quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A GUERRA CIVIL NAS ESTRADAS


Dados da P.S.P. e da G.N.R., relativos aos primeiros 25 dias da Operação "Viagem Segura" de 2007, que decorreu entre 25 de Novembro e 19 de Dezembro, indicam que houve sete mil acidentes com 44 vítimas mortais, 231 feridos graves (dos quais muitos acabaram por morrer certamente) e 3062 feridos ligeiros.

Para concluir este quadro negro das estradas portuguesas, a "Operação Natal" que decorreu entre 21 e 25 de Dezembro, em 4 dias apenas ocorreram 1187 acidentes de viação, dos quais resultaram 15 mortos, 36 feridos graves e 394 feridos ligeiros. O balanço no final do ano foi de menos acidentes em relação a 2006 mas com mais mortes e feridos graves.

UMA GUERRA CIVIL NAS ESTRADAS DE PORTUGAL que alguns senhores (i)responsáveis dizem com certo optimismo ter sido em "paz e pacífica" este ano em relação a igual periodo do ano passado.... É este o tipo de argumentos ou branqueamento político de um problema nacional que custa à Nação milhares de vidas humanas com o luto de tantas familias e prejuizos enormes causados com internamentos hospitalares (só em 2007 foi de 858 milhões de euros) e imobilização de muitos cidadãos que ficam estropiados ou paraplégicos para o resto da vida.

Entretanto as medidas tomadas não são eficazes quer contra o excesso de alcool dos condutores que continuam a beber e a conduzir, quer contra os excessos de velocidade e manobras perigosas que estão na origem de tantos acidentes de viação. Talvez o governo português devesse fazer como o governo espanhol que decidiu castigar com 'mão pesada', com penas de prisão efectiva, todos os transgressores além da carta retirada.

Mas penso que uma das causas de tudo isto é o facto dos automóveis terem cada vez mais cilindrada e a publicidade oferecer modelos cada vez mais potentes que os tornam autênticas máquinas de guerra nas estradas onde só é permitido circular a 120 Km/h. Na minha modesta opinião os carros deviam vir de fábrica condicionados à velocidade máxima de cada país onde fossem vendidos e não surgissem como bólides de competição. A par disto devia haver mais controle na atribuição de licenças para conduzir e as Escolas de Condução deviam incluir exames psicotécnicos para análise do perfil psicológico das pessoas inscritas, além duma disciplina obrigatória de Educação Cívica que melhorasse comportamentos dos futuros automobilistas, fazendo também uma 'reciclagem' aos mais antigos.

Quanto ao consumo de alcool, deveria haver vigilância mais apertada e tolerância ZERO para os prevaricadores que fossem apanhados a conduzir com taxa de alcoolemia acima do permitido. Enquanto não se tomarem medidas sérias e urgentes a este respeito, as estradas de Portugal continuarão a estar manchadas de sangue e serão sempre um campo de batalha campal com milhares de vítimas e prejuizos que todos pagaremos pela incúria ou negligência dos que mandam e dos que andam circulando como loucos sem cuidados ou atenção.


Pausa para reflexão!

Rui Palmela

1 comentário:

  1. Rui Palmela02 janeiro, 2008

    Segundo as estatísticas de sinistralidade nas estradas portuguesas, houve menos acidentes em 2007 em relação aos anos anteriores, mas em contrapartida houve mais mortes e feridos graves.

    As explicações são sempre as mesmas, mas ainda não ouvi ninguém dizer que uma das causas é o facto dos automóveis serem cada vez mais potentes e velozes, e a carroçaria não estar preparada para grandes embates devido à chaparia que não tem a mesma resistência dos veículos antigos que eram mais fortes e pesados e também andavam menos.

    Penso que os governos deviam exigir responsabilidades aos fabricantes de automóveis que estão contribuindo para grande mortandade nas estradas e ninguém lhes pede contas por isso.

    Fica aqui mais esta minha opinião.

    Pausa para reflexão!

    Rui Palmela

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