A O.M.S. calcula que cerca de 150 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de asma e este número tende a aumentar. Em Portugal o número de asmáticos é de um milhão, tendo duplicado na última década, sendo já a 3ª causa de morte no país depois das doenças cardiovasculares (com AVC’s à cabeça da lista) e cancro.
A medicina convencional atribui suas origens a vários factores, como pólens das flores, ácaros do pó, pêlos de animais, poluição do ar, choques emocionais, etc., mas só poucos associam este problema ao consumo de leite de vaca que tanta gente consome a vida inteira como se fossem bezerros que nunca atingem o estado adulto.
O facto é que a asma tem vindo a aumentar sobretudo nas crianças e muitos pais que deixaram de dar este suposto “bom alimento” aos seus filhos resolveram o problema tão simplesmente substituindo por leite de soja obtendo bons resultados e isto não é revelado publicamente por motivos óbvios. Então opta-se por tratamentos e mais tratamentos (normalmente corticoides ou bronco-dilatadores) que prejudicam ainda mais o organismo das crianças (e adultos) a fim de ‘controlar’ os sintomas da doença com as crises de falta de ar que tantas vezes leva aos serviços de urgência hospitalares.
É evidente que vivemos numa Sociedade de Consumo que não se compadece com a saúde e qualidade de vida das pessoas, sendo a doença o negócio mais rentável que deixaria de existir se toda a gente fosse mais saudável. Por isso há que manter as coisas como estão, mesmo que os custos sejam elevados para os governos que nada sabem (ou não querem saber) que a maior parte das doenças estão associadas aos maus hábitos de alimentação, muito mais do que a poluição.
Nos EUA, por exemplo, o número de asmáticos triplicou nas últimas décadas e não é difícil perceber porquê. São o povo que mais mal come no mundo e o consumo de lacticínios é sumamente exagerado, já não falando dos alimentos hipercalóricos (doces e gorduras) que os faz ser os mais obesos do planeta, agravando ainda mais o problema de asma e falta de ar.
Enfim, pouco adianta criar um dia mundial para cada doença apenas para serem lembradas ou combatidas se não forem verdadeiramente evitadas. O ser humano é de facto a espécie mais ‘inteligente’ do planeta e também a mais doente por viver de forma tão negligente ou incoerente.
A civilização no futuro não seguirá mais certamente os mesmos erros e desregramentos que são a causa mais directa de tantos males e sofrimentos. Até lá resta aos mais atentos e conscientes irem dizendo o que pensam sobre a situação e darem seu melhor contributo ao mundo vivendo mais de acordo com a sua humana e verdadeira condição.
Pausa para reflexão!
Rui Palmela




