Minha mãe, de 87 anos de idade, sofre de hipertensão como tantos outros idosos deste país que tomam imensos medicamentos a partir de certa idade e cujas pensões de reforma não chegam para pagar despesas da farmácia. Mas isso é outra conversa!
Ao falar com a médica no consultório do Hospital expliquei que apesar de tomar a medicação para a hipertensão, a minha mãe apresenta todas as manhãs valores entre 18,5 e 22 de máxima e 9,5 ou 10 de mínima, além de sentir vários disturbios gástricos causados pelos medicamentos, como os que são referidos pelos laboratóios que avisam os doentes de possiveis efeitos secundários que obviamente não acontece em toda a gente.
A médica acabou por reconhecer e afirmar que todos os medicamentos duma forma geral têm efeitos indesejáveis, mas que não havia outro meio de tratar o problema da hipertensão de minha mãe, ao que retorqui dizendo que por isso sou mais apologista dos produtos naturais (que até já se vendem em muitas farmácias), mas a reacção da médica foi imediata rejeitando tal hipótese como se fosse negativa.
Percebi logo que esta médica não tem sua mente aberta para outras formas alternativas de tratar da saúde dos doentes que afinal até devem existir para que os médicos exerçam sua profissão... Logo, eu estaria a ser um seu ‘inimigo’ ou uma ameaça para a classe médica convencional que monopoliza a saúde e a medicina em Portugal.
Por fim apenas perguntei-lhe o seguinte: “Srª Drª, porque é que somos um país de hipertensos?” Ao que ela respondeu: “as pessoas consomem demasiado sal”... Então seria mais fácil reduzir drasticamente seu consumo para resolver o problema da hipertensão, disse-lhe eu. A médica sorriu para mim e disse para eu escrever ao 1º Ministro e dizer-lhe isso, o que achei estranho pois isto é um assunto para médicos e não para politicos. Mas percebi a ideia!
Enfim, é mais fácil manter os mesmos hábitos na vida das pessoas que as torna doentes do que ensiná-las a serem mais saudáveis e isso agrada à própria classe médica que precisa deles (doentes) para sobreviver, tal como os Laboratórios e afins. De resto, muitos são os médicos que até reagem mal quando se fala de produtos naturais sem os efeitos agressivos para o organismo como é o caso dos medicamentos químicos excessivamente utilizados pelos portugueses.
Penso que as pessoas deviam estar mais informadas e terem a possibilidade de escolher o método de se tratar, mas o sistema está montado duma forma em que prevalecem mais os interesses inconfessáveis do que a saúde dos portugueses que infelizmente vai de mal a pior... Chega-se, pois, à conclusão que a doença é um negócio bem montado que ninguém do governo ou da oposição tem qualquer possibilidade de resolver ou alterar.
Fica aqui minha reflexão!
Fica aqui minha reflexão!
Rui Palmela




