terça-feira, 11 de março de 2008

O HOMEM MAIS FELIZ DO MUNDO



Seu nome é Matthieu Ricard, nascido em França, budista por convicção e o único entre centenas de voluntários num estudo científico ao cérebro que não só alcançou a máxima qualificação de felicidade previstas pelos métodos científicos, como superou por completo o "felizômetro", um aparelho ao qual aceitou ligar-se com 256 sensores no crânio, criadores de imagens por Ressonância Magnética Funcional, que permitiram verificar uma actividade supra normal de grande equilibrio mental e emocional. Numa escala que variava entre +0.3 a -0.3 (beatífico) os resultados de M.Ricard situaram-se fora da mesma por mais de -0.45. Foi a primeira vez no mundo que isto aconteceu!!!

Ele é, no entanto, um indivíduo que vive numa cela de dois por dois num Mosteiro, não é dono de nenhuma empresa petrolífera de sucesso nem executivo de nenhuma das companhias da Fortune 500, não vive dependente do telefone ou telemóvel, não tem nenhum iate nem conduz um BMW ou Rolls Royce, não veste roupas de Armani nem Hugo Boss, desconhece o efeito do Prozac e do Viagra, não toma drogas como o “êxtasi” ou outras para ter extases, nem sequer toma uma Coca-Cola.

Em suma: O homem mais feliz do planeta é um homem que prescinde de dinheiro, competição profissional, vida sexual, e popularidade.

O paradoxo do caso não é o facto de ser um homem tão feliz e sim como chegou a sê-lo desprendendo-se de tudo aquilo que a maioria das pessoas faz para alcançar um pouco de ‘felicidade’, ou seja: posses, bens materiais, dinheiro, poder, etc... Não, não é isso que Matthieu Ricard procurou e sim até desprezou. No entanto, ele ainda fez doutoramento em genética molecular e trabalhou ao lado do prêmio Nobel da Medicina, Francois Jacob, além de ser filho de Jean François Revel, um famoso filósofo e membro emérito da Academia Francesa, recentemente falecido.

Com o mundo do sucesso à sua frente, e a ponto de converter-se num eminente cientista, Ricard escolheu outro caminho fortemente impressionado pela riqueza da filosofia oriental. Dedicou-se então à meditação, tornou-se discípulo do mestre tibetano Dilgo Rinpoche, foi para o Himalaia, adoptou o caminho dos monges, e iniciou uma nova vida partindo do zero.

Hoje é um dos maiores estudiosos dos clássicos tibetanos, é assessor e braço direito do DALAI LAMA e tem doado milhões de euros - produto da venda da publicação de seus livros - a mosteiros e obras de caridade, como por exemplo a construção de dezasseis clínicas e sete escolas, incluindo uma para oitocentas crianças. Todo este trabalho foi realizado nos distritos desesperadamente pobres situados a grande altitude nos Himalaias. Para além disto, Matthieu Ricard foi responsável pela construção de orfanatos, programas para várias centenas de idosos e sete pontes.

É isto que faz verdadeiramente Matthieu Ricard ser um homem feliz e realizado, tal como outras grandes figuras do nosso tempo, cada uma sendo feliz do seu modo a praticar o bem neste Mundo onde o egoismo, o materialismo e o consumismo toma conta da alma humana prendendo-a cada vez mais ao grande Mundo de Ilusão (Maya).

Claro que ele, o mundo material existe, é real para todos nós que precisamos de labutar para sobreviver e desfrutar do melhor modo possivel as delícias desta vida que Deus nos deu para Viver, mas o problema é não o sabermos fazer como deviamos e andamos sim mais preocupados para ter e não para Ser.

Tudo isso origina grandes ansiedades e lutas durante a vida que levam a uma enorme competição para conseguir coisas que nem sempre são as melhores, originando grandes desgastes ou dispêndios de energia (física mental e espiritual), levando a erros e desregramentos causadores de inúmeros sofrimentos. O resultado final nem sempre é o melhor e acaba quase sempre dum modo muito triste para a pessoa que parte cansada desta vida atribulada.

Por isso, todos beneficiariam dum modo de vida mais são e verdadeiro se não se apegassem tanto às coisas efêmeras duma vida sem sentido ou com muito dinheiro. Matthieu Ricard entendeu isso perfeitamente e seguiu noutra direcção, sentindo-se hoje o homem mais feliz do Mundo, nada tendo e tudo possuindo...

Fica aqui mais esta dissertação, com a habitual

“Pausa para reflexão”!

Rui Palmela

5 comentários:

  1. Que linda e maravilhosa oportunidade temos ao tomar contato com um ser humano de tão especial estatura!
    Obrigada,
    Maria da graça

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  2. Muito bonita sua atitude, hoje em dia não valorizamos muito as coisas que temos,mas ele valoriza o que tem felicidade....

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  3. Belo artigo, lê-lo foi uma alegria!
    Obrigada Rui Palmela.


    Estes são exemplos de valor que deveriam ser mostrados nos meios de comunicação - o empenho dos homens quando desejam e criam boas obras - na televisão só mostram aquela amalgama de notícias e de programas sem conteúdo que é para ajudar as pessoas 'desocupadas' a passarem o tempo.

    Mostrado este e outros exemplos, que impacto teriam?
    Quantos de nós seriam por fim motivados a ouvir sua voz interior?! Libertando-se do cascão 'ego' para envergar as finas vestes de Luz!

    Infelizmente muitos de nós ainda não estão preparados... Ainda há aquela classe que se dizem espirituais, rezando à classe de Espíritos Superiores de Luz para pedir-Lhes favores que vão ao encontro daquilo que tomam pelo 'bem' nas suas vidas. Contudo os seus hábitos repetem-se dia para dia, e o seu querer está longe de abandonar a vidinha confortável que sempre levaram - cheia de VAZIO - acreditando que são momentâneamente felizes ou que sê-lo-ão no futuro... pois o seu desejo é ganhar o prémio do euromilhões, chafurdar em sexo, comer como se não houvesse amanhã, gastar dinheiro em futilidades para melhor exibirem a vaidade dos seus egos, consumindo mais implica mais poluição para o planeta - esquecendo-se que existem outras espécies (humanos e animais) que também vivem nesta terra... e o melhor vem no fim, desacreditam que exista no Universo vida superior à sua, e caso haja, serão alvos para abater - não vão eles colonizar-nos!

    Quanta desgraça se avizinha para por fim, se possam mudar os velhos hábitos!


    Até à próxima.

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  4. Tem razão na sua apreciação,querida amiga Ana Ferreira, concordo com suas palavras e fico grato pela sua participação.

    Abraço fraterno e até à próxima!

    RP

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