A realidade no meu país hoje é esta: muitas escolas estão abrindo ao fim de semana para matar a fome a muitos alunos que nada têm para comer em casa e até levam seus irmãos mais pequenos para comerem também.
Muitas familias estão passando mal em Portugal, havendo também muita gente fazendo fila às portas dos Centros de Emprego onde passam a noite (ao relento) para serem os primeiros a serem atendidos quando abrem pela manhã.
Há mesmo muitos portugueses desempregados comendo somente uma vez por dia e é cada vez maior o número de pessoas recorrendo ao Banco Alimentar ou Instituições de solidariedade social para matar a fome em Portugal.
Entretanto o governo vai cortando ainda mais nos subsídios de desemprego, nos Abonos de Familia, congelando salários e pensões baixas , etc., mas permitindo um autêntico ‘regabofe’ de fortunas que se fazem à conta da 'Crise' onde não se corta nada dos lucros fabulosos da Banca e Empresas Públicas que distribuem seus dividendos de milhões de euros pelos accionistas que pouco se importam com o grave problema social da fome, da miséria e da pobreza que vai aumentando em Portugal.
Também não corta muito no despesismo dos seus Ministérios, nem da Assembleia da República, onde centenas de Deputados (da Esquerda à Direita) são bem pagos pelo Estado, por todos nós, que os vemos degladiarem-se uns aos outros numa luta pelo poder onde se instalam e enriquecem em poucos anos, gozando de mordomias e privilégios que não querem perder. Na verdade “se não há pão, não devia haver circo também”, como já diz alguém.
Falta efectivamente uma verdadeira Consciência Nacional e uma responsabilização dos governantes que continuam enganando o Povo por altura das Eleições fazendo promessas que nunca se cumprem e ficam impunes pelas suas incompetências ou atribuições. Nisso concordo com a nova ideia do lider do maior partido da Oposição que exige que os politicos futuramente respondam pelos seus erros não só politicamente, mas civil e criminalmente, pois doutro modo nunca haverá uma responsabilidade dos que (des)governam e saiem deixando o país endividado, se afundando, sem prestar contas a ninguém. Basta darem o ‘salto’ e pronto, muitas vezes até arranjando melhores ‘tachos’ onde engordam seus salários (como foi o caso de Durão Barroso e António Guterres) enquanto deixam na miséria milhares de familias portuguesas que confiaram neles.
Está na hora pois de moralizar toda esta situação, e o actual 1º Ministro de Portugal devia ser já o primeiro a ser julgado e responsabilizado para servir de exemplo aos que querem chegar aos altos cargos da Nação.
Pausa para reflexão!
Rui Palmela






