sexta-feira, 22 de agosto de 2008

TEMOS DE NOS HABITUAR À INSEGURANÇA...


“Todos nós temos que nos habituar a viver com um sentimento relativo de insegurança”... disse o Director Nacional Adjunto da Policia Judiciária (Pedro do Carmo) numa entrevista que deu à TVI, no dia 21-8-2008, afirmando ainda que não cabe ás Policias eliminar isso da vida dos portugueses que podem ser vítimas de um crime violento a qualquer momento, inclusive ele, tendo mesmo acusado o governo de não estar a investir na operacionalidade policial para maior protecção dos cidadãos. Isto é grave!

Por outro lado, o Procurador-Geral da República também prometeu pronunciar-se sobre a crescente onda de assaltos violentos a bancos e ‘carjaking’ que têm sido constantes, inclusive aquele inédito a uma viatura blindada da Prossegur que foi perseguida por 3 carros de alta cilindrada que a imobilizaram em plena estrada junto de Aljustrel, onde os assaltantes fizeram sair o condutor e o ajudante, utilizando depois explosivos militares para arrombar a porta traseira donde retiraram todo o dinheiro e se puseram em fuga.

Em Setúbal, morreu mais recentemente um proprietário de ourivesaria que foi assaltada em plena luz do dia, onde três assaltantes emcapuçados dispararam friamente sobre a vítima por esta ter acionado ainda o alarme quando se apercebeu das intenções dos individuos. Veio a falecer no hospital de S.Bernardo pelos disparos que lhe deram na cabeça.

Outros mais assaltos têm sucedido quase diariamente pelo país onde muita gente já começa a comprar armas ilegais para se defender ou andar mais segura no seu dia a dia. Tanto mais que elas (as armas) já existem nas mãos dos criminosos que as conseguem facilmente, e quando são apanhados pelo seus crimes ficam em liberdade circulando por aí inpunemente...

É esta sensação de insegurança que o governo de José Sócrates tem agravado com suas medidas de modificação ás leis do Código do Processo Penal em Portugal, soltando prisioneiros em prisão preventiva e outros que são hoje apanhados pelos seus crimes mas ficam aguardando julgamento em liberdade, tudo para poupar uns milhões enquanto tem de gastar depois mais verbas para criar corpos de policia especial para combater a criminalidade, agora sob o comando directo do 1º Ministro que fica com mais poderes apesar das críticas da Oposição. Será que ele forjou tudo primeiro para justificar esta decisão?

Enfim, uma coisa é certa, até mesmo o Director Adjunto da PJ afirmou que o facto de ter morrido recentemente um dos assaltantes numa dependência bancária, onde fizeram reféns, em que o outro acabou no hospital ferido gravemente pela policia, não sortiria qualquer efeito dissuasor para reduzir a onda de assaltos e crimes violentos, tendo mesmo referido o exemplo dos EUA onde a pena de morte não reduz a criminalidade no país. O problema é mais sério e de fundo e tem a ver certamente com a falta de controle da imigração ilegal, o Desemprego, a pobreza e miséria ou desigualdade social... e isto é cada vez mais evidente em Portugal!

Talvez nas próximas Eleições os politicos apresentem novas e reais soluções em vez de fazerem tantas promessas (falsas) de justiça e igualdade social sempre que querem votos para chegar ao Poder. E o povo continuará sempre a acreditar neles, os seus representantes, que andarão sempre seguros com seus guarda-costas ou forças policiais que lhes protegerão a vida numa qualquer situação, nunca temendo pois a ira dos portugueses que se revoltam e manifestam contra a falta de competência dos que governam e deviam proteger o povo e zelar pela Nação.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

3 comentários:

  1. Isto é resultado dos altos impostos! As famílias empobrecem e sentem necessidade de ir roubar... mesmo sendo errado. Depois criou-se uma espécie de cultura de violência entre os jovens que fazem isto para ajudar a família ou porque é fixe -_-'

    O governo esta a colher o fruto das sementes que plantou!

    Fim da civilização romana: altos impostos: camponeses etc ficam sem dinheiro que os leva a roubar... roubam essas instituições ou lojas ficam falidas após muitos assaltos... e os camponeses etc como são ladrões não pagam impostos... a cúria romana tenta resolver o problema com policiamento, mas esses policias tem de ser pagos e alguns morrem nas suas funções perigosas... o império vai á falência, e agora reina o caos... vêm os bárbaros e conquistam tudo!

    fim de Portugal como pais desenvolvido: altos impostos: cidadãos etc ficam sem dinheiro que os leva a roubar... roubam essas instituições ou lojas ficam falidas após muitos assaltos... e os camponeses etc como são ladrões não pagam impostos... o estado tenta resolver o problema com policiamento, mas esses policias tem de ser pagos e alguns morrem nas suas funções perigosas... o estado vai á falência, e agora reina o caos...

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  2. nos anos 80, havia em Portugal cerca de 200 homicídios por ano. Hoje há cerca de 80 por ano.

    Mas hoje abrem-se telejornais com homicídios e naquele tempo, matavam-se por um cão e ninguém sabia.

    Eu não quero passar a ideia que não sei o que se passa. Simplesmente entre espalhafato e sensacionalismo e realidade vai um cachito grande...

    é ver a sociedade do tempo do império romano, a da idade média, a do século XVIII e a actual...

    O sentido é o da evolução... Claro, com retrocessos e nuances, mas o desenvolvimento é notório.

    Por alguma razão, o direito vai ficando mais brando ao longo da história...

    Abraço,

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  3. Rui Palmela30 agosto, 2008

    Não é preciso estarmos a fazer comparações de séculos volvidos onde a violência e criminalidade humana sempre foi uma realidade histórica na nossa Sociedade. Bem ou mal o homem evoluiu e hoje fala de Democracia, Liberdade, Direitos Humanos, Justiça e Igualdade Social, etc.

    Mas continua a haver diferenças abissais entre os humanos onde uns nada têm e outros possuem demais. Uns não sabem o que são as crises económicas e outros são sempre os mesmos a pagá-las, havendo os ricos que estão cada vez mais ricos e os pobres ficando cada vez mais pobres.

    Penso que enquanto houver este tipo de Sociedade onde vivemos, injusta, desigual, jamais deixará de haver violência e criminalidade, pois haverá sempre os que desejam ter o mesmo que os outros (pelo roubo) em vez de consegui-lo com tempo e trabalho honesto que de resto vai faltando e milhares de pessoas ou familias estão vivendo com grande dificuldade, mas estas preferem pedir ajuda na Segurança Social onde nem sempre obtêm o que precisam.

    É curioso, de resto aquilo que alguns Magistrados dizem sobre o aumento da criminalidade em Portugal nos últimos tempos, a pior verificada desde a queda do regime de Salazar e Caetano, pois em mais de 30 anos de "Democracia" onde as coisas pareciam tornar-se melhores para todos, continua sim a sê-lo só para alguns e piorou a situação para a maioroia dos portugueses que se sentem agora mais inseguros com o endividamento de suas vida, pelo desemprego ou trabalho precário, pelo aumento dos assaltos e roubos como nunca houve, sendo certo que já ninguém sai à rua a partir duma certa hora dia por haver falta de policiamento como havia antigamente, e sensação de impunidade que reina hoje em Portugal.

    Muitos foram de resto os assaltantes e criminosos postos em liberdade com as alterações feitas por este governo à Lei sobre prisão preventiva, sendo um facto revoltante que muitos criminosos apresentados ao Juiz saiem mesmo antes dos agentes de autoridade terminarem seus relatórios nos Tribunais. Esta é a verdade!


    Rui Palmela

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