Porreiro, pá!
Ouvi hoje a triste noticia de que vão ser penhorados 186.000 salários de pessoas que ficaram devendo ao fisco e se vêm confrontadas agora com maiores dificuldades pelo aumento do Desemprego em que um dos conjuges deixou de trabalhar e até mesmo o salário de outro está sendo penhorado.
Comparo o meu país a uma casa onde o “Chefe de Familia” devia saber zelar pelo bem-estar de todo o seu agregado familiar (o povo), mas infelizmente temos um “pai tirano” que tira o pão e gasta o que não pode, batendo depois nos filhos quando as coisas não lhe correm bem e recorre à “violência doméstica” e devia ser julgado pelos seus actos independentemente de ser ‘casado’ ou não com a República (simbolizada por uma mulher de seios expostos) que ‘amamenta’ todos mas é maltratada pelos que com ela se deitam e a exploram até à exaustão. Esses têm um nome feio que o povo bem conhece mas não reproduzo aqui para não ferir susceptibilidades e fico pela minha comparação.
O sr. 1º Ministro (o Chefe do Governo) anunciou hoje mais medidas de austeridade para cumprir os 'planos' de redução do déficit exigidos pelos chefes europeus que decerto pesarão ainda mais nos portugueses que já estão cheios de dificuldades e não conseguem mais pagar suas contas e vão sendo despojados de seus bens, coisa que não sucede aos governantes e Deputados da Nação com seus salários garantidos e bem pagos pelo povo que se vai indignando e revoltando pelas falsas promessas feitas de eleição em eleição. Injustiça e desigualdade social é que mais se assiste neste tempo de ‘crise’ em Portugal
Considero tudo isso uma autêntica ‘agressão doméstica’ violenta que devia ser julgada e condenada por todos os homens e mulheres desta ‘Casa’ portuguesa que está ficando à mercê de gente sem alma e sem coração que sacrifica seus filhos de forma cruel e despudorada, ficando impunes, sorrindo sempre como demónios que fazem maldade, desumanos, insensíveis, indiferentes aos que passam dificuldade, continuando fazendo o mal mas nunca sendo responsabilizados pela sua desgovernação.
Já agora, vai uma canção...
Já agora, vai uma canção...
e pausa para reflexão!
Rui Palmela







