sábado, 16 de outubro de 2010

SÓ PARA OS PORTUGUESES - EU RENUNCIO!



O 1º Ministro de Portugal, José Sócrates, apresentou na Assembleia da República o Orçamento para 2011 cheio de medidas restritivas para combater o déficit das contas públicas que o país andou desbaratando durante anos e se complicou agora com a crise internacional.

Como são sempre os mesmos a pagar as incongruências e maus gastos dos que governam a Nação, repasso aqui uma declarão pública de Renúncia que alguém fez e assino por baixo para que mais portugueses se juntem no bom propósito de melhorar o país abdicando de certas coisas que só pioram a situação. Aqui fica:

EU RENUNCIO!

Neste momento de aflição em que todos temos de dar as mãos e deixar de olhar só para o nosso umbigo, correspondo ao apelo de quem nos governa e de quem apoia quem nos governa, faço pública parte da lista do que o Estado criou e mantém para minha felicidade, e de que de estou disposto a patrioticamente prescindir.  Assim:

· Renuncio a boa parte dos institutos públicos criados com o propósito de me servir;

· Renuncio à maior parte das fundações públicas, privadas e àquelas que não se sabe se são públicas se privadas, mas generosamente alimentadas para meu proveito, com dinheiros públicos;

· Renuncio a ter um sector empresarial público com a dimensão própria de uma grande potência, dispensando-me dos benefícios sociais e económicos correspondentes;

· Renuncio ao bem que me faz ver o meu semelhante deslocar-se no máximo conforto de um automóvel de topo de gama pago com as minhas contribuições para o Orçamento do Estado, e nessa medida estou disposto a que se decrete que administradores das empresas públicas, directores e dirigentes dos mais variados níveis de administração, passem a utilizar os meios de transporte que o seu vencimento lhes permite adquirir;

· Renuncio à defesa dos direitos adquiridos e à satisfação que me dá constatar a felicidade daqueles que, trabalhando metade do tempo que eu trabalhei, garantiram há anos uma pensão correspondente a 5 vezes mais do que aquela que eu auferirei quando estiver a cair da tripeça;

· Renuncio ao PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado)  e contento-me com uma Administração mais singela, compacta e por isso mais económica, começando por me resignar a que o governo seja composto por metade dos ministros e secretários de estado;

· Renuncio ao direito de saber o que propõem os partidos políticos nas campanhas pagas com milhões e milhões de euros que o Estado transfere para os partidos políticos, conformando-me com a falta de propaganda e satisfazendo-me com a frugalidade da mensagem política honesta, clara e simples;

· Renuncio ao financiamento público dos partidos políticos nos actuais níveis, ainda que isso tenha o custo do empobrecimento desta democracia, na mesma mesmísisma medida do corte nas transferências;

· Renuncio ao serviço público de televisão e aceito, contrariado, assistir às mesmas sessões de publicidade na RTP, agora nas mãos de um qualquer grupo privado;

· Renuncio a mais submarinos, a mais carros blindados, a mais missões no estrangeiro dos nossos militares, bem sabendo que assim se põe em perigo a solidez granítica da nossa independência nacional e o prestígio de Portugal no mundo;

· Renuncio ao sossego que me inspira a produtividade assegurada por mais de 230 deputados na Assembleia da República, estando disposto a sacrificar-me apoiando - com tristeza - a redução para metade dos nossos representantes.

· Renuncio, com enorme relutância, a fazer o percurso Lisboa-Madrid em 3h e 30m, dispondo-me - mesmo que contrariado mas ciente do que sacrificio que faço pela Pátria - a fazer pelo ar por metade do custo o mesmo percurso em 1 h e picos, ainda que não em Alta Velocidade.

· Renuncio ao conforto de uma deslocação de 50 km desde minha casa até ao futuro aeroporto de Lisboa para apanhar o avião para Madrid em vez do TGV, apesar da contrariedade que significa ter de levantar voo e aterrar pertinho da minha casa.

· Renuncio a mais auto-estradas, conformando-me, com muito pena, com a reabilitação da rede nacional de estradas ao abandono e lastimando perder a hipótese de mudar de paisagem escolhendo ir para o mesmo destino entre três vias rápidas todas pagas com o meu dinheiro, para além de correr o triste risco de assistir à liquidação da Estradas de Portugal, EP.

Seria fastidioso alongar-me nas coisas que o Estado criou para o meu bem estar e que me disponho a não mais poder contar. E lanço um desafio aos leitores para que renunciem também! Apoiemos todos, patrioticamente, o governo a ajudar o País nesta hora de aflição. Portugal merece.

Desconheço a autoria desta Declarão de Renúncia, mas subscrevo inteiramente aquilo a maioria dos portugueses como eu (os pobres e a classe média) prescindem ao se sentitrem lesados pagando a "fatia de leão" da crise, 89%, enquanto os ricos pagam apenas 11%,  pelo que todos renunciammos de bom grado ao enunciado para o bem da Nação.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela 


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

13 DE OUTUBRO DE 1917 - O MILAGRE DO SOL


Comemora-se nesta data (13-10-2010) mais um aniversário do chamado “Milagre do Sol” que ocorreu em Fátima, nos campos da Cova da Iria, onde 70.000 pessoas (que incluiam crentes e descrentes) aguardavam o ‘sinal’ que os 3 pastorinhos tinham dito que aconteceria prometido pela “Senhora Luminosa” que terminou nesse dia o ciclo das Aparições que vinha fazendo ás crianças desde o dia 13 de Maio desse ano.

Segundo registos da época, o fenómeno teria sido o maior acontecimento ovniológico jamais ocorrido numa povoação onde hoje se situa  o maior Santuário de Portugal que é visitado por milhões de pessoas que ali vão em peregrinação.

A escritora portuguesa Fina d’Armada, investigora dos acontecimentos explorados pela Religião Católica, tendo consultado documentação da época publicou um livro intitulado “Fátima Nos Bastidores Do Segredo”, onde se descreve sobre o acontecimento o seguinte:

..."Chovera a cântaros naquele dia e ainda chuviscava quando, ao entardecer, no instante em que a “Senhora Luminosa” (assim chamavam as crianças) se elevava, Lúcia gritava: “Olhem para o sol”! As nuvens se entreabriram e descortinaram o sol. Mas era um sol estranho, achatado, com um contorno bem definido, que mais parecia um imenso disco de prata. Brilhava com intensidade jamais vista, mas não ofuscava nem cegava.


O disco começou a “bailar” e qual gigantesca roda de fogo, girava rapidamente. Imobilizou-se por alguns instantes para recomeçar a girar vertiginosamente sobre si mesmo. Suas bordas tornaram-se escarlates e deslizou como um redemoinho, espargindo chamas de fogo. Jorrava cascatas de luzes verdes, vermelhas, azuis e violetas, de variadas tonalidades, que se reflectiam no solo, nas árvores, nos arbustos, nas roupas e nas próprias faces das pessoas.

Animado por um movimento louco, o globo de fogo tremulou e sacudiu antes de precipitar-se em ziguezague sobre a multidão que, apavorada, esboçou gestos de pânico. Era como se o fim do mundo houvesse chegado. O disco então parou por alguns minutos como se concedesse um intervalo de descanso, para logo em seguida recomeçar os movimentos e emitir luzes flamejantes. Após nova pausa, a dança recomeçou, tão gloriosa, quanto antes. O “milagre do sol” durou um total de 12 minutos, ao final dos quais muitos notaram que suas roupas, encharcadas pela chuva, haviam secado completamente, assim como o chão. O ciclo das aparições terminava”.

Logicamente não foi o Sol que ‘dançou’ para a multidão naquele dia 13 de Outubro de 1917 na região de Fátima. O Astro Rei a 150 milhões de kilómetros de distância jamais poderia ter saido do seu lugar sem que isso causasse uma hecatombe na Terra e dentro do Sistema Solar. Portanto, o que aconteceu em Fátima foi outra coisa e teve a ver obviamente com uma manifestação extraterrestre, uma nave de grandes dimensões a que chamamos OVNI pela forma como tudo aconteceu.

A descrição feita do objecto voador não poderia ser mais perfeita. Aliás, várias pessoas chegaram mesmo a ver vultos de configuração humana dentro do ‘Sol’ quando este desceu e por baixo muita gente viu de perto, o imenso disco no qual giravam muitas luzes de várias cores deixando cair algo do ar que parecia ‘pétalas de flores’ (ou ‘flocos’ de neve) que se desfazia nas mãos quanto tentavam apanhar. Isto é característico devido ao tipo de energia que essas naves utilizam (a energia magnética) que deixa na atmosfera uma espécie de substâncias brancas conhecidas por “cabelos de anjos” em vários meios ovniológicos.

Claro que tudo isto é rejeitado pela Igreja que deu outras interpretações e sustenta até hoje a sua própria tese que alimenta religiosamente as multidões, mas quem faz um estudo sério sobre o assunto, como o fez a escritora Fina d’Armada e outros, verifica que o ocorrido em Fátima se enquadra perfeitamente no âmbito do fenómeno ovniológico.

Entretanto a Mensagem de Fátima transmitida aos pastorinhos, tal como já tinha sido feita anteriormente em Lourdes e La Salette a outras crianças, foi omitida pela religião que impediu até hoje de saber a verdade que inevitavelmente será conhecida quando chegarem dias de grande atribulação que os profetas tinham falado para esta geração. Curiosamente, fala-se também cada vez mais de Ovnis e Extraterrestes e do estado a que chegou a nossa Civilização.

Quem puder entenda,

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A LENDA DE "NOSSA SENHORA APARECIDA" NO BRASIL



A história de "Nossa Senhora" no Brasil teria começado na cidade de Aparecida, em meados de 1717, quando três pescadores encontraram no rio Paraiba do Sul uma imagem sem cabeça que veio presa em suas redes quando tentavam apanhar o melhor pescado para oferecer ao governador D.Pedro de Almeida e Portugal que iria passar na povoação de S.Paulo e Minas de Ouro a caminho de Vila Rica em Minas Gerais.

O acontecimento deu-se no dia 12 de Outubro de 1717 (há 293 anos), quando na tentativa de apanhar algum peixe lançaram de novo as redes ao mar e apanharam a cabeça da imagem que envolveram num lenço para levar consigo para casa. Diz-se que logo após o sucedido os peixes chegaram em abundância para os três homens que ficaram surpreendidos e atribuiram a isso uma causa milagrosa.

Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, um dos pescadores, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam cheios de fé diante da estátua que podia até ser uma pedra e obter-se os mesmos resultados, pois o que mais importa é a atitude e interioridade espiritual quando se abre o coração para Deus e se é ouvido. Esta é a verdade!

O facto é que a fama dos poderes extraordinários atribuidos à imagem foram se espalhando pelo Brasil e hoje é sua Padroeira, como é  “Nossa Senhora de Fátima” 200 anos depois em Portugal. Esta, porém surgiu a 3 crianças que pastavam seu rebanho na Cova da Iria e foram surpreendidas por uma "Senhora Luminosa" no local onde se situa actualmente o Santuário de Fátima.

De resto, penso que nada tenha a ver uma coisa com a outra, apesar de ambas serem chamadas de “Nossa Srª da Conceição” associado ao nome de Maria, mãe de Jesus. De qualquer forma, é interessante a história de uma e outra imagem que hoje muitas pessoas de Portugal e do Brasil devocionam dirigindo suas preces.

Por fim, as coroas de ouro que ambas apresentam no alto de suas cabeças tem significados bem diferentes, pois uma foi feita para comemorar o centenário da “Nossa Srª da Conceição Aparecida”; e a outra foi o próprio rei D. João IV que em terras lusas fez um Decreto em 25-3-1646 coroando “Nossa Senhora da Imaculada Conceição” (que mais tarde seria de Fátima) como Rainha Protectora de Portugal, em agradecimento à independência da Nação.

Muitas coisas, porém, há para saber e desmistificar sobre tudo isto que foi de certo modo deturpado, explorado e dogmatizado pela própria Religião.

Pausa para reflexão

Rui Palmela

domingo, 10 de outubro de 2010

OS TRABALHADORES DA LUZ



Pelo significado especial deste dia 10-10-2010, deixo aqui este meu artigo tirado do meu outro Blog "Mistérios Desvendados" a fim de irradiar luz aos corações de toda a gente.

Na verdade, a Internet é de facto um poderoso meio de comunicação no mundo actual que aproxima pessoas de toda a parte que vão criando laços de amor e amizade à medida que vão se identificando umas com as outras partilhando mensagens, fotos, videos, imagens, crescendo assim um grande "Exército de Fraternidade" idealizando um mundo melhor. Muitos são os que já conhecendo bem o mundo informático tiram partido dele e fazem maravilhas, montando pps ou criando videos lindos ofertando aos outros aquilo que pode ser alimento para a alma e faz bem ao coração.

Clicando na imagem acima poderá ver um bom exemplo disso ou nesta em baixo que jamais esquecerá a mensagem de Luz e Amor que é também uma poderosa Oração. Clique numa e noutra e faça uma "pausa para reflexão"!




É este o papel dos Trabalhadores da Luz...
Rui Palmela

sábado, 9 de outubro de 2010

OSKAR SCHINDLER - VALE A PENA RECORDAR


Oskar Schindler foi um homem célebre pela sua audácia e coragem de ter salvo mais de 1.200 judeus do Holocausto, tal como Irena Sendler falecida no dia 12 de Maio de 2008, com 98 anos de idade, conhecida também pela sua bravura de ter salvo mais de 2.500 crianças no gueto de Varsóvia, não esquecendo também Nicholas Winton que resgatou 669 crianças dos campos de concentração nazi na antiga Tchecoslováquia.

Também Aristides de Sousa Mendes (o “Schindler portugês”) e o brasileiro Luis Martins Souza Dantas, ambos diplomatas em França no tempo da 2ª Guerra Mundial, salvaram dezenas de milhares de judeus perseguidos pelos Nazis ao conceder vistos de suas Embaixadas para seus paises.

Todos merecem ser recordados, em especial Oskar Schindler que era um rico empresário alemão que chegou a fazer parte do Exército Nazi e aproveitou esse facto para proteger muitos judeus colocados em suas fábricas. Morreu pobre num hospital em Hildesheim no dia 9 de outubro de 1974, com 66 anos de idade. Foi enterrado no cemitério cristão no Monte Sião em Jerusalém com honras de herói e é visitado ainda hoje por muitos judeus que foram salvos por ele e lhe prestam homenagem todos os anos.

A sua história foi contada num livro por Thomas Keneally e, posteriormente filmado por Steven Spielberg em “A Lista de Schindler” ,considerado pela crítica uma “obra-prima”, apontado entre os dez melhores filmes da história de Hollywood, vencedor de um Óscar em 1994. O ponto alto do filme mostra Schindler tentando salvar o máximo de seus empregados judeus e suas familias, usando para isso toda a sua fortuna. 

''Aquele que salva uma pessoa, salva o mundo inteiro'', foi a frase usada na campanha do filme. Ela não deixa de ser verdade, tendo em vista o número de pessoas que estão hoje vivas entre sobreviventes e seus descendentes, graças à lista do industrial alemão.

Pessoalmente já vi o filme e chorei, fazendo aqui hoje este artigo em sua memória que mereceria até o título de “Um anjo na Terra” que vale a pena recordar...

Rui Palmela

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A REPUBLICA, O REGICIDIO E O PANTEÃO NACIONAL



Faz hoje 100 anos  que se comemora a implantação da República em Portugal que foi o resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português que destituiu a Monarquia Constitucional no dia 5 de Outubro de 1910 para dar ao povo direitos, liberdades e garantias de uma vida melhor, porém 100 anos depois e após a queda do “Estado Novo” (o regime salazarista) em 25 de Abril de 1974, o Povo continua à espera de melhores dias e verifica-se que os ‘donos’ da “Democracia” são neo-liberais numa “República Burguesa” onde os politicos enriquecem como a Realeza e falam de Igualdade e Justiça Social.

Mas recuando 100 anos atrás, vale a pena conhecer um pouco da história como tudo começou no Regicídio (assasinato do Rei) no dia 1 de Fevereiro de 1908 na Praça do Comércio (ou Terreiro do Paço em Lisboa) que marcou profundamente a história da Monarquia no país, uma vez que dele resultou a morte do Rei D.Carlos e do seu filho herdeiro, o Príncipe D.Luís Filipe, terminando assim 750 anos de dominio real desde a Fundação de Portugal.

O atentado ficou a dever-se ao progressivo desgaste do sistema político português na época em que, tal como agora, havia uma alternância de dois partidos no Poder: o Progressista e o Regenerador, fazendo lembrar o Socialista e o Social-Democrata.

O Rei, como árbitro do sistema político (tal como o Presidente da República hoje) havia designado João Franco para o lugar de Presidente do Conselho de Ministros, chefe do Governo. Este, dissidente do Partido Regenerador, solicitou ao Rei o encerramento do Parlamento para poder implementar uma série de medidas com vista à moralização da vida política. Com esta medida acirrou-se toda a oposição, não só a republicana (bastante activa em Lisboa), mas também a monárquica, liderada pelos políticos rivais de Franco.

O Rei tornou-se então no alvo de todas as críticas, que acusavam Franco de governar em Ditadura. A questão dos Adiantamentos à Casa Real (regularização de dívidas régias ao Estado) e a assinatura do Decreto de 30 de Janeiro de 1908, que previa a expulsão sumária para as colónias dos envolvidos numa intentona republicana ocorrida dois dias antes, precipitaram os acontecimentos.

O Rei, a Rainha e o Príncipe Real encontravam-se na altura em Vila Viçosa, no Alentejo, onde costumavam passar uma temporada de caça no inverno. Os acontecimentos acima descritos levaram D. Carlos a antecipar o regresso a Lisboa, tomando o comboio na estação de Vila Viçosa, na manhã do dia 1 de Fevereiro. A comitiva régia chegou ao Barreiro ao final da tarde, onde tomou o vapor com destino ao Terreiro do Paço, onde desembarcaram por volta das 17 horas da tarde. Apesar do clima de grande tensão, o rei optou por seguir em carruagem aberta, com uma reduzida escolta, para demonstrar alguma normalidade.

Enquanto saudava a multidão presente na Praça, a carruagem foi atacada por vários disparos. Um tiro de carabina atravessou o pescoço do Rei, matando-o imediatamente. Seguiram-se vários disparos, e o Príncipe Real conseguiu ainda alvejar um dos atacantes, sendo em seguida atingido na face por um outro disparo.

O infante D.Manuel é também atingido num braço. Dois dos regicidas, Manuel Buíça, professor primário expulso do Exército e Alfredo Costa, empregado do comércio e editor de obras de escândalo, são mortos no local. Outros fogem. A carruagem entra no Arsenal da Marinha, onde se verifica o óbito do Rei e o do Herdeiro do Trono.

O infante sobrevivente ao atentado, D.Manuel II, reinaria até 1910. Após o atentado, o Governo pediu a demissão de João Franco, que não impedira a morte do Rei. O Governo "de Acalmação" lançou um rigoroso inquérito que ao longo de dois anos se veio a apurar que o atentado fora cometido por membros da Carbonária (que se diz ligada á Maçonaria), que pretendia liquidar a Monarquia. O processo de investigação estava concluído nas vésperas do 5 de Outubro.

Entretanto, tinham sido descobertos mais suspeitos no Regicídio, um dos quais Aquilino Ribeiro, Virgílio de Sá, Domingos Fernandes, entre outros. Alguns dos elementos estavam refugiados no Brasil e em França, e dois pelo menos foram mortos pela própria Carbonária. O regicídio acabou por abreviar a monarquia ao colocar no trono o jovem D.Manuel II e lançando os partidos monárquicos uns contra os outros, com gáudio dos republicanos.

A Europa ficou revoltada com o atentado ao Rei D.Carlos, pois este era estimado pelos restantes chefes de estado europeus.

Toda esta história que aqui coloquei tem por finalidade levantar uma questão que me parece pertinente, pois houve recentemente a trasladação do cadáver de Aquilino Ribeiro (um dos implicados na intentona) que foi retirado do cemitério dos Prazeres onde esteve durante 44 anos para ser colocado no Panteão Nacional. O pedido foi feito por alguns interessados que ficaram satisfeitos com a autorização do governo socialista que procedeu à cerimónia oficial e tudo. Não estiveram presentes membros da Monarquia por motivos óbvios.

Perante este facto, faço aqui a seguinte pergunta como cidadão português: Porque é que Aquilino Ribeiro mereceu honras de Estado e ocupou um lugar no Panteão Nacional onde supostamente só deverão estar figuras dignas de relevo (não de criminosos claro) que merecem ser lembradas na História de Portugal? Será que foi apenas por ser um grande romancista ou escritor? Não o mereceriam por isso outros bem maiores do que ele?

Que se pretendeu mostrar com este tipo de ‘provocação’ na vigência do Governo Socialista do século XXI em que o próprio Presidente da República Dr. Cavaco Silva (da Social-Democracia), juntamente com o 1º Ministro José Sócrates (Socialista) e o Presidente da A .R. Jaime Gama assinaram todos por baixo?

Fica aqui esta questão.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

domingo, 3 de outubro de 2010

A CRISE EM PORTUGAL - O POVO PAGA!



Foram anunciadas recentemente ao país mais um pacote de medidas de austeridade que os portugueses, já sacrificados com medidas anteriores, têm de apertar ainda mais o cinto, e não fica por aqui...

A justificação do sr. 1º Ministro José Sócrates (o pior governante que Portugal tá teve até hoje), é de que tem de se reduzir drasticasmente a despesa do Estado que ele já não controla de modo nenhum, pedindo mais sacrificios a quem não deve (ao povo em geral que é sempre o mesmo a pagar as crises da má governação) e devia pedir sim aos mais priveligiados que não sentem a crise nos fartos rendimentos que usufruem, seja no sector público ou privado.

CORTAR NA DESPESA - QUAL?

Com efeito, o governo resolveu agora 'cortar' nos salários dos funcionários públicos acima de determinado escalão, tendo deixado de lado as pensões de reforma milionárias  (o que não se compreende), ao mesmo tempo que compra carros de luxo para Ministros e gasta à "vara larga" com Deputados (demasiados) na Assembleia da República cujas despesas de orçamento estão publicadas no Diário da República nº 28 – I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010, tal como a seguir se indica:

RESOLUÇÃO Nº 11/10

1 – Vencimento de Deputados ………………........ 12 milhões 349 mil Euros
2 – Ajudas de Custo de Deputados……………....... 2 milhões 724 mil Euros
3 – Transportes de Deputados ……………….......... 3 milhões 869 mil Euros
4 – Deslocações e Estadas ……………………....... 2 milhões 363 mil Euros
5 – Assistência Técnica (??) ………………….......... 2 milhões 948 mil Euros
6 – Outros Trabalhos Especializados (??) ……....... 3 milhões 593 mil Euros
7 – RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA……............... 961 mil Euros
8 – Subvenções aos Grupos Parlamentares…………….......... 970 mil Euros
9 – Equipamento de Informática ………………........ 2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos (??) …………………........ 2 milhões 420 mil Euros
11- Edificios …………………………………............. 2 milhões 686 mil Euros
12- Transfer’s (??) Diversos (??)………………...... 13 milhões 506 mil Euros
13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. …....... 16 milhões 977 mil Euros
14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS ….73 milhões 798 mil Euros

Em resumo, o total da DESPESA ORÇAMENTADA para o ano de 2010, é de € 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) – Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 – 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.

Segundo isto, cada deputado custa ao País, cerca de 700.000 Euros por ano. Ou seja cerca de 60.000 Euros mês, o que é demasiado para um país em Crise mas não para todos, claro!

Fica aqui mais esta questão.

Ponto final. Pausa para reflexão!

Rui Palmela

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