Vem a propósito este assunto da alimentação saudável cada vez mais urgente na Humanidade pelo facto de estar a aumentar as doenças cardiovasculares nos paises onde se perdeu a cultura da “dieta mediterrânica” onde Portugal se integra mas a globalização alterou os bons hábitos alimentares que as pessoas mantinham.
Actualmente começa cada vez mais cedo a alimentação nociva de jovens e adultos que abraçaram a “fast-food” e fizeram da Mcdoanlds o seu refeitório preferido onde os hamburgers, as batatas fritas e a coca-cola se tornaram na dieta de todos os dias, apesar dos alertas insistentes de médicos e nutricionistas que apontam o dedo a quem devia investir mais na Saúde das pessoas tomando medidas a vários níveis.
Afinal, porque se tornou a “Dieta Mediterrânica” Património Mundial da Humanidade? Na verdade houve um reconhecimento oficial por parte da UNESCO de que este regime alimentar é um dos mais saudáveis a par da dieta macrobiótica e vegetariana, pois sua base são os cereais, os vegetais, as leguminosas, os frutos, as oleaginosas, o azeite como gordura principal, os lacticíneos (como o queijo e o iogurte natural - não açucarados claro), algum peixe e ovos (não mais do que 1 por semana) e pouco mais. As sopas de legumes entram neste cardápio completo de uma alimentação sã que se perdeu nas últimas décadas e proliferam outras dietas que se introduziram em Portugal.
Portanto, deveria o Ministério da Saúde e da Educação começar a agir reeducando as pessoas, particularmente os jovens, a fim de tornar o povo mais saudável e não um país de doentes como se tem verificado, pois metade da população é hipertensa e os AVC, a diabetes, os problemas de coração, as doenças oncológicas, etc. têm vindo a aumentar nos últimos anos.
Quanto a isto ando a ‘pregar no deserto’ há muito anos e até tenho constatado que os chamados “médicos de familia” estão mal informados ou pouco sensibilizados a esclarecer seus pacientes no sentido de mudar sua dieta para melhor. Antes pelo contrário, muitos até acham que a carne é necessária à saúde dos idosos, como foi o caso de minha mãe com 87 anos, sem dentes, que foi aconselhada por uma determinada médica do hospital de Setúbal a comer de tudo o que lhe apetecesse, inclusive carnes vermelhas que ela não consome há muito tempo. Na óptica da srª doutora minha mãe está errada, mas penso que a médica devia tirar primeiro um curso de Nutrição para poder exercer sua profissão.
Mas voltando à questão da “Dieta Mediterrânica”, aqui ficam algumas indicações que naturalmente não são precisas para pessoas mais antigas que não se deixam influenciar por teorias vãs e pela publicidade enganosa da sociedade de consumo que precisa rever seus interesses em prol de um mundo melhor com gente mais saudável e feliz:
Eliminar carnes e derivados da alimentação, preferir o peixe e ovos (não mais do que 1 por semana) e ‘abusar’ dos legumes, dos vegetais, das saladas, comer fruta da época evitando as tropicais durante o inverno, dar preferência aos iogurtes e um pouco de queijo magro em vez do leite de vaca, consumir leite de soja em sua substituição por não conter lactose e resolver muitos problemas respiratórios das crianças com alergias.
Evitar os fritos e refugados, optar pelos alimentos cozidos e grelhados. Utilizar pouco sal na alimentação e ter esse cuidado até no consumo de pão que é dos mais salgados do mundo, apesar dos padeiros já serem obrigado a reduzir para metade. O Azeite Extra Virgem (com menos de 1º de acidez), é dos melhores temperos que se pode utilizar em cru, não colocando na panela a cozinhar com a sopa e sim acrescentar no fim depois de feita.
São estes alguns conselhos que deixo aqui em traços gerais para os que querem iniciar uma dieta mais saudável e gozar de melhor saúde e poupar na farmácia. Afinal, os tempos de crise obrigam a isso...
Rui Palmela,
(Vegetariano há mais de 30 anos)