
“Todos nós temos que nos habituar a viver com um sentimento relativo de insegurança”... disse o Director Nacional Adjunto da Policia Judiciária (Pedro do Carmo) numa entrevista que deu à TVI, no dia 21-8-2008, afirmando ainda que não cabe ás Policias eliminar isso da vida dos portugueses que podem ser vítimas de um crime violento a qualquer momento, inclusive ele, tendo mesmo acusado o governo de não estar a investir na operacionalidade policial para maior protecção dos cidadãos. Isto é grave!
Por outro lado, o Procurador-Geral da República também prometeu pronunciar-se sobre a crescente onda de assaltos violentos a bancos e ‘carjaking’ que têm sido constantes, inclusive aquele inédito a uma viatura blindada da Prossegur que foi perseguida por 3 carros de alta cilindrada que a imobilizaram em plena estrada junto de Aljustrel, onde os assaltantes fizeram sair o condutor e o ajudante, utilizando depois explosivos militares para arrombar a porta traseira donde retiraram todo o dinheiro e se puseram em fuga.
Em Setúbal, morreu mais recentemente um proprietário de ourivesaria que foi assaltada em plena luz do dia, onde três assaltantes emcapuçados dispararam friamente sobre a vítima por esta ter acionado ainda o alarme quando se apercebeu das intenções dos individuos. Veio a falecer no hospital de S.Bernardo pelos disparos que lhe deram na cabeça.
Outros mais assaltos têm sucedido quase diariamente pelo país onde muita gente já começa a comprar armas ilegais para se defender ou andar mais segura no seu dia a dia. Tanto mais que elas (as armas) já existem nas mãos dos criminosos que as conseguem facilmente, e quando são apanhados pelo seus crimes ficam em liberdade circulando por aí inpunemente...
É esta sensação de insegurança que o governo de José Sócrates tem agravado com suas medidas de modificação ás leis do Código do Processo Penal em Portugal, soltando prisioneiros em prisão preventiva e outros que são hoje apanhados pelos seus crimes mas ficam aguardando julgamento em liberdade, tudo para poupar uns milhões enquanto tem de gastar depois mais verbas para criar corpos de policia especial para combater a criminalidade, agora sob o comando directo do 1º Ministro que fica com mais poderes apesar das críticas da Oposição. Será que ele forjou tudo primeiro para justificar esta decisão?
Enfim, uma coisa é certa, até mesmo o Director Adjunto da PJ afirmou que o facto de ter morrido recentemente um dos assaltantes numa dependência bancária, onde fizeram reféns, em que o outro acabou no hospital ferido gravemente pela policia, não sortiria qualquer efeito dissuasor para reduzir a onda de assaltos e crimes violentos, tendo mesmo referido o exemplo dos EUA onde a pena de morte não reduz a criminalidade no país. O problema é mais sério e de fundo e tem a ver certamente com a falta de controle da imigração ilegal, o Desemprego, a pobreza e miséria ou desigualdade social... e isto é cada vez mais evidente em Portugal!
Talvez nas próximas Eleições os politicos apresentem novas e reais soluções em vez de fazerem tantas promessas (falsas) de justiça e igualdade social sempre que querem votos para chegar ao Poder. E o povo continuará sempre a acreditar neles, os seus representantes, que andarão sempre seguros com seus guarda-costas ou forças policiais que lhes protegerão a vida numa qualquer situação, nunca temendo pois a ira dos portugueses que se revoltam e manifestam contra a falta de competência dos que governam e deviam proteger o povo e zelar pela Nação.
Pausa para reflexão!
Rui Palmela
