comércio e editor de obras de escândalo, são mortos no local. Outros fogem. A carruagem entra no Arsenal da Marinha, onde se verifica o óbito do Rei e o do Herdeiro do Trono.

O infante sobrevivente ao atentado, D.Manuel II, reinaria até 1910. Após o atentado, o Governo pediu a demissão de João Franco, que não impedira a morte do Rei. O Governo "de Acalmação" lançou um rigoroso inquérito que ao longo de dois anos se veio a apurar que o atentado fora cometido por membros da Carbonária (que se diz ligada á Maçonaria), que pretendia liquidar a Monarquia. O processo de investigação estava concluído nas vésperas do 5 de Outubro.

Entretanto, tinham sido descobertos mais suspeitos no Regicídio, um dos quais Aquilino Ribeiro, Virgílio de Sá, Domingos Fernandes, entre outros. Alguns dos elementos estavam refugiados no Brasil e em França, e dois pelo menos foram mortos pela própria Carbonária. O regicídio acabou por abreviar a monarquia ao colocar no trono o jovem D.Manuel II e lançando os partidos monárquicos uns contra os outros, com gáudio dos republicanos.

A Europa ficou revoltada com o atentado ao Rei D.Carlos, pois este era estimado pelos restantes chefes de estado europeus.

Toda esta história que aqui coloquei tem por finalidade levantar uma questão que me parece pertinente, pois houve recentemente a trasladação do cadáver de Aquilino Ribeiro (um dos implicados na intentona) que foi retirado do cemitério dos Prazeres onde esteve durante 44 anos para ser colocado no Panteão Nacional. O pedido foi feito por alguns interessados que ficaram satisfeitos com a autorização do governo socialista que procedeu à cerimónia oficial e tudo. Não estiveram presentes membros da Monarquia por motivos óbvios.

Perante este facto, faço aqui a seguinte pergunta como cidadão português: Porque é que Aquilino Ribeiro mereceu honras de Estado e ocupou um lugar no Panteão Nacional onde supostamente só deverão estar figuras dignas de relevo (não de criminosos claro) que merecem ser lembradas na História de Portugal? Será que foi apenas por ser um grande romancista ou escritor? Não o mereceriam por isso outros bem maiores do que ele?

Que se pretendeu mostrar com este tipo de ‘provocação’ na vigência do Governo Socialista do século XXI em que o próprio Presidente da República Dr. Cavaco Silva (da Social-Democracia), juntamente com o 1º Ministro José Sócrates (Socialista) e o Presidente da A .R. Jaime Gama assinaram todos por baixo?

Fica aqui esta questão.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

domingo, 3 de outubro de 2010

A CRISE EM PORTUGAL - O POVO PAGA!



Foram anunciadas recentemente ao país mais um pacote de medidas de austeridade que os portugueses, já sacrificados com medidas anteriores, têm de apertar ainda mais o cinto, e não fica por aqui...

A justificação do sr. 1º Ministro José Sócrates (o pior governante que Portugal tá teve até hoje), é de que tem de se reduzir drasticasmente a despesa do Estado que ele já não controla de modo nenhum, pedindo mais sacrificios a quem não deve (ao povo em geral que é sempre o mesmo a pagar as crises da má governação) e devia pedir sim aos mais priveligiados que não sentem a crise nos fartos rendimentos que usufruem, seja no sector público ou privado.

CORTAR NA DESPESA - QUAL?

Com efeito, o governo resolveu agora 'cortar' nos salários dos funcionários públicos acima de determinado escalão, tendo deixado de lado as pensões de reforma milionárias  (o que não se compreende), ao mesmo tempo que compra carros de luxo para Ministros e gasta à "vara larga" com Deputados (demasiados) na Assembleia da República cujas despesas de orçamento estão publicadas no Diário da República nº 28 – I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010, tal como a seguir se indica:

RESOLUÇÃO Nº 11/10

1 – Vencimento de Deputados ………………........ 12 milhões 349 mil Euros
2 – Ajudas de Custo de Deputados……………....... 2 milhões 724 mil Euros
3 – Transportes de Deputados ……………….......... 3 milhões 869 mil Euros
4 – Deslocações e Estadas ……………………....... 2 milhões 363 mil Euros
5 – Assistência Técnica (??) ………………….......... 2 milhões 948 mil Euros
6 – Outros Trabalhos Especializados (??) ……....... 3 milhões 593 mil Euros
7 – RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA……............... 961 mil Euros
8 – Subvenções aos Grupos Parlamentares…………….......... 970 mil Euros
9 – Equipamento de Informática ………………........ 2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos (??) …………………........ 2 milhões 420 mil Euros
11- Edificios …………………………………............. 2 milhões 686 mil Euros
12- Transfer’s (??) Diversos (??)………………...... 13 milhões 506 mil Euros
13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. …....... 16 milhões 977 mil Euros
14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS ….73 milhões 798 mil Euros

Em resumo, o total da DESPESA ORÇAMENTADA para o ano de 2010, é de € 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) – Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 – 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.

Segundo isto, cada deputado custa ao País, cerca de 700.000 Euros por ano. Ou seja cerca de 60.000 Euros mês, o que é demasiado para um país em Crise mas não para todos, claro!

Fica aqui mais esta questão.

Ponto final. Pausa para reflexão!

Rui Palmela

domingo, 26 de setembro de 2010

A POLITICA E OS POLITICOS OU O QUE DIZIA GUERRA JUNQUEIRO



Costuma-se dizer no meu país que “quem cala consente ou não é filho de boa gente” .

Eça de Queirós, um dos mais importantes escritores portugueses do século 19,  não calava e dizia sobre os polticos do meu país que eles são como as fraldas sujas que devem ser mudadas frequentemente para não cheirar mal, mas a 'porcaria' já é tanta que o povo suporta o mau cheiro sem ter mais vontade de fazer nada para 'limpar' Portugal.

Mas não é de agora, pois Guerra Junqueiro (outro grande escritor luso) já dizia em 1896 que somos... "Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, - reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)”

Referia-se ainda o célebre escritor aos politicos do seu tempo, que nada diferem dos actuais, almejando o poder a qualquer preço, dizendo que são...  ”Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida intima, descambam na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...)”

Concluia o escritor sem papas na lingua que eles, os politicos, governam com  “Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do pais, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, - como da roda duma lotaria”.

Terminando por dizer que...

”A justiça ao arbítrio da Politica, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; Dois partidos (esquerda ou direita, governo ou oposição), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, - de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)"

(Guerra Junqueiro, in "Pátria", 1896)

Não há duvida que este discurso do escritor portugues do século 19 que não conhecendo José Sócrates nem Passos Coelho do século 21 (dos dois partidos maioritários do pais - PS e PSD), mostra que nada mudou há 200 anos a esta parte, sendo mais do mesmo como “farinha do mesmo saco”.

Penso que a Politica é, ou devia ser, a ciência ou a arte de tornar o mundo melhor, mas os politicos que chegam ao poder gerem seus interesses (não do Povo) e terminam fazendo o mundo pior.

É esta a minha conclusão. Quem quiser exprima livremente a sua,

Pausa para reflexão!
Rui Palmela

domingo, 12 de setembro de 2010

MAIS UMA VEZ SE CUMPRIU A 'TRADIÇÃO' (DA MALVADEZ) EM MONSARRAZ



À semelhança do que acontece todos os anos em Barrancos, uma Vila de Maldição em Portugal onde se matam toiros em plena praça pública num espectáculo sanguináreo frente à Capela numa festa em honra de “Nª Srª da Conceição”, cumpriu-se também mais uma vez em Reguengos de Monsarraz a matança de um toiro onde a população vibra (como em Barrancos) com os maus tratos contra um animal indefeso que depois é abatido cruelmente (e ilegalmente) com a cumplicidade de tanta gente, enquanto os agentes de autoridade se limitam apenas em identificar os infractores da lei.

Entrevistados por repórteres de televisão alguns cidadãos daquela povoação reclamam mesmo uma famigerada “lei de excepção” como foi aprovada para Barrancos quando na verdade devia-se acabar com todos estes espectáculos violentos, bárbaros, num pais que faz parte da Comunidade Europeia e se quer mais civilizado ou evoluido no verdadeiro sentido.

Mas foi o próprio ex-Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, que estimulou a aprovação de leis que permitam continuar a barbárie e violência fortuita em nome de tradições que deviam envergonhar e não orgulhar essas populações.

É lamentável que em pleno século XXI, num tempo em que já existe tanto conhecimento e maior consciência da realidade, todos reclamando por um mundo melhor, com mais verdade e mais amor, ainda haja tanta gente se comportando pior do que os animais selvagens que matam apenas para sobreviver e não para se divertir.

E fala-se cada vez mais nos “Direitos Humanos” esquecendo completamente os “Direitos dos Animais” que também os têm como seres viventes que fazem parte do mesmo Mundo criado por Deus que tendo dado aos homens o dominio sobre todas as criaturas não era para praticar o mal contra elas nem violentá-las como infelizmente acontece desde há milhares de anos, piorando cada vez mais os comportamentos nestes tempos que vivemos.

Jamais haverá paz no Mundo e harmonia dentro das Nações enquanto não houver uma verdadeira Educação moral e espiritual nas próprias populações fazendo-as modificar certas crenças e tradições que só engendram karma negativo que se perpetua por gerações.

Leonardo Da Vinci, o grande iluminado do século VX, dizia sobre os animais o seguinte:

"Chegará o dia em que todo homem conhecerá o íntimo dos animais. Nesse dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a própria humanidade."

Para terminar esta minha dissertação sobre a malvadez da tradição em Reguengos e Barrancos, cito as próprias palavras da Declaração da UNESCO de 1980, que diz sobre os espectáculos taurinos o seguinte:

"A Tauromaquia é a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraidos por estes espectáculos. Desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura"... e a própria Religião, digo eu, pois é vergonhoso o que se faz todos os anos na vila barranquenha em ‘honra’ de “Nª Srª da Conceição” e a Igreja Católica nem se manifesta sobre o que se passa frente à Capela, mais próprio de um ritual satânico da época medieval em que os animais torturados e abatidos são depois despedaçados e distribuidos pela população para serem consumidos como refeição.

Sobre isso o próprio Gandhi dizia também: “O grau de cultura e de civilização de um povo, conhece-se pela forma como se alimenta e trata seus próprios animais”...

Não é este, pois, o povo ou o pais em que acredito para cumprir seus desígnios futuros mas sim aquele que um dia cumprirá seu verdadeiro papel como Arauto da Nova Era quando a época de Ouro (de Luz) chegar, e as 'trevas' não puderem mais continuar.

Rui Palmela

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

OS VERDADEIROS MOTIVOS DA CRISE EM PORTUGAL



Subscrevo e repasso o seguinte texto que encontrei publicado no Facebook:

Na vida toda de Portugal nunca se viveu tão bem como desde 1986, ano em que começaram a entrar milhões do FSE. Esses milhões foram como se tivéssemos ganho o euromilhões, e o futuro deste pais dependia da boa gestão desse dinheiro. Por exemplo, se em casa de qualquer família pobre ganhassem o euromilhões e não forem bem geridos, é lógico que passado uns anos essa família voltaria a ser pobre. Portanto, é o que aconteceu a este pais. Devido há má gestão destes milhões por todos os governos, este pais está numa profunda crise... e com a corrupção gastou-se muito mais do que tínhamos, por isso agora este pais deve milhões.

QUER QUEIRAMOS QUER NÃO ESTE É O ÚNICO MOTIVO LÓGICO PARA PORTUGAL ESTAR NA SITUAÇÃO QUE ESTÁ, E TUDO O RESTO É SECUNDÁRIO E DERIVADO DISTO.

A única solução seria buscar os milhões aos particulares e empresas que se encheram desde essa altura, porque o povo não tem de pagar pelos outros que se encheram. Infelizmente isso não parece que vá acontecer, porque continua-se a seguir a politica de interesses de há 35 anos.

Cavaco Silva, tenha sido com intenção ou não, é o pai da crise porque foi o primeiro a gerir esses milhões e devido há sua má gestão no governo Cavaquista entre 1985 e 1995 que este pais está como está. O seu governo é responsável não só pelo modo como geriu esses os milhões mas também pelas politicas que criou, porque fez com que todos os outros governos seguissem a maioria dessas politicas, que foi investir mais no betão do que nas pessoas, por isso este pais está cheio de boas estruturas mas também cheio de desempregados com canudos, mas sem as habilitações e capacidades técnicas correspondentes.

Nos 10 anos de governação de Cavaco foram os anos dourados da vida de Portugal, porque nessa altura entraram milhões no âmbito do Fundo Social Europeu que destinavam-se a melhorar o nosso atraso económico e ajudar nas carências que existiam na formação e especialização dos trabalhadores. Só que a sua má gestão e má distribuição desse dinheiro fez que actualmente estejamos numa crise profunda com mais de 10% de desempregados e uma economia de rastos.

No governo Cavaquista é claro que melhorou muita coisa neste país, mas com aqueles milhões recebidos do FSE, e com a forte desvalorização do dólar naquela altura, a baixa da taxa de juros facilitando a obtenção de créditos, e o baixo preço do petróleo, etc... qualquer pessoa faria tanto ou melhor que ele fez. Agora estamos a sentir a sua má governação, porque não foi feito o necessário para podermos competir com outros países, e os problemas actuais provam isso.

Há vários anos é a classe média que está a pagar por aqueles milhões mal distribuídos, que foram usados para favorecer os amigos e os grandes grupos económicos através de apoios e projectos que não tinham valor mas eram propostos como se fossem grandes projectos.

Cavaco conseguiu hipnotizar Portugal com a sua magia governativa oferecendo migalhas (subsídios e cursos de formação) com um pote de ouro, fazendo uma governação sem perspectivas de futuro, porque:

- Encheu a Administração Pública à toa e com gente sem competência em que bastava ter uma cunha para entrar na função publica. A finalidade era baixar o número de desempregados e assim mostrar para o exterior que o país estava a evoluir. Agora temos um excesso de funcionários públicos, porque os restantes governos nada fizeram para diminuir... pelo contrario, cada governo que entrava continuava a encher a função publica de amiguinhos.

- Distribuiu milhões aos agricultores sem controle nenhum, deixando estes gastarem o dinheiro à toa, baixando de produção e muitos até deixarem a agricultura, provocando assim grandes prejuízos para a capacidade produtiva da agricultura em Portugal. Actualmente mal se liga à agricultura em Portugal porque quase não há.

- Distribuiu milhões a empresários sem controle nenhum, deixando estes gastarem o dinheiro à toa em casas e carros, provocando assim grandes prejuízos para a capacidade produtiva actual de Portugal. E agora como não têm dinheiro e não se preparam, estão à rasca.

- Preocupou-se demais nas infra-estruturas deste país provocando um crescimento artificial, em que actualmente se gasta milhares para sustentar essas estruturas. E milhões gastos nessas infraestruturas foram usados para financiar a corrupção havendo obras a custar varias vezes mais do valor real.

- Condenou uma geração, criando cursos profissionais “de fachada” para justificar a diminuição de desempregados e também para justificar os milhões que recebia dos apoios comunitários.

- Alterou a lei do aproveitamento escolar, em que qualquer aluno passava de ano escolar até o 9º ano, e assim criou ao povo a ilusão de que estávamos a evoluir, fazendo com que actualmente a maioria não esteja habilitada aos desafios da concorrência internacional por falta de profissionais bem qualificados. Agora existem milhares desempregados sem qualificação sem saber o que fazer.

- Com os apoios financeiros que oferecia sem qualquer fiscalização fez com que a competitividade deixasse de ser uma preocupação para muitos empresários, porque era melhor ter um bom amigo no partido do governo do que se preocuparem em investir nas suas empresas. Actualmente existem milhares de empresários sem formação e sem conhecimentos de gestão, sem saber o que fazer.

- Milhões do FSE foram usados sem controlo permitindo empresas deitarem fora equipamentos quase bons todos anos para obtenção de novos equipamentos através dos apoios comunitários. Actualmente existem equipamentos que valem milhões em várias instituições (como hospitais) parados, sem existir técnicos credenciados para mexer neles.

Por fim, o lema era gastar-se o mais possível para se poder buscar o mais possível de apoios do FSE.

Caricato, é agora ouvir Cavaco (o grande economista) dizer coisas que este governo deve fazer, quando ele não as fez naquela altura, e esquecendo que esta situação é resultante da sua má governação.

Quer queiramos quer não, somos a geração do Cavaquismo, e lamentavelmente, somos uma geração perdida como se pode concluir pela situação actual deste país.

É claro que os governos a seguir ao Cavaco não estão isentos de culpa, só que com a herança deixada pelo governo de Cavaco não ajudou muito os seguintes governos, porque o que se tinha feito era tão mau que dificilmente se podia melhorar. Embora se quisessem poderiam ter melhorado, e não piorar.

Há cerca de dez anos, como deixou de entrar tanto dinheiro começaram a tirar há classe média, e cada vez vão tirando mais para alguns poderem manter os seus altos vencimentos e viverem luxuosamente.

A verdade é que o povo também não tem ajudado a melhorar a situação deste pais, porque, não se entende como é possível alguém votar pela 2ª vez em alguém que além de mentir várias vezes, tem vários casos suspeitos de corrupção (Freeport, Face Oculta, diplomas falsos, etc...). Embora se possa dizer que nas eleições de 2009, o PS tem muito que agradecer ao PSD por ter ganho, porque a escolha da Ferreira Leite pelo PSD fez com que a vitoria fosse para o PS. Ganhar só com 30 e tal % não é vencer, sabendo que 70% das pessoas não queriam.

Infelizmente continuamos a cair num precipício a caminho da bancarrota porque continua-se a não querer diminuir a despesa publica. Continua-se sem acabar c/ordenados e regalias milionárias de políticos e gestores públicos. Continua-se sem acabar com corrupções de obras publicas e Câmaras. Continua-se sem acabar com os prejuízos das empresas publicas... etc,etc...

Ainda por cima sem dinheiro, continua-se a apostar em obras de vários milhões como TGVs, aeroportos,etc...Continua-se a apoiar mais os grandes grupos económicos (banca, PTs, etc.). Continua-se a prejudicar as PMEs e a classe média. Continua-se a apostar numa educação escolar artificial. Continua-se a dar informações falsas da situação do país, porque há décadas dizem sempre que está a melhorar e todos anos verificamos sempre o défice/divida do país a aumentar, etc…etc…etc…

Actualmente CAVACO SILVA está na boa, além de ter sido escolhido para Presidente da Republica (isto mostra como o povo gosta de apoiar quem não deve... tal como a 2ª eleição de Sócrates) recebe três pensões pagas pelo Estado, distribuídas da seguinte forma:

¤ 4.152,00,00 euros - Banco de Portugal.
¤ 2.328,00 euros - Universidade Nova de Lisboa.
¤ 2.876,00 euros - Por ter sido primeiro-ministro.

Cada um pode ter a sua versão, mas esta é a minha versão do verdadeiro motivo da crise portuguesa, porque há mais de vinte anos já se comentava que um dia iríamos pagar pelos milhões que se esbanja... e agora chegou a hora disso.

Por mais que tente ser optimista é difícil devido ao que se vê e pelas noticias que se ouve diariamente. Ainda mais porque tenho filhas, e quando penso no futuro delas parece um pesadelo, tanto devido há crise como devido aos problemas ambientais que o planeta está a sofrer (que é mais grave).

Assina: LN   Ver fonte aqui


MEU COMENTÁRIO:
 
Concordo e assino por baixo o artigo  acima publicado.

Apenas discordo que o seu autor(a) não assine pelo próprio nome e prefira esconder-se por detrás de uma sigla  LN (Luto Nacional), temendo talvez assumir aquilo que pensa e exprime livremente num país que apesar de tudo ainda permite a censura aos seus governantes.

Rui Palmela
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