quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

ABORTO ATRASA A VINDA DO MESSIAS?


Dois rabinos de Israel se pronunciaram contra o aborto por acreditar que a prática atrasa a "redenção messiânica". Cerca de 50 mil interrupções voluntárias de gestações são realizadas por ano em Israel (um Holocausto moderno), de acordo com os líderes religiosos.

Israel passa por uma "autêntica epidemia que leva a cada ano a vida de dezenas de milhares de judeus" e que "além da gravidade do pecado, atrasa a chegada do Messias", afirmaram os rabinos Ashkenazi Yona Metzger e Sefardi Shlomo Amar em carta para todas as comunidades judaicas.

Os rabinos baseiam a relação entre abortos e o atraso do Messias porque, dizem, ele não virá até que cheguem ao mundo todas as almas que deveriam provir de mães judias. No comunicado, o Rabinato anuncia que estuda renovar a luta contra o aborto com a criação de um comitê especial para tentar impedir o "assassinato de fetos nos ventres de suas mães". A imensa maioria dos abortos são desnecessários e até estão proibidos pela Halajá (lei religiosa) e "malditos aqueles que não se assustam com essas informações", concluem os dois rabinos de Israel.

Sinceramente sou contra o Aborto mas por razões diferentes das conclamações judaicas. Na verdade considero o Aborto uma prática ignóbil de morte praticada contra fetos e embriões humanos cuja vida se manifesta no ventre da mulher e é interrompida abruptamente pelo egoismo e maldade (des)humana.

Considero mesmo a lei do Aborto pior do que a "pena de morte" que alguns paises ainda praticam na condenação de criminosos que atentam contra a Sociedade e sofrem a consequências de seus actos. Mas os fetos e embriões são corpos de crianças indefesas impedidas de nascer ou renascer no mundo físico para evoluir na sua condição humana. Nisto estou de acordo com os rabinos sobre a "redenção" de cada gestação.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

UMA TAXA CONTRA A OBESIDADE


Fiquei estupefacto quando ouvi nos noticiários que os obesos custam ao país (a todos nós) 500.000.000 (quinhentos milhões) de euros. Isto é um autêntico problema nacional que o governo devia dar especial atenção, tomando medidas que no meu entender devia passar por uma taxa para obesos (ou para os que comem demais) e premiar aqueles que cuidam de sua saúde aliviando o próprio Orçamento do Estado. Estou certo ou errado?

Claro que já estou ouvindo vozes discordantes, principalmente dos comilões que ficam ofendidos com minha opinião, mas se pensarem melhor talvez reconheçam que afinal tenho razão. De resto, muitos são os gordinhos que gastam imenso dinheiro para perder peso, fazendo sacrifícios com dietas controladas ou recorrendo a consultas do Dr. Talon ou indo para ginásios, porque na verdade não gostam de se ver ao espelho e querem recuperar alguma mobilidade ou auto-estima que perderam, sentindo-se mal consigo próprios, quando tudo isso seria desnecessário se houvesse desde o princípio uma certa educação alimentar para que as pessoas não comessem demais, enquanto outros comem de menos...

Efectivamente, os peditórios no país na luta contra a fome são uma realidade que seriam desnecessários se houvesse também uma taxa, imposto ou contribuição obrigatória para um Banco Alimentar que asseguraria comida para todos os cidadãos em periodo de crise como se tem vindo a verificar, ao mesmo tempo que se investiria mais em programas pedagógicos sobre Saúde e Nutrição nos órgãos de comunicação social que têm mais influência do que os bancos de escola. Mas em vez disso, assiste-se a todo o género de publicidade enganosa que leva ao consumo de tantos alimentos perniciosos (pizzas, doces, coca-cola, etc.) que cativam principalmente crianças e jovens, sendo esses os mais consumidores desses produtos, já não falando da cozinha doentia portuguesa com imensa gordura, carne de porco, enchidos, excesso da sal e tudo o mais que leva ao aumento da obesidade em Portugal.

Por isso, sou de opinião que se devia aplicar nos alimentos e bebidas nocivas uma taxa de IVA maior como aquela que infelizmente se aplica aos produtos naturais nas ervanárias que muita gente prefere para manter a sua saúde. Afinal, se a Obesidade é uma “doença silenciosa” que se pode classificar de mais uma nova pandemia do século XXI, então os governos deviam proteger melhor as pessoas apostando mais na saúde pela prevenção, em vez de se gastar biliões de euros em internamentos, operações, bandas gástricas e outras pseudo soluções que na verdade só protelam a situação.

Creio que muita gente concorda comigo, outros não, e percebo porquê...

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

DONDE VEIO A "DEMOCRACIA"?


O vocábulo democracia apareceu pela primeira vez na Grécia Antiga (cerca de 500 a.C.) e se desenvolveu-se em Atenas, em oposição aos conceitos de Monarquia e de Oligarquia, introduzindo uma noção completamente nova sobre o poder e povo.

A democracia grega baseava-se no direito ao voto directo, sem eleição de representantes. Tinham o direito de votar todos os homens adultos que tivessem completado o treino militar, ficando de fora as mulheres, escravos e estrangeiros (quiçá também os homossexuais) que estavam excluídos da participação eleitoral. A cidadania grega excluía também aqueles que não pagassem as dívidas à cidade ou qualquer pessoa que não descendesse de cidadãos atenienses. Assim, a população ateniense apesar de ter atingido as 300.000 pessoas, só 30.000 podiam votar.

Os gregos porém chegaram facilmente à conclusão que as eleições populares favoreciam os mais ricos e os bem-falantes (como acontece hoje) e os mais famosos da vida pública. O dinheiro podia ser usado para comprar votos (como hoje) e a popularidade pervertia a justa nomeação para os cargos públicos que deveriam ser ocupados por mérito e competência, mas tal não se verificava (como hoje). Tentando contornar os dilemas do processo eleitoral, os atenienses mudaram o sistema para umas “rifas” democráticas onde a competência deixou de ser a questão principal (como hoje), pois o importante era que houvesse rotatividade no desempenho dos cargos que hoje denominamos de “alternância democrática”.

Enfim, a "Democracia" já no berço ateniense demonstrava muitas falhas e disfunções (como hoje) e obrigava a constantes ajustes que por vezes tocavam o absurdo. De resto, os ateniense inventaram também a palavra “idiota” para acusar todo e qualquer cidadão que não quisesse fazer parte do "governo democrático" cujo regime se tornava num circo, com os idiotas de fora a assistir e aplaudir, como acontece hoje...

Já agora, vem mesmo a propósito o artigo de Mário Crespo sobre o ‘Palhaço’ que podemos ver a seguir:


"O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster ou votar em branco, ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.

O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas dos que não o aplaudem, seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo, seja a instaurar processos, seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço.

O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos que vociferam insultos.

O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género e fingir que tem género quando não tem.

O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres.

O palhaço rouba, dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada. Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver. O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir, violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político.

Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples: Ou nós, ou o palhaço"...


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A CONTRA INFORMAÇÃO SOBRE O "AQUECIMENTO GLOBAL"


Tem vindo a propalar-se ultimamente uma nova ideia de que o “Aquecimento Global” nada tem a ver com a emissão de gases de “efeito de Estufa” que dia e noite são lançados na Atmosfera por milhares de fábricas em todo o Mundo e milhões de automóveis, aviões e outras fontes poluentes que contribuem para as alterações climáticas nas últimas décadas, tal como a Ciência o demonstra e explica.

Porém, se a informação é preciosa, a contra informação é ardilosa.

Agora alguns cientistas dizem que a causa do “Aquecimento Global” deve-se à grande actividade do Sol nos últimos anos que também está ‘aquecendo’ todo o Sistema Solar afectando outros planetas, falando-se de Marte e até das luas de Júpiter e Saturno onde observam degelos como na Terra.

Com isto certos 'artistas' pretendem fazer crer que afinal o “Aquecimento Global” aqui na Terra nada tem a ver com a emissão dos gases poluentes e andam a desinformar as pessoas para que tudo fique na mesma e nada mude.

São os filhos da 'Besta' capitalista e consumista que estão a destruir o Mundo e pretendem que tudo continue como está, sem redução da poluição e dos gases de efeito de estufa num Planeta que estamos a destruir dia a dia, exaurindo-o até às entranhas, com esta forma de Civilização que está chegando ao limite de sustentação e não pára para pensar pela loucura dos que pretendem continuar a explorar, sem nada mudar, devido a tanta GANÂNCIA E AMBIÇÃO.

É preciso salvarmos o Planeta, sim, antes que seja tarde, e não entrarmos no jogo sujo dos que fazem a contra-informação dos interesses instalados de poderosos do Mundo que já arranjaram ‘cientistas’ para ludibriar e convencer os paises de que devem continuar a ‘progredir’ e a evoluir economicamente, descurando as alterações climáticas e os degelos que se intensificam numa era como nunca houve na Terra, precisando esta duma grande Renovação, que vai acontecer inevitavelmente, da pior maneira, nos tempos que correm, quer os homens queiram ou não!

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

UMA CURA PARA O MUNDO


O Parlamento das Religiões do Mundo, é um evento que se vem realizado em cada cinco anos, em diferentes locais, como a maior reunião interconfessional que une mais de 8.000 representantes de várias religiões com o fim de construir pontes entre si e abordar assuntos globais.

Desta vez foi em Melbourne- Austrália, nos dias 3 a 9 de Dezembro, onde estiveram presentes budistas, cristãos, judeus e muçulmanos, falando todos em uníssono, pedindo uma liderança moral no mundo capaz de resolver os vários problemas que afectam a nossa Sociedade (como a fome, miséria, pobreza, injustiças e desigualdades sociais, os direitos humanos, as questões ambientais, etc.) e as próprias diferenças ético/religiosas nos paises onde há violência, ódios raciais, perseguições, lutas e divisões, dos que fazem da palavra de Deus as suas próprias interpetações.

Aliás, a este respeito diz uma representante da fé Bahá'i, a Drª Natalie Mobini, o seguinte: “Como podem o diálogo inter-religioso e a liberdade religiosa florescer quando uma religião declara que outra religião é falsa? Serão a tolerância e a cooperação apenas possíveis entre pessoas que partilham a mesma visão doutrinária do mundo?", concluindo ainda que... “os seguidores das diferentes religiões são capazes não apenas para se envolver num espírito de tolerância e respeito, mas também colaborar na contribuição para o avanço da sociedade, onde os estragos que a intolerância religiosa continuam a causar no nosso mundo colocam uma ameaça mais grave ao progresso e ao bem-estar da humanidade do que em qualquer outro momento da história".

Concordo plenamente com esta afirmação, acreditando que uma cura para o Mundo passa pela capacidade da tolerância, do amor e da compreensão entre todos, respeitando ideias e pensamentos e diferentes opiniões, cultivando a Paz e a União, numa filosofia de vida de amor uns pelos outros e também por todos os seres da Criação. Não pode haver paz no Mundo, enquanto estivermos em guerra com a Natureza e matar diariamente milhões de criaturas que tal como nós fazem parte do universo e têm tanto direito à vida como o homem que surgiu na Terra e se tornou na pior espécie que destrói o Planeta com sua forma de Civilização.

Por isso, é preciso parar para pensar e ter da vida uma verdadeira compreensão, melhorando nossos comportamentos e sentimentos neste mundo onde devemos viver mais de acordo com nossa humana e verdadeira condição. De nada adiantam palavras bem elaboradas e discursos bonitos nas cimeiras ou conferêcias politicas ou religiosas do nosso tempo se continuarmos com os mesmos hábitos e comportamentos errados numa Sociedade consumista e materialista que se afunda cada vez mais no meio de tanto lixo e poluição, e inúmeras formas de Degradação.

Por fim, é preciso dizer verdades que dalgum modo despertem as mentalidades e tragam ao mundo a luz, a paz e compreensão, libertando do erro e da ignorância a maior parte da população. De resto, “Conhecei a verdade e ela vos libertará”, dizia Jesus Cristo que nada tinha a ver com politica ou religião. E Gandhi, o grande pacifista e humanista indiano do século XX, também afirmava dizendo: “A verdade é dura como o diamante, mas suave como a flor de pessegueiro... quando bem entendida e utilizada para a Paz e União.

Penso que sem isto não haverá nenhuma cura para o Mundo...

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

sábado, 12 de dezembro de 2009

O NEGÓCIO DAS EMISSÕES DE CARBONO


Não há dúvida que os homens precisam mesmo duma lição inesquecível que a Natureza dará com toda a certeza nos tempos que vivemos, pois não levam a sério os avisos e sinais que ela vai dando na mudança do clima que agora muitos espertalhões aproveitam para negociar e cobrar milhões pelas licenças de emissões de gases de Carbono que permite continuar a poluir em vez de reduzir.

Mais um negócio sujo, de corruptos e corruptores que não tomam consciência dos graves problemas ambientais que se vão agravando cada vez mais nos tempos actuais, pouco se importando com as consequências do “Aquecimento Global” que muitos já justificam com outras coisas, inclusive com a ideia de que o mesmo está a acontecer nos restantes planetas do nosso sistema solar como se fosse algo inevitável e natural.

É a loucura humana no limite que os homens pretendem levar até ao fim, não querendo saber de mais nada nem do futuro de seus filhos que estão herdando um Mundo cheio de lixo e poluição, com florestas destruidas, mares e oceanos contaminados, atmosfera ficando pesada ou irrespirável, solos empobrecidos e infestados de químicos, água potável ficando excassa (tão desperdiçada nuns lados, faltando noutros) tudo em nome do “Progresso” insustentável que os homens criaram numa lógica de auto-destruição.

A par de tudo isso, encheram o mundo de armas atómicas ou de destruição massiva, com centrais nucleares cujo lixo indestrutível se acumula no subsolo ou no fundo do mar onde alguns caixões já vão libertando indices de radioactividade que contaminam toda a cadeia alimentar. Em face disso, pretendeu-se enviar para o Espaço o lixo atómico indestrutível que há alguns anos ouvi dizer que iriam mandar para o Sol. Será mesmo que o fizeram secretamente e as explosões solares que têm vindo a aumentar na superfície solar está relacionada com isso?

Enfim, creio que esta Humanidade está colhendo tudo que semeou ao longo dos tempos e corre riscos de ser agora destruida, no todo ou em grande parte, por catástrofes ambientais nos tempos actuais, pois o Planeta está precisando já duma grande ‘limpeza’ ou higienização que será feita pelos Elementos que estão entrando em turbilhão e já vão dando sinais que os homens fingem não entender, pois suas mentes estão fixas apenas no dinheiro julgando que com ele podem continuar a fazer as mesmas coisas e manter um sistema de sobrevivência que está no limite e só leva à destruição.

Que mais dizer?

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

APOCALIPSE AGORA?


Li um dia destes um texto de alguém que começava assim: "Cansado de ouvir sobre o fim do mundo em 21 de dezembro de 2012, resolvi escrever sobre o tema. Acho interessante, e de certa forma assustador, o quanto fascina a mídia, e o interesse popular, o fim dos tempos. Isso está de tal forma enraizado na mente coletiva, que ouvi esses dias de um taxista: “É, o jeito é a gente aproveitar o que dá porque o mundo tá no fim!”...

Pegando de novo neste tema devido à grande visibilidade que está a ter o chamado "fim do mundo" no ano 2012, dando-se crédito a mentes super-excitadas que se baseiam nas profecias maias que até têm datas marcadas para um grande Apocalipse na Terra, nunca é demais repetir o que penso sobre o assunto chamando a atenção para algo que nos deveria preocupar verdadeiramente e que tem a ver com uma mudança urgente nas mentalidades e nos comportamentos necessários para uma Nova Era.

De resto, os anúncios de "fim do mundo" que já ocorreram noutros tempos, levaram milhares de pessoas a cometer suicídios e loucuras de todo o género, chegando mesmo a aumentar seus próprios desregramentos.

Parece ser isso que se pretende de novo com as novas predições para 2012, quando na verdade o Mundo está sendo corrompido e maltratado até às entranhas diariamente por uma Humanidade que devia parar para pensar e mudar urgentemente seu "módus vivendi", respeitando mais o planeta que é de todos, parando as loucuras do consumismo e exploração desenfreada aos recursos naturais que nunca foram tão exauridos e afectados nos tempos ancestrais. Por isso creio que efectivamente algo muito grave se poderá passar nos dias actuais e são os próprios cientistas a dizê-lo abertamente, fazendo as piores previsões.

Porém, a Terra ainda é um planeta jovem dentro do Sistema Solar (o 3º a contar do Sol) que tal como os restantes terá uma vida longa de milhões de anos antes de se desfazer em poeira cósmica depois de cumprir sua função, e essa ainda não foi terminada e será sim perpetuada após haver no Planeta (nos tempos que correm) uma necessária Transformação.

Já sucedeu noutros tempos, com o Dilúvio por exemplo, e tudo leva a crer que os degelos polares e alterações climáticas que se estão a desenrolar são o prenúncio do "fim dos tempos" ou acontecimentos de "Juizo Final" anunciados por Jesus Cristo há 2000 anos atrás para o século actual. Tudo será "como nos dias de Noé", segundo disse, e também falou duma intervenção extraterrena de seres que viriam sobre as 'nuvens' do céu (em suas naves) com "poder e grande glória" (no meio de brilho) e que recolheriam dos '4 ventos' do Mundo (de todos os lugares) o número de pessoas eleitas ou escolhidas salvando-as dos enormes perigos resultantes duma "Renovação Planetária" necessária num Orbe que já está superpoluido e contaminado por uma Sociedade que se afastou há muito dos Caminhos da Vida e enveredou por caminhos de destruição. É a Ciência que o vai confirmando, mostrando que os profetas tinham razão...

Porém, a esperança ainda existe e o homem deve alterar urgentemente, nos tempos que correm, a sua marcha de condenação.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

PORTUGAL E AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS


Ondas de calor mais prolongadas, períodos de chuva intensa mais frequentes e vagas de frio são algumas das catástrofes ambientais reservadas para Portugal, diz o Presidente do Instituto de Meteorologia, Adérito Serrão, que registou um aumento de 1,2 graus na temperatura de Portugal desde 1930, concluindo que:

"Os fenómenos extremos podem vir a ter uma frequência maior do que no passado. Estamos a bater recordes sucessivos de Verões mais quentes e ondas de calor mais prolongadas. Nos últimos 30 anos houve uma curva ascendente nas temperaturas médias, se a projecção se mantiver, terá efeitos graves... Tudo o que ultrapassa os dois graus em relação a 1990 tem consequências com irreversibilidade nos ecossistemas e poderá gerar catástrofes, como aconteceu no passado, mas agora com mais intensidade."

Esta é de resto a ideia de todos os cientistas da Actualidade que alertam os governantes do Planeta para tomarem medidas sérias e urgentes para evitar o pior nos próximos anos que poderão ser calamitosos para toda a Humanidade.

A Cimeira de Copenhaga, que decorre na Dinamarca com a participação de delegados ou representantes de 192 paises, visam um acordo para redução de emissão de gases de carbono ou de ‘efeito de estufa’, estabelecendo metas até meados do século XXI, julgando que podem protelar decisões que já deviam ter sido tomadas no século passado.

A Terra porém vai dando sinais de grandes perigos para os povos que têm já motivos para estar preocupados, não se vislumbrando boas coisas para o futuro. Portugal, apesar de tudo, talvez não venha a ser o mais atingido pelas catástrofes ambientais mundiais, excepto nalgumas regiões do país onde as secas e chuvas torrenciais podem ser particularmente intensivas, nas duas estações, exigindo já medidas preventivas como por exemplo a limpeza de florestas e aproveitamento de águas da chuva com maior poupança da que se usa diariamente na rede pública, proibindo mesmo o uso de água potável em milhares de piscinas particulares, limitando também o uso frequente nas lavagens-automáticas dos automóveis, etc., etc., pois tudo passa por uma maior conscienlização das pessoas para um problema que é geral, de todos nós, e não apenas dos governantes ou ambientalistas do século actual.

Fica aqui mais esta reflexão!

Rui Palmela

domingo, 6 de dezembro de 2009

PERIGOS DA CARNE


Mais uma noticia vem a público alertando para os perigos do consumo de carne (principalmente as vermelhas) que deveria preocupar a população, pois já é a própria Organização Mundial de Saúde a dizer que a maior parte das doenças (75%) que apareceram nas últimas décadas têm origem na carne que comemos.

Em Portugal, um estudo do Instituto Ricardo Jorge revela que 5.000 portugueses são internados todos os anos com graves problemas gastrointestinais (estômago e intestinos) por causa do consumo de carne, havendo muito mais casos de cancro e doenças cardiovasculares devido à má forma de alimentação de grande parte da população.

Desde há muitos anos que tenho vindo a dizer isto, tentanto sensibilizar as pessoas para que mudem seus hábitos alimentares e façam uma dieta mais correcta, em que se elimine a carne e seus derivados, e se prefira o peixe como substituto embora também não seja necessário comê-lo todos os dias às refeições. Existem outras fontes proteicas de origem vegetal que são mais saudáveis do que as de origem animal.

Por outro lado, vai sendo conhecido nos tempos actuais que a industria da carne é bastante poluidora e também contribui grandemente para o agravamento do aquecimento global, já não falando de questões éticas, filosóficas, ou de ordem moral e espiritual.

O ex-Beatle, Paul McCartney, diz mesmo que “se as paredes dos Matadouros fossem de vidro, muita gente se tornaria vegetariana”, e nisso tem razão. É um espectáculo tétrico que obrigaria muita gente a repensar melhor seus apetites zoofágicos e decerto muitos deixariam de comer pedaços de animais e comeriam mais alimentos vegetais. Afinal a carne não é necessária à nossa nossa saúde e milhões de vegetarianos como eu sabem que não precisam de carne para viver.

Pessoalmente posso falar de minha experiência de vegetariano há mais de 30 anos, pois me sinto muito melhor hoje com 58 anos de idade do que quando era jovem e me sentia quase sempre doente, tendo-me libertado de médicos e medicamentos apenas por mudar meus hábitos de vida e tornar-me vegetariano. As análises sanguíneas que faço de vez em quando revelam valores normais em todos os itens, pois além do colesterol baixo não careço de proteinas nem de vitamina B12, pois existem outras fontes bem mais saudáveis e sem as doenças dos animais.

Por fim, só as questões económicos justificam tanta matança de animais nos tempos actuais, não os de saúde e nutrição, pois se prova cada vez mais que grande parte das doenças que as pessoas padecem se deve a seus maus hábitos alimentares onde a carne (e derivados) ainda faz parte da dieta da população. É preciso dizer isto aberta e corajosamente, como o fez a O.M.S. alertando para a situação.

Pausa para reflexão.

Rui Palmela

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

COMO MELHORAR O MUNDO?


Com base num texto que li do escritor e jornalista Roberto Romanelli Maia, adaptei e melhorei alguns de seus parágrafos mantendo a mensagem original e seu propósito falando do mundo onde vivemos. Aqui fica:

Algum de nós terá alguma dúvida de que vivemos num mundo onde a natureza vem sendo modificada e destruída, à medida que os anos passam? E que o chamado “progresso” se baseia num falso desenvolvimento insustentável que faz perigar a vida na terra, descaracterizando-a até suas profundezas, anulando seu equilibrío ecológico que foi formado durante milhões de anos?

Sim, quantos rios e lagos já foram poluidos, quantas florestas foram dizimadas, quantas criaturas e espécies foram extintas ou simplesmente deixaram de existir? Quantas belezas naturais desapareceram e não mais podemos ver como parte importante que eram do Planeta?

Há alguns anos sabemos que o que conta mesmo é a exploração desenfreada dos recursos naturais pela ganância e ambição desmedida dos homens que exploram e maltratam a Terra de forma predatória e destruidora, extraindo dela tudo que possa contribuir para um rápido desenvolvimento da 'Economia' de seus paises e também seu enriquecimento pessoal.

Estes homens não possuem nenhuma noção ou consciência ecológica e já perderam há muito a sua ligação às origens, comportando-se como a pior das espécias vivas que degenerou e se tornou um cancro letal que corrói e consome até às entranhas um Organismo Vivo que se agita e vai dando sinais de estar precisando duma Cósmica Operação.

O Mundo foi tomado por homens que não são mais humanos mas sim seres demoniacos que cometem um sem número de indignidades, impropérios, infâmias, agressões à vida, violência e destruição das espécies, causando todas as mazelas possíveis e imaginárias contra a Natureza e à própria Humanidade.

Esses ‘demónios’ em figura de gente não olham para nós de frente e quando o fazem não vêm outra coisa senão números, ofuscados pelo poder do seu dinheiro e sucesso financeiro. São individuos que não sabem amar nem querer bem, a não ser aquilo que desejam para seu dominio e poder absoluto, indiferentes à pobreza no Mundo desde que esta mantenha a sua riqueza. Tratam os outros, até mesmo a sua família, como alma do negócio que faz parte do seu mundo fechado, onde calculam todo o tempo a melhor forma de tirar proveito da situação, sem sentimentos de alma ou coração.

São gente gananciosa e ambiociosa que se levanta pela manhã preocupados mais em ler sobre valores da bolsa, preços do petróleo ou das acções que lhes dê maiores lucros. Não se importam sequer em saber quanta miséria existe no seu país ou quantas crianças morrem de fome diariamente no mundo ou quantas familias deixaram de ter condições de sobrevivência.

São homens cheios de frivolidades que não se compadecem com as desigualdades e injustiças sociais, pouco se importando com as dificuldades e problemas dos tempos actuais, sentindo-se muito seguros e tranquilos, protegidos pelos seus milhões, conseguidos tantas vezes de forma ilícita por terem sido mais espertos ou grandes espertalhões... (serve o exemplo de Bernie Madoff)

O seu objectivo é apenas conquistar mais dinheiro e viver no fausto e luxo pessoal, rodeados de mordomias e festas nos seus palácios ou mansões, passeando em seus iates ou deslocando-se em seus aviões, gostando de ser apreciados e aplaudidos pelos seus discursos habilmente preparados nas salas de imprensa ou televisões, todos muito bem parecidos como gloriosos fanfarrões, muitos até falando de Deus como se estivesse a seus pés e lhes obedecesse e não ao comum das multidões.

O Mundo está nas mãos destes homens poderosos que ditam as próprias leis que os protege, sendo gente impia e desonesta em suas acções. Muitos são politicos corruptos, infiéis aos seus eleitores, que se locupletam com os bens públicos, visando apenas seu enriquecimento pessoal, não olhando a meios para atingir seus fins. Outros, são falsos religiosos, sacropantas que se intitulam de pastores de almas, carregando dinheiro dentro das próprias bíblias, muitos abusando sexualmente de crianças ingénuas e inocentes que ficam estigmatizadas para o resto da vida.

Enfim, é este o Mundo onde vivemos, cada vez mais cheio de loucuras e pecados de luxuria ou degeneração sexual, a par de tantas outras coisas que fazemos na luta pela sobrevivência e busca do prazer sensorial, enquanto a Terra se agita em suas entranhas e vai dando sinais de cansaço desta Civilização que tal como outras cairá ou desaparecerá com tantas formas de Degradação.

Há porém uma minoria de seres humanos verdadeiramente atentos e conscientes que vão fazendo seu trabalho anónimo pelo bem do Mundo e da Humanidade, acreditando que ainda é possivel fazer algo para mudar esta realidade, tornando melhor o Planeta que está precisando sim duma grande Renovação e essa será feita pela própria Natureza e seus Elementos que actuarão em toda a Terra para uma necessária Transformação que culminará sob a luz duma Nova Era.

Rui Palmela

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

SIDA, UMA DOENÇA MORALIZADORA?


O dia mundial na luta contra a Sida (dia 1 de Dezembro) serve sempre para fazer um balanço do número de casos verificados todos os anos e lembrar que a doença já fez mais de 25 milhões de mortes até ao momento, havendo mais do dobro de infectados (60 milhões) com uma previsão de muitos mais que vão surgindo apesar de haver uma ligeira diminuição nos últimos anos devido ás campanhas de informação que visam eliminar este flagelo da nossa Civilização.

Quase 30 anos depois da descoberta do vírus da Sida, ainda não foi encontrada a cura para a doença, nem mesmo uma vacina eficaz, e Portugal é o país da Europa Ocidental que apresenta a maior taxa de incidência de infecções pelo HIV que atinge também agora muitos casais idosos devido a comportamentos de risco nas relações extra-conjugais que muitos têm devido talvez às novas filosofias “anti-tabu” do sexo e do surgimento de drogas como o Viagra que contribuem para o alastramento da doença nos dias actuais.

Foi feita, inclusive, uma entrevista a um casal idoso que passou na televisão e a mulher queixava-se lastimando-se pelo facto de estar contaminada pelo seu marido que lhe transmitu a doença e morria de vergonha por se encontrar naquela situação.

É caso para dizer que a Sida pode ser uma “doença moralizadora” que obriga muita gente a repensar melhor seus comportamentos de infidelidade conjugal e respeitar mais suas relações sem se deixar iludir ou arrastar por campanhas libertárias sobre sexo que levam ao afrouxamento da moral e bons costumes e fomentam certas prevaricações no seio das populações, sendo que por alguma razão o flagelo da Sida já chegou aos mais idosos em Portugal onde o número de infectados cresce com grande preocupação.

Por outro lado, há muitos jovens revoltados que se lamentam pelo surgimento da doença nas suas vidas, embora tendo a consciência de que seus erros de comportamento de risco levaram à infecção. Parece que as campanhas de preservativos e seringas distribuidas em Portugal não surtiram grande efeito para reduzir o número de vítimas que continuam a surgir no país apesar de haver no mundo uma certa diminuição. Pior ainda é o facto de se saber que... "o governo vai deixar de financiar prestação de serviços a doentes com sida", segundo se revela no diário económico.

Por fim se conclui que a Sida não é mais uma doença exclusiva de homossexuais, como era antigamente, pois se disseminou por todas as classes e géneros sociais onde devia haver sim uma certa moralização de comportamentos no combate à doença que se instalou na nossa Sociedade onde continuam a haver vítimas diariamente por um profundo desconhecimento da verdade. Há mesmo quem diga que os macacos foram os culpados...

Fica aqui mais esta dissertação.

Pausa para reflexão!

Rui Palmela

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Resumo histórico conhecido:

A Sida apareceu na Sociedade na segunda metade do século XX, e diz-se que o primeiro caso documentado foi em 1959. Calcula-se também que as primeiras infecções ocorreram em África na década de 1930.

Julga-se que terá sido inicialmente contraído por caçadores africanos de símios que provavelmente se feriram e ao carregar o animal, sujaram a ferida com sangue infectado deste. O vírus terá então se espalhado nas regiões rurais muito lentamente, tendo migrado para as cidades com o início da grande onda de urbanização em África nos anos 1960.

Os primeiros registos de uma morte por SIDA remontam a 1976, quando uma médica dinamarquesa contraiu a doença no Zaire (hoje República Democrática do Congo). No entanto só começaram a aparecer em 1980 vários casos inexplicáveis da doença em homossexuais nos Estados Unidos, nas cidades de San Francisco, Los Angeles e Nova Iorque, onde chegou a ser conhecida por "peste gay".

A alta incidência desta doença no comunidade homossexual chamou a atenção do centro de controlo de doenças dos Estados Unidos em 1981, quando publicaram o primeiro artigo que referenciava uma possível nova doença infecciosa, inicialmente vista como uma doença que afetava apenas os homossexuais.

Devido à imunossupressão profunda que causava, comparável a alguns raros casos de imunossupressão de origem genética (e.g. Síndrome de DiGeorge), foi denominada de Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA), em contraste com aqueles casos hereditários.

Inicialmente foi largamente ignorada pela sociedade americana, até que, com as proporções da epidemia sempre crescentes, apareceram os primeiros casos de transmissão mãe-filho, tóxicodependentes e de transfusão de sangue em 1982.

O agente causador da doença (o HIV) acabaria por ser descoberto pelo Instituto Pasteur de Paris em 1983 por Luc Montagnier. A descoberta do vírus é também atribuída ao americano Robert Gallo, do Instituto de Virulogia Humana da Universidade de Maryland. Ao primeiro coube o isolamento do vírus a partir de um gânglio cervical de um doente; e ao grupo chefiado por Gallo a complicada tarefa de demonstrar que este vírus era realmente o causador da SIDA e não um simples oportunista. (fonte Ministério Da Saúde - Brasil).

No Brasil os primeiros casos apareceram em 1982 num grupo de homossexuais de São Paulo que contraíram a doença por terem viajado para zonas com alta incidência nos Estados Unidos.

Os primeiros casos reconhecidos de SIDA em Portugal apareceram em 1983.
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