Escolhi hoje este título para dissertar um pouco sobre os homens e suas religiões que infelizmente se dividem em nome de Deus quando deveriam servir para os aproximar e não desunir pelas diferenças culturais que existem a ponto de não se tolerarem uns aos outros pelo fundamentalismo ou fanatismo religioso que ainda persiste no nosso tempo, levando a ódios e violências entre pessoas nalguns paises onde se extremizam as posições com mortes e derramamento de sangue em nome de suas convicções.
A verdade, porém, é que no céu não há religiões e ninguém chegará ao ‘Paraiso’ desse modo, tendo de sofrer aqui na Terra as consequências de seus actos (nesta ou noutras vidas) por várias gerações. Quem semear a doutrina da violência e não do coração, decerto colherá o fruto amargo de sua falsa fé na hora da passagem para outra dimensão. Todos os que crêm verdadeiramente em Deus, não odeiam nem matam seus semelhantes convencidos de que lhe estão prestando um bom serviço como aconteceu no tempo da ‘Cristianização’ e da Inquisição e ainda hoje pela chamada “Guerra Santa” dos radicais do Islão que assassinam pessoas sem dó nem piedade por actos terroristas, seja com armas na mão ou atentados bombistas, nada disso tendo a ver com os Mandamentos de Deus a quem se faz tantas orações mas com tanto ódio nos corações.
Está na hora, pois, de corrigir todos os erros e males cometidos em nome das Religiões e cultivar o bem que todas têm unindo esforços no sentido de salvar esta Humanidade que está passando por “tempos difíceis” que os profetas falaram e alertaram para a necessidade de uma cultura de Paz, Amor, Verdade e União, como única forma de sobreviver ás catástrofes e calamidades do nosso tempo que estão sobrevindo à nossa civilização.
Tudo depende dos comportamentos humanos neste “final de ciclo” da Terra de que se dará início a uma Nova Era depois dos dias de grande atribulação. Muitos que partirem deste Mundo, ligados à sua religião, decerto não encontrarão as ‘primícias’ do Paraiso como julgam e sim talvez tenham de enfrentar um “Tribunal de Juizo” no Além onde serão avaliados pelos seus actos e prejuizos a outrém, pouco importando que seja crente ou ateu, cristão ou judeu, budista ou muçulmano, hindu ou tibetano. No céu não há religiões e sim Paz Amor e Comunhão, sendo este um estado da alma (nirvânico) que se deve alcançar em qualquer dimensão!
Pausa para reflexão!
Rui Palmela





