quinta-feira, 12 de março de 2009

A CULTURA DA VIOLÊNCIA


Mais uma notícia chocou o mundo devido ao crime de violência extrema praticado por um jovem de 17 anos numa escola em Winnenden, na Alemanha, disparando indiscriminadamente sobre vários alunos e professores, deixando um rasto de morte que enlutou várias familias. Depois apoderou-se de um carro e meteu-se em fuga, tendo sido abatido numa troca de tiros com a policia ou se suicidado a 40 km do local.

Há 7 anos atrás um outro jovem, de 19 anos de idade, alvejou também mortalmente 16 pessoas numa escola secundária em Erfurt no mesmo país (Alemanha), sendo 12 professores, uma secretária, dois estudantes e um agente da polícia, antes de se ter suicidado.

Outros casos sucederam nos EUA (em 1997), onde um jovem de 14 anos matou 3 colegas e ferindo outros cinco numa escola em Paducah (Kentucky), disparando sobre eles. Também dois jovens de 12 anos disparam contra alunos e professores de uma escola em Jonesboro (Arkansas), matando quatro meninas e uma professora.

Em Abril de 1999, dois jovens de 17 e 18 anos de idade, armados com revólveres e mais de 30 bombas artesanais, causaram pânico num colégio em Littleton (Colorado), matando 12 alunos e um professor antes de se suicidarem.

Em Dezembro de 2007, um outro jovem de 19 anos, armado de uma AK-47, abre fogo num centro comercial de Omaha no Nebraska, matando oito pessoas, suicidando-se a seguir.


Enfim, estes e muitos outros relatos de violência extrema chegam e sobram para demonstrar que existe uma cultura de violência na nossa Sociedade onde muitos jovens absorvem aquilo que ela oferece e os mais problemáticos ou descontrolados acabam por cometer crimes hediondos num momento menos bom de suas vidas.

Lembro-me dumas palavras de uma norte-americana (filha de Billy Graham, um consultor espiritual de vários Presidentes dos EUA) que atribuia toda a violência no seu país à falta de uma “cultura de Deus” que até foi substituida por uma cultura de armas em que é mais fácil um jovem hoje adquirir um revólver numa loja de supermercado do que um maço de tabaco que é proibida a venda a menores de 21 anos.

Também há um certo receio hoje sobre os jogos de computador violentos onde quem mata mais e melhor pontaria tem, mais pontos ganha e vence o jogo (é um herói cibernético), desenvolvendo assim uma ideia de força pelo poder das armas ou da “koltura” cowboyana.

Aqui em Portugal importou-se uma nova cultura de violência nas escolas, o ‘bullyng’, que compreende todas as formas de atitudes agressivas (físicas e psicológicas) contra os mais fracos, havendo incapacidade dos Conselhos Directivos de controlar a situação, ou por negligência do governo que não dá grande importância ou atenção.

A verdade é que a Sociedade colhe tudo o que semeia no seu seio, sendo a violência forjada logo desde o princípio de várias formas, inclusive nos hábitos alimentares e vícios perniciosos incutidos nos jovens, tornando-os agressivos, superexcitados e emotivos, competindo entre eles duma forma por vezes atroz, numa cultura de vaidade onde se enaltece mais o ter e o poder, do que a simplicidade e verdade do próprio Ser.

Direi mesmo que o exemplo vem de cima, dos principais que governam as Nações, pois esses se degladiam ou se relacionam uns com os outros duma forma interesseira ou calculista, cínica ou egoista, onde a falta de humildade e simplicade anula a verdadeira Consciência da Unidade, todos querendo tirar partido ou vantagens sobre os outros, mesmo que para isso tenham de utilizar a violência das armas, das palavras, dos confrontos politicos, étcnicos, religiosos ou outros, sendo maus exemplos para as futuras gerações.

Nisto se resume a minha dissertação,

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

4 comentários:

  1. concordo a 99% consigo... menos com a parte dos hábitos alimentares... que considero sem sentido nenhum...

    Até acho prioritário proibir jogo muito violentos... sendo que a proibição por idade é completamente desrespeitada...

    Falo de lutas com armas, ganges e assim... não de luta corporal, mesmo que ache mais saudável praticada na vida real...

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  2. Rui Palmela13 março, 2009

    Tudo faz sentido, amigo Grifo, pois "Somos o que comemos e bebemos" (Dizia o sábio Hipócrates), sendo certo que "o alimento é vida em movimento e o seu tipo específico determina ou influi no nosso carácter e temperamento".

    De resto, "diz-me o que comes e dir-te-ei quem és", dizem os entendidos que conhecem o homem da cabeça até aos pés.

    Tenho a certeza que os jovens seriam mais pacíficos e menos temperamentais se não consumissem produtos nocivos que alteram seu raciocínio (tal como nos adultos) e contribuem para um temperamento violento, nomeadamente as carnes, alcool, drogas, açucar e pouco mais.

    Há estudos que comprovam o que digo.

    Um abraço

    Rui Palmela

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  3. a carne é fraca....deve-se comer vegetais para não se sair por aí disparando contra inocentes o sábio Hipócrates é que tinha razão ,somos o que comemos e bebemos, porém o vinho é forte.

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  4. Sim, é verdade que "somos o que comemos e bebemos", caro Anónimo, sendo certo que "o estado da nossa alma está conforme o que pensamos e fazemos", sendo o vinho bebida forte que altera os raciocínios e está associado a tantos comportamentos violentos e desgraças de familias e sinistralidade nas nossas estradas.

    Por tudo isto se devia limitar ou proibir o seu consumo em vez de se estimular as pessoas a beberem com o slogan "um copo de vinho à refeição faz bem ao coração"... num país onde o problema do alcoolismo é enorme.

    Enfim, assim vai a Nação.

    Pausa para reflexão!

    RP

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