Em toda a minha vida de ser humano que busca conhecimento e entendimento da Verdade (aquela que liberta do erro e da ignorância, do medo e da falsidade), tenho percebido que tem um preço a ser ajustado à medida que se toma a consciência de ser livre e/ou se vive de conformidade. Desde logo, nos confrontamos com os que sendo limitados pelas suas crenças e convicções pessoais nos questionam pelo que somos e fazemos imbuidos no espírito justo das causas universais.
Surgem por isso os primeiros confrontos de ideias ou lutas dialéticas (muitas vezes inglórias) que desfazem muitos laços de supostas amizades entre os humanos que se definem em sua verdadeira condição e se formam juizos, os mais diversos, sobre quem tenha a consciência de ser livre ou não segue nenhum curso doutrinário (politico, filosófico ou religioso) e sim apenas a luz interna na senda do coração.
A Internet, meio de comunicação importante no século XXI, que muitos utilizam para o bem e outros para o mal, tem servido para os mais diversos fins, inclusive para a formação de consciências por um mundo melhor, com mais verdade e mais amor. Esse é o lado bom e verdadeiro, de que sou fervoroso adepto, porém é aqui que surgem também os maiores confrontos dos que lutam por uma mesma causa embora por métodos ou sentidos diferentes, nem sempre convergentes. Formam-se mesmo novas ‘cruzadas’ do Conhecimento, entre o velho e o novo, que fazem lembrar as mesmas lutas de outro tempo, embora disfarçadas de falsa tolerância e compreensão.
Há mesmo os que gostariam de cortar a ‘raiz’ do pensamento, crucificando as novas correntes (“new age” ou outras) que avançam noutro nível de mentalidade ou de entendimento da verdade, vislumbrando o futuro com outro rumo bem diferente do que segue a Actualidade. E os que sendo ‘prisioneiros’ ou cativos das ordens dos templos e das religiões atiram pedras aos pensadores livres que voam acima de suas cabeças, tentando derrubá-los por maldade, inveja, ciúme, ou outro sentimento baixo que os prende ao chão. Quando não conseguem, julgam-nos mal por isso arranjando sua própria justificação!
A consciência de ser livre tem efectivamente um preço que só poucos conseguem pagar ou suportar, pois requer muito sacrifício e confiança para se ir em frente, muitas vezes só, como um “Fernão Capelo Gaivota” que não fazendo mais parte do “bando” volta ao meio dele para cumprir seu papel de compromisso com a luz duma Nova Realidade. Seus opositores nada mais podem contra ele, pois é um espirito livre da “Grande Gaivota” que tudo observa do Alto da Eternidade.
Rui Palmela





