Hoje quero falar de algo que não posso calar dentro de mim face ao país onde vivo e que está atravessando uma grave crise nacional que os responsáveis do poder não souberam evitar, antes nos andaram a enganar.
Ainda hoje, no momento em estou escrevendo este artigo, decorre um congresso do partido do governo (o P.S.) onde seu líder José Sócrates é aplaudido pelos militantes e amigos elogiando seu mandato de 1º Ministro demissionário que levou o país ao pior endividamento de sua história e uma taxa de Desemprego de que não há memória, sendo essa a realidade que se vai mostrando num canal de televisão (a SIC) que fez uma reportagem sobre a miséria e pobreza do país (real) com tanta gente a passar mal.
Não, não falo dos que ainda podem viajar até ao Algarve e enchem hotéis que felizmente vão facturando e sobrevivendo à custa de algumas promoções. Falo daqueles (da própria classe média) que recorrem a instituições pedindo ajuda para comer e pagar suas dividas (àgua, luz, gás) muitos sendo expulsos de suas casas por já não conseguirem pagar a mensalidade ao banco, e os idosos que deixam suas magras pensões nas farmácias que vão fiando até onde podem e os que ficam internados nos hospitais por não terem condições para viver em casa, etc. E as muitas crianças que passam fome, comendo só a refeição do dia que dão na escola... Enfim, é esta a realidade que falo do meu país!
Enquanto isso, o chefe do governo socialista sempre negou que o país estivesse tão negro assim e o pintou cor-de-rosa, fazendo vivermos num país virtual cada vez mais adiado por estar empenhado até aos ossos carecendo agora de uma ajuda externa (do FMI) cujo pedido foi formalizado em 7-4-2011 por aquele mesmo José Sócrates que sempre negou que fosse preciso por arrogância politica de seu desgoverno e só o decidiu tardiamente por Portugal se encontrar à beira da insolvência (bancarrota).
Pior ainda é haver quem acredite nele apesar de já ser conhecido por “mentiroso compulsivo” e o povo saber que se tornou num “animal politico” perigoso, vaidoso, prepotente, arrogante e impulsivo, incapaz de reconhecer seus erros e negar tudo o que vem sendo acusado e devia ser responsabilizado.
Mas não, a Constituição é omissa sobre uma lei que penalize os governantes de Portugal que governam mal e por isso eles revezam-se entre si no quadro de apoios politico/partidários onde se protegem no poder, legislando a seu favor, rodeados por amigos e parentes que promovem para cargos públicos ou instituições onde se mantêm distantes das crises e dos reais problemas das populações.
Em tudo isto vejo descontentamento geral dos cidadãos angustiados e revoltados que falam contra os politicos da Nação que não gozam de boa fama por venderem sonhos ás pessoas que se tornaram em pesadelos e autêntica desilusão. Não têm vergonha e todo o mundo é seu, voltando a ser candidatos ao poder onde sairá mais uma fornada nas próximas eleições.
Fica aqui mais esta dissertação,
Pausa para reflexão!
Rui Palmela








